A medida pode ter sido tomada em razão do atraso nas obras de recapeamento de 28 vias públicas de Aparecida. O prefeito José Luiz Rodrigues (DEM) assinou decreto de emergência anteontem para contratar empresas sem licitação e concluir as obras.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Guará retira lombadas de trajeto oficial
A medida pode ter sido tomada em razão do atraso nas obras de recapeamento de 28 vias públicas de Aparecida. O prefeito José Luiz Rodrigues (DEM) assinou decreto de emergência anteontem para contratar empresas sem licitação e concluir as obras.
Prefeito apela a Deus para cumprir prazo
Aparecida
José Luiz Rodrigues (DEM), o 'Zé Louquinho', prefeito de Aparecida, apela para Deus para conseguir terminar as obras de infra-estrutura para recepcionar o papa Bento 16, que chega na cidade em 24 dias. Disse o prefeito em razão dos atrasos: "Se Deus quiser, dará tudo certo".
Rodrigues admite que é curto o tempo disponível para realizar as obras de infra-estrutura para a visita do papa. Contudo, jura estar otimista. "As empresas vão ter que fazer um trabalho de qualidade no prazo estipulado", afirma o prefeito.
Além de terminar as obras de alargamento de calçadas em cinco ruas, asfaltamento de trevo e rua de acesso à via Dutra e troca da iluminação na região central de Aparecida, Rodrigues espera construir um reservatório para 1,5 milhão de litros de água e colocar asfalto novo em 20 vias públicas. Tudo isso em menos de um mês.
BUROCRACIA- Assumindo que as obras estão atrasadas 'eram para ontem', Rodrigues culpa o processo eleitoral e os trâmites burocráticos do governo estadual que só liberou a verba no início de abril.
"O papa anunciou que viria a Aparecida em maio do ano passado. Em junho, começou o período eleitoral que proibia, por lei, a liberação de verbas, que só puderam ser disponibilizadas a partir de janeiro deste ano. No fim, a verba só foi garantida no começo de abril."
Agora, segundo ele, é rezar para Nossa Senhora Aparecida.
Mosquito da dengue 'ronda' seminário
Aparecida
O mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, 'ronda' o Seminário Bom Jesus, no centro de Aparecida, onde o papa Bento 16 ficará hospedado por três dias e duas noites.
Segundo a Sucen, o maior índice de larvas do mosquito foi detectado no centro e no bairro Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a 100 metros de distância do seminário.
Para impedir a proliferação do transmissor nas proximidades do local de hospedagem do papa e de outros 35 membros de sua comitiva, a Vigilância Epidemiológica de Aparecida vai iniciar na hoje uma varredura no bairro e no centro.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, todas as casas e pontos comerciais serão vistoriados pelos agentes de saúde.
O número de casos confirmados da doença saltou ontem de 48 para 66. A Vigilância Epidemiológica de Aparecida aguarda a confirmação de exames de outros 145 casos suspeitos.
O município, que corre o risco de registrar um surto da doença, está infestado pelo Aedes Aegypti.
Uma "força-tarefa" será montada nos próximos dias para impedir o avanço dos casos de dengue. Um grupo de 60 agentes de saúde fará o trabalho de nebulização, visita nas residências para eliminação dos criadouros e distribuição de folhetos.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o trabalho será realizado em todos os municípios do Estado que apresentarem casos de dengue. O mesmo trabalho foi realizado na semana passada em Potim, que faz limite com Aparecida e tem 21 casos confirmados e 30 suspeitos.
SILÊNCIO- A assessoria da Arquidiocese de Aparecida, responsável pela visita do papa Bento 16 a cidade, informou que o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, ainda não foi informado sobre a infestação do mosquito nos arredores do seminário.
Aparecida atrasa 75% das obras do papa
A 24 dias da visita do pontífice, prefeito decreta emergência para dispensar licitações e iniciar serviços
Aparecida
Alexandre Alves
Das 28 obras de infra-estrutura que a Prefeitura de Aparecida pretende fazer para recepcionar o papa Bento 16, que chega na cidade em 24 dias, nada menos que 21 estão atrasadas. Apenas sete estão em andamento. Ou seja, 75% das obras de melhoria na cidade ainda não foram iniciadas a menos de um mês da visita do papa.
O problema é tão grave que o prefeito José Luiz Rodrigues (DEM), o 'Zé Louquinho', assinou ontem um decreto de reconhecimento de emergência, dispositivo legal que dá à prefeitura o direito de contratar empresas sem licitação.
Dois são os alvos da medida: construção de um reservatório de abastecimento com capacidade para 1,5 milhão de litros de água e colocação de asfalto novo em 20 vias públicas.
Admitindo que a situação é ôcríticaõ, o folclórico prefeito de Aparecida recorre a Deus para recuperar o tempo perdido (leia texto nesta página). O atraso, segundo ele, foi causado pelo processo eleitoral e pela burocracia do governo estadual.
Rodrigues informou que cerca de metade da verba de R$ 2,25 milhões garantida pelo governo estadual para fazer as duas obras que faltam já foi liberada há uma semana. Mas como o dinheiro só pode ser gasto mediante licitação, as obras só poderiam ser feitas dentro de 60 dias, prazo médio de um processo licitatório.
"Como não daria para terminar, o jeito foi decretar a emergência e abrir mão da licitação", afirmou Rodrigues. Ele informou que as empresas serão contratadas levando-se em conta preço e qualidade no serviço e que as obras serão fiscalizadas.
Na opinião do presidente da Câmara de Aparecida, João Luiz Mota (PSDB), o prazo não será cumprido. "Não dá mais tempo. E o problema agora é fazer tudo correndo e ficar um serviço de péssima qualidade. Quem vai pagar caro por isso é a população", disse.
OBRAS - Das 28 obras previstas pela prefeitura, apenas sete estão dentro do prazo: alargamentos de calçadas em cinco vias da cidade (ladeira e rua Monte Carmelo, rua Anchieta, rua Maestro Benedito Barreto e rua Barão do Rio Branco) e construção do trevo de acesso à via Dutra (ligação das ruas Chad Gebran e Rosa Soares Penido).
Falta construir o reservatório de água e recuperar o asfalto em 15 ruas, uma avenida (Solon Pereira) e uma praça (Santo Afonso), além do complemento da marginal Padre Jorge Antão. Prevê-se também a pavimentação asfáltica em duas ruas: Padre Claro Monteiro e João Andrade Costa, totalizando 20 vias públicas.
Ao todo, terá que ser asfaltada uma área superior a 56 mil metros quadrados, ao custo estimado em R$ 1 milhão. O reservatório custará cerca de R$ 1,25 milhão.
A Secretaria Executiva da Visita do Papa, órgão ligado à Arquidiocese de São Paulo, minimizou o problema da prefeitura. Para a entidade, a chegada do papa em Aparecida não depende do término das obras de melhoria da infra-estrutura, mas elas servirão de conforto e melhor atendimento à população.
VAGAS- Além do atraso nas obras da prefeitura, outra preocupação da equipe que cuidará da segurança do papa Bento 16 é o déficit de 4.000 vagas para estacionamento de ônibus na cidade, que exigirá o total de 6.000 vagas.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, que não permitirá estacionamento ou desembarque de passageiros às margens da via Dutra, apenas 2.000 vagas já estão confirmadas.
O prefeito de Aparecida pretende criar 4.000 vagas para ônibus e 10 mil para carros em cinco bairros da cidade, em terrenos particulares. Segundo ele, a negociação com os proprietários está avançada e as vagas devem estar definidas até o início da próxima semana.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Basílica vai abrigar o QG da segurança
O comando da operação será do general Floriano Peixoto Vieira Neto, comandante da 12ª Brigada de Infantaria Leve do Exército, em Caçapava, que contará com soldados e oficiais do Exército e da Aeronáutica, policiais civis e militares e agentes da Polícia Federal, incluindo os patrulheiros rodoviários.
No Cosi (Centro de Operações de Segurança Integrada) a ser instalado na torre do Santuário, cada corporação terá um representante no grupo que tomará as decisões sobre a 'Operação Papa'.
A meta é ter agilidade na tomada de decisões, principalmente em casos de emergência.
"Tudo está sendo pensado para que a operação de segurança do papa transcorra com tranqüilidade", disse o major de engenharia José Mateus Teixeira Ribeiro, do comando da 12º Brigada de Infantaria Leve Aeromóvel do Exército, em Caçapava.
Ontem, Ribeiro e outros 12 militares do Exército de Caçapava e Lorena estiveram vistoriando pontos estratégicos em Aparecida, com relação à passagem do papa pela cidade.
Infraestrutura para os eventos de Maio
Soldados e médicos vão atuar em tendas de suporte ambulatorial montadas em Aparecida durante a visita do papaAparecida O Exército vai atuar em 'tendas de saúde' que serão montadas em Aparecida durante a visita do papa Bento 16 ao município, entre 11 e 13 de maio. Os soldados e médicos darão apoio ao atendimento ambulatorial dos cerca de 500 mil romeiros esperados no local.
Segundo o major de engenharia José Mateus Teixeira Ribeiro, do comando da 12ª Brigada de Infantaria Leve Aeromóvel do Exército, de Caçapava, as tendas serão montadas em pontos estratégicos, onde há maior movimentação de peregrinos.
O número de tendas será definido nos próximos dias. As unidades serão preparadas pela Unitau (Universidade de Taubaté) por meio de um convênio com o Exército. A Secretaria de Saúde de Aparecida vai reforçar o número de médicos e enfermeiros em operação.
"Nós vamos ajudar, dar apoio à Secretaria de Saúde de Aparecida para que a capacidade de atendimento da cidade seja aumentada", afirmou o major.
A Prefeitura de Aparecida vai definir esta semana o projeto de atendimento ao público durante a visita do papa e contará com reforço de médicos na Santa Casa e no ambulatório médico do Santuário Nacional, bem como a estrutura de saúde de Guará, que conta com a Santa Casa e o Hospital Maternidade Frei Galvão.
A secretária de Saúde de Aparecida, Rosângela Filippo, disse que não comentaria o caso porque somente o prefeito José Luiz Rodrigues (PFL), poderia falar sobre assuntos relacionados à visita do papa.
O prefeito foi procurado pelo valeparaibano, ontem, mas não foi encontrado para comentar o assunto.
GUARÁ- Em Guaratinguetá, a prefeitura vai disponibilizar 10 ambulâncias, uma equipe extra de cinco médicos e 10 enfermeiros e auxiliares de saúde, durante 24 horas, entre os dias 11 e 13 de maio, bem como das equipes de saúde que já atuam no município.
O DRS (Departamento Regional de Saúde) de Taubaté dará suporte para as cidades de Aparecida e Guará em casos de alta complexidade nos hospitais de Taubaté.
domingo, 1 de abril de 2007
Beato fundou o Mosteiro da Luz em SP
Guaratinguetá
A designação que Frei Galvão recebeu para assumir como confessor de um recolhimento de mulheres piedosas em São Paulo, as 'Recolhidas de Santa Teresa', em 1769, marcaria sua vida para sempre.
Ali conheceu a religiosa Helena Maria do Espírito Santo, que afirmava ter visões nas quais Jesus lhe pedia para fundar outro recolhimento. Frei Galvão consultou sábios e estudiosos e, dando crédito às visões de irmã Helena, fundou com ela, em 1774, um novo recolhimento.
Mas a religiosa morreu um ano depois e Frei Galvão se viu às voltas com inúmeras dificuldades, entre elas, a intenção de governantes da época de fechar o recolhimento.
Por causa do grande número de vocações, o franciscano se viu na obrigação de aumentar o recolhimento, tarefa que desempenhou por 14 anos (1774-1788). Precisou de outros 14 anos (1788-1802) para construir a igreja do recolhimento.
Trabalhando ao lado de escravos, Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até pedreiro na construção. A obra, conhecida como Mosteiro da Luz, foi declarada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco.
Em 1998, quando Frei Galvão foi beatificado pelo então papa João Paulo 2º, recebeu do pontífice os títulos de 'Homem da paz e da caridade' e 'Patrono da construção civil no Brasil'.
"A canonização de Frei Galvão me deixa duplamente contente: por ser de Guaratinguetá, onde também nasci, e por ter sido declarado patrono da construção civil", diz o arquiteto Daltro Mathias Mendonça, 34 anos, que projetou o palco em que o papa Bento 16 se encontrará com os jovens no estádio do Pacaembu, em São Paulo.
Fiéis relatam comprovação de dons especiais
Guaratinguetá
Ainda em vida, Frei Galvão foi reconhecido como santo pelos milhares de devotos que recorriam ao franciscano em São Paulo, no Mosteiro da Luz, atrás de conforto espiritual e cura de males. Após a sua morte, em 1822, seu túmulo transformou-se em roteiro de peregrinações.
Historiadores afirmam que relatos da época em que Frei Galvão viveu em São Paulo, entre 1762 e 1822, narram virtudes sobrenaturais que o franciscano possuía, tais como o dom da premonição, da telepatia, da bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo), telepercepção (saber de coisas ocorridas a grandes distâncias) e o da levitação.
Deste último, segundo Thereza Maia, diretora do Museu Frei Galvão, em Guará, originou-se a antiga quadrinha da tradição popular. "Na minha aflição, dai-me consolação senhor, meu Frei Galvão, que não pisais no chão."
DOM - Thereza diz que há relatos de fiéis que teriam presenciado estes dons. Em 1810, Frei Galvão teria confortado um moribundo em Cuiabá que pedia sua intercessão para se confessar e, no mesmo momento, de acordo com testemunhas, estaria o franciscano em São Paulo.
Em outro relato, uma mulher afirma ter se encontrado com Frei Galvão numa rua na capital e, espantada com o que vira, teria dito: "Senhor padre, o senhor anda sem pisar no chão?"
Poemas para Sant'Anna viram livro
Guaratinguetá
A primeira reunião da intelectualidade paulistana que fundou a Academia de Letras de São Paulo ocorreu em 25 de agosto de 1770. O grupo foi batizado como 'Academia dos Felizes' e se reuniu, naquela ocasião, durante sete horas para declamar poesias, hinos e textos em seis línguas.
Entre os participantes, estavam religiosos, advogados, médicos e comerciantes. Lá estava também um jovem frade de 31 anos, que se orgulhava dos poemas que escrevia em homenagem a Sant'Anna, mãe da Virgem Maria e avó de Jesus Cristo. Trata-se de Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, o Frei Galvão.
Durante a sessão, o franciscano apresentou 16 das 65 peças recitadas para o grupo. Crônicas da época revelam que o jovem frade era reconhecido como um religioso erudito e estimado por seus poemas em latim. Os textos originais estão na biblioteca da USP (Universidade de São Paulo).
Tais versos foram publicados, em português, num livro de 1980 intitulado 'Escritos Espirituais' (1766-1803). Esta obra pode ser consultada no Museu Frei Galvão, em Guará.
"Os versos de Frei Galvão mostram um religioso profundamente devoto de Sant'Anna e preocupado com a salvação de todas as pessoas", diz o professor de Letras Antônio Carvalho, da PUC (Pontifícia Universidade Católica).
Canonização
Em vida, Frei Galvão já era chamado de santo por fiéis
Fama das pílulas de papel tem início em 1800, com a cura de dois doentes
Guaratinguetá
Alexandre Alves
A confeiteira Dejanira Freitas Roberto de Oliveira, 64 anos, de Santo André (SP), passou os últimos dois anos sofrendo com problemas físicos e emocionais. Abandonada pelo marido, Dejanira caiu num turbilhão de crises nervosas, que contaminaram não apenas ela, mas a família toda.
Tudo o que ela desejou neste período foi que sua vida voltasse ao normal. Na última quinta-feira, a confeiteira conta que deu os primeiros passos para a recuperação. Reuniu-se a um grupo de 34 pessoas do ABC Paulista e visitou a Casa de Frei Galvão, em Guará.
Veio pegar pílulas do beato, que será canonizado pelo papa Bento 16 em maio, e rezar aos pés da estátua de Frei Galvão. Dejanira tocou diversas vezes na estátua e chorou. "Vou voltar para casa e viver uma vida nova."
A fé que Dejanira e milhares de outras pessoas têm em Frei Galvão não vem de hoje. Aliás, dizem os historiadores, surgiu com a fama de santidade que o franciscano tinha ainda em vida. Por 60 anos ele morou e trabalhou em São Paulo, onde construiu o Mosteiro da Luz.
Servir aos pobres foi a escolha que o menino Antônio Galvão de França fez ainda pequeno, vivendo sob a guarda dos pais na Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá. "Ele aprendeu a amar os mais necessitados com os seus pais, que eram muito caridosos e religiosos", diz trecho do livro 'Frei Antônio de Sant'Anna Galvão'.
HISTÓRIA - O beato nasceu em Guará em 1739. Segundo a historiadora Thereza Maia, diretora do Museu Frei Galvão, o livro de batismo do franciscano está desaparecido e não se sabe ao certo em que dia e mês ele nasceu. "Suspeitamos que tenha sido em dezembro", diz ela.
O pai, Antônio Galvão de França, era imigrante português e capitão-mor. A mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros.
Como os pais gozavam de prestígio social e influência política, Antônio Galvão, que era o quarto filho entre 11 irmãos, cresceu numa casa grande e rica, mas com profunda devoção à Igreja Católica.
O curioso é que, dos 11 irmãos, apenas Galvão enveredou para a vida religiosa. Com 13 anos, em 1752, o menino Galvão foi mandado para a Bahia para estudar no Seminário de Belém, de padres jesuítas. Só não se tornou um deles porque a perseguição empregada aos jesuítas pelo Marquês de Pombal fez com que a congregação deixasse o Brasil.
Em 1755, Galvão sofre uma nova mudança na vida: retorna para Guará e ingressa no convento franciscano de São Boa Ventura de Macacu, em Itaboraí, no Rio de Janeiro, onde adota o nome de Antônio de Sant'Anna Galvão.
Faz seus votos solenes em 1761 e, um ano depois, é ordenado sacerdote. Em 1762, muda-se para São Paulo e começa a grande obra da sua vida: o Mosteiro da Luz.
PÍLULAS - Frei Galvão viveu 60 anos em São Paulo até morrer em 23 de dezembro de 1822. Por volta de 1800, por não poder atender duas pessoas adoecidas, escreveu uma oração em um pequeno pedaço de papel e pediu para que os doentes a tomassem como pílulas. Ambos se salvaram e começou aí a fama das pílulas de Frei Galvão.
"Estou levando as pílulas para meu genro que, graças a Deus e a Frei Galvão, está se curando de um câncer", diz a dona-de-casa Elizabeth Silva, 51 anos.
Assim como a confeiteira Dejanira, ela voltou para Santo André na última quinta com a convicção de que levava na bolsa três pequenos milagres em forma de pílulas.
330 pessoas cuidam dos preparativos
Aparecida
Os preparativos para a Conferência Episcopal de Aparecida estão a todo vapor. A menos de dois meses do início do evento, o Santuário Nacional, que irá sediar a reunião dos bispos, dá os retoques finais na organização da infra-estrutura e da logística de apoio ao encontro.
Os 270 bispos e convidados irão se reunir diariamente em um auditório especial que está sendo preparado no subsolo da Basílica Nacional de Aparecida, com capacidade para mais de 300 pessoas.
Os preparativos estão sob a responsabilidade da secretaria-executiva que o Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano) montou em Aparecida para cuidar da organização da Conferência e também do próprio santuário.
O padre José Luiz Majella é o secretário-executivo e conta que uma equipe de 150 a 180 voluntários que colaboram nos preparativos. Foram formadas 16 comissões de trabalho para cuidar da organização do encontro.
Há comissões que cuidarão da recepção dos delegados, translado para Aparecida, acomodação e até do cardápio diário.
CARDAPIO - "Foi preparado um cardápio comum, apropriado para os religiosos que são procedentes de vários países com culturas diferentes", afirma padre Majella. No menu constarão pratos leves, carnes, verduras e frutas.
Diariamente, os bispos participarão de uma celebração conjunta, no santuário, antes do início dos trabalhos.
Os debates e exposições verbais serão traduzidos para o português, inglês e espanhol. O encerramento da conferência será no dia 31 de maio.
Teólogo diz que tema ainda é um desafio
Aparecida
O teólogo Rafael Rodrigues da Silva tem esperança de que a Conferência de Aparecida possa apontar os caminhos para a participação das mulheres e também dos leigos na Igreja Católica do continente latino-aamericano e caribenho.
Para ele, tratar do assunto é um desafio para os bispos em Aparecida. "Se olharmos para a maioria das nossas comunidades e igrejas, iremos nos deparar com um grande número de mulheres. Elas estão nos trabalhos e pastorais sociais, estão inseridas na dinâmica litúrgica e nos serviços comunitários eclesiais", afirma o especialista.
Segundo Silva, com toda essa participação, "onde reside o problema de delegar poder e autoridade às mulheres? A autoridade de celebrar consagrar e definir os rumos da Igreja é uma prática exclusivamente masculina".
DESAFIO - "Penso que aqui está um dos grandes desafios para a Igreja na América Latina. Julgo que corremos o risco de na 5º Conferência Episcopal Latino-Americana não dar espaço preciso para se debater a Pastoral Afro, as Comunidades Eclesiais de Base, a Pastoral Indígena e a presença, poder e participação das mulheres", destacou o teólogo, que é professor da PUC (Pontíficia Universidade Católica), de São Paulo, e da Universidade Salesiana, além de assessor do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos e Comunidades Eclesiais de Base.
Para o especialista, é urgente que a Conferência de Aparecida aponte caminhos para que todos que professam a fé em Jesus Cristo e no Evangelho caibam dentro da Igreja.
Conferência de Aparecida
Bispos querem discutir papel da mulher na Igreja
Entre os temas delicados do encontro de bispos está a participação feminina
Aparecida
Chico Pereira
A participação da mulher na igreja é um dos temas delicados que os bispos planejam abordar na 5º Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe entre 13 e 31 de maio, em Aparecida.
O papel da mulher na comunidade católica é bastante destacado no documento síntese preparado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) com as contribuições da Igreja Católica no país à Conferência Episcopal.
A sugestão dos católicos brasileiros ao encontro de Aparecida é para debater o lugar e o papel da mulher na Igreja, uma vez que a sua participação nas comunidades eclesiais é bastante significativa, além do fato de serem maioria nesses grupos.
O texto menciona que a mulher vem tomando cada vez mais consciência de sua dignidade e exigindo igualdade no trato e oportunidades. "A Igreja não pode ficar insensível a esse novo sinal dos tempos, também em nível interno, pois nela, são os homens os mais privilegiados, que normalmente tomam as decisões", afirma o documento síntese da CNBB.
O documento salienta, em outro trecho, que "as tendências conservadoras, que rejeitam o pensamento e a participação das mulheres em tarefas de direção e coordenação eclesial, inclusive nas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), não podem inibir a Igreja a gestos proféticos". O texto menciona que "o acesso das mulheres ao ministério ordenado é uma dívida pendente".
IMPORTÂNCIA - Para dom Demétrio Valentini, 66 anos, bispo de Jales-SP, essa questão é muito importante. Em palestra realizada no início de março sobre a 5º Conferência, em Belo Horizonte, o religioso abordou o tema.
Dom Demétrio afirma que um ponto muito importante, que precisa de avanços concretos e efetivos, é o reconhecimento da presença da mulher na Igreja, do significado eclesial e da dimensão ministerial de sua atuação, e de sua imprescindível participação na vida e na missão da Igreja.
"Este é um assunto que não poderá faltar na Conferência Episcopal de Aparecida. A Igreja precisa avançar nesta questão", afirmou dom Demétrio ao valeparaibano.
Para o religioso, o papel e a importância da mulher já forão reconhecidos pela sociedade. "A Igreja precisa dirigir uma palavra às mulheres na Conferência de Aparecida, pois neste campo ela ainda está atrasada em relação à sociedade", declarou o religioso.
Como um dos 22 delegados brasileiros (bispos) eleitos para representar a Igreja Católica Brasileira na conferência, dom Demétrio disse ter esperança de que os seus colegas latino-americanos e caribenhos irão dar destaque à questão.
PARTICIPAÇÃO - Várias representantes femininas de ordens religiosas e leigas irão participar da 5º Conferência Episcopal como convidadas. Na lista aprovada pelo Vaticano constam mulheres do México, Venezuela, Antilhas, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Nicaraguá, Paraguai, Honduras, Colômbia e Panamá.
Duas mulheres do Brasil integram o grupo, a irmã Maris Bolzan, do Rio de Janeiro, e a advogada Clea Anna Carpi da Rocha, de Porto Alegre (RS), que também será uma das representantes dos leigos no evento.
O tema central da conferência, escolhido pelo papa Bento 16, que irá presidir a abertura do evento, é 'Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que todos n'Ele tenham vida. E sou o caminho, a verdade e a vida'.
Palco será concluído em abril
Aparecida
A obra principal que está sendo executada pelo Santuário Nacional de Aparecida é a construção do palco onde o papa Bento 16 vai celebrar uma missa no dia 13 de maio para cerca de 500 mil pessoas.
A obra, orçada em R$ 900 mil, deve ser concluída até o final desde mês e será custeada pelo Celam (Conselho Episcopal Latino Americano).
O palco terá cinco metros e meio de altura e o papa ficará a 40 metros de distância do público. No piso superior ficará o papa, no segundo piso ficarão 50 religiosos, 25 de cada lado.
Ao lado do palco, no piso do pátio da Basílica, serão reservadas duas ala para 1.200 religiosos, padres e bispos. Em frente ao palco, onde Bento 16 celebrará a missa, serão reservadas duas alas para autoridades, com capacidade para 400 pessoas.
O palco terá um camarim no subsolo da Basílica e o acesso será feito por meio de túnel. A obra está sendo construída entre a Basílica e o Centro de Apoio ao Romeiro.
A área entre a igreja e o Centro de Apoio, de 100 mil metros quadrados, será disponibilizada para o público. Os veículos ficarão nos estacionamentos superiores e nas ruas da cidade. O Santuário Nacional vai montar três telões para que o público assista à missa de Bento 16.
Escultor faz imagens do frei em madeira
Guaratinguetá
A distância que separa o escultor Benedito Eduardo de Carvalho, 59 anos, das cidades de Aparecida e Guará aumentou ainda mais sua fé e devoção em Nossa Senhora Aparecida e em Frei Galvão.
Natural de Nazareno (MG), Carvalho visita o Vale pelo menos uma vez por ano. Faz questão de participar de missas no Santuário, em Aparecida, e na Catedral de Santo Antônio, em Guará.
Foi numa dessas viagens, no ano passado, que conheceu o padre Silvio Florêncio, cura da Catedral de Santo Antônio.
Especialista em arte sacra, Carvalho, conhecido como 'Dito Santeiro', falou sobre suas imagens de santos esculpidas em madeira e recebeu o convite do padre para desenhar Frei Galvão. "Aceitei o convite com o maior prazer e orgulho. Como sou muito devoto de Frei Galvão, decidi fazer logo duas imagens."
O santeiro conta que está na fase de acabamento das estatuetas, que têm 65 centímetros de altura, pesam 4 kg e são feitas de mogno. O estilo mistura o barroco do século 17 com o estilo clássico.
PRESENTE - Carvalho diz que uma das estátuas será endereçada ao papa Bento 16. A peça deve ser entregue pelo arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis.
A outra imagem, segundo o padre Silvio, será doada ao acervo da Catedral de Santo Antônio. "Ele trouxe a imagem que está sendo feita e é realmente divina. O talento que ele tem é incrível. Será um presente maravilhoso para o pontífice", disse o sacerdote.
Autor de mais de 500 esculturas, Carvalho diz que dedicou cerca de três meses às imagens de Frei Galvão, que estão na fase de acabamento.
Carvalho conta que se baseou em desenhos e imagens da tradição popular para esculpir o santo. No trabalho, ele usou facas de cabo de massa plástica e formão para moldar as peças.
Basílica Nacional ganha 10 painéis de azulejo
Peças serão feitas por artista plástico nas paredes das quatro naves do santuário, com passagens do Evangelho
Aparecida
Luciana Mendes
A Basílica de Nossa Senhora vai concluir este mês o trabalho de ornamentação do interior da igreja com 10 painéis feitos em azulejos que retratam cenas do Evangelho, construídos na nave sul da igreja, que abriga a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
Até a visita do papa Bento 16, marcada para maio deste ano, os 10 painéis estarão concluídos. O local também terá o teto pintado de branco para realçar as obras de arte, que são confeccionadas pelo artista plástico Cláudio Pastro.
Ele é autor de várias obras que adornam o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, como painéis em homenagem às mulheres e peças em azulejos nas capelas do Santíssimo e de São José, no interior da Basílica Nacional.
Em todas as alas da igreja serão colocados 34 painéis. Na nave sul serão 10 painéis e 8 em cada uma das outras três naves.
Conforme o projeto de Cláudio Pastro, os painéis, que medem sete metros de comprimento por cinco metros de largura, serão construídos nas paredes de 40 metros de altura que contornam as quatro naves da Basílica --norte, sul, leste e oeste.
Segundo Cláudio Pastro, os painéis serão feitos em azulejos para seguir o estilo de outras obras de arte ja concluídas dentro da igreja e também porque valorizam a cerâmica nos elementos decorativos previstos no projeto de acabamento interno do templo.
A além de adornar a igreja, as peças irão ilustrar algumas passagens do evangelho como anunciação de Maria, os nascimentos de Jesus e de João Batista, a apresentação de Jesus no templo e a escolha dos discípulos, entre outras passagens.
Pastro disse que os elementos decorativos poderiam ter sido feitos em mosaico ou pintura, mas foram escolhidos painéis de azulejo de cerâmica porque combinam com as paredes da igreja que são de tijlos à vista (leia texto nesta página).
"O trabalho de acabamento da igreja é inspirado na tradição dos azulejos coloniais herdada de Portugal e Espanha nos séculos passados. Os painéis oferecerão a visão de praticamente todo o Evangelho à volta da Basílica, que nós chamamos de Bíblia Palperum (Bíblia dos Pobres), a qual todas as pessoas poderão ler a sua fé", disse Pastro.
FAIXAS - Entre os arcos e os painéis o artista vai confeccionar uma faixa decorada em azulejos, com a flor de açucena e, nos capitéis das colunas, romãs, maçãs e uvas, que são os atributos do cântico dos cânticos.
Segundo Cláudio Pastro, essa decoração indica que este é um espaço esponsal, espaço das núpcias do Cordeiro, do Amado Deus com sua igreja, que é o seu povo.
Para a próxima etapa das obras de acabamento interno, estão previstos outros dois grandes painéis, como os que já estão prontos, das mulheres que antecederam a Virgem no Antigo Testamento, na nave sul, e as discípulas do Novo Testamento, na nave norte.
Esses painéis retratarão cenas dos mártires da Igreja Católica, relatadas no livro Atos dos Apóstolos.
Doações garantem obra do Seminário
APARECIDA, São Paulo (Reuters) - A reforma do seminário que abrigará o papa Bento 16 em sua visita a Aparecida, onde se localiza o Santuário Nacional, teve um custo estimado em 3,5 milhões de reais, garantidos em doações de empresários.
Bento 16 chega a São Paulo em 9 de maio e dois dias depois vai a Aparecida, com saída prevista para o dia 13.
"Há boa vontade de colaborar para uma obra que terá utilidade futura", disse a jornalistas o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno nesta sexta-feira, referindo-se às doações.
O Seminário Bom Jesus, que fica no centro de Aparecida (cidade a 167 km a nordeste de São Paulo), data de 1894 e estava em más condições quando o arcebispo decidiu que o edifício seria o local da igreja adequado para instalar Bento 16 em sua primeira visita ao Brasil como pontífice.
O prédio, de 13 mil metros quadrados e quatro andares, foi indicado por ser o mais tradicional da arquidiocese, no terreno da residência do arcebispo.
No mesmo edifício, o papa João Paulo 2o foi recebido em almoço e descansou em sua estada na cidade em 1980. O cardeal dom Geraldo Magela, atual presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi diretor espiritual do seminário.
O Vaticano foi consultado para opinar sobre os aposentos e depois seus representantes estiveram no local para aprovar as obras.
"Tínhamos que saber como é o perfil do papa para fazer as obras. Fomos informados que ele é uma pessoa simples, estudioso, que faz reflexões", disse o arquiteto Ricardo Julião, responsável pelas obras.
O dormitório não foi apresentado à imprensa. Os jornalistas receberam fotos e puderam conhecer apenas a parte térrea do prédio, cujas obras ainda não estão finalizadas.
"É um aposento privado do papa e também há a questão da segurança", justificou dom Damasceno ao impedir a visita.
O dormitório, de 45 metros quadrados, tem cama, poltrona, mesa com quatro cadeiras e dois guarda-roupas. Tudo parece, pelas fotos, simples e de cores claras. Os tapetes são feitos em sisal, por ser um produto nacional. O enxoval (lençóis e toalhas) está sendo bordado com um símbolo do Vaticano em Aparecida. Sem que o papa pedisse, foi colocado um aparelho de ar refrigerado, que ele poderá usar se desejar.
Ao lado do quarto, Bento 16 terá uma capela de 18 metros quadrados com altar de aço inoxidável, usado por ser mais barato que a prata. Pequena, abriga apenas quatro ou cinco assentos. Ele terá ainda um banheiro individual, de 12 metros quadrados, todo em cerâmica, já que o mármore foi evitado.
As doações foram feitas por intermédio do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Um total de 35 empresas colaborou na reforma e todo o mobiliário do aposento foi feito pelos alunos do Senai, ligado à entidade.
Skaf disse que as doações somaram 6 milhões de reais, valor previsto inicialmente para as obras, segundo dom Damasceno. A reforma prevê ainda obras em dois andares.
O prédio, de arquitetura neoclássica, não tem estrutura metálica nem de concreto. "É tudo de alvenaria", disse o arquiteto Julião. Ele comparou o Seminário Bom Jesus à Pinacoteca de São Paulo. "É um prédio-irmão."
Além do papa, 30 pessoas de sua comitiva ficarão hospedadas no seminário.
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sexta-feira, 30 de março de 2007
Romeiros da Paz iniciam no dia 5 a cavalgada de 1.500 km
O grupo seguiria na última quarta-feira, dia 28, para Brasília, local do início do percurso. Entretanto, em razão da preparação do material do patrocinador que não ficou pronto a tempo, os cavaleiros resolveram adiar a viagem em seis dias. O grupo segue de carro para a capital federal, na terça-feira, dia 3. A cavalgada para Aparecida, começa no dia 5.
O grupo Romeiros da Paz iniciará no dia 5, em Brasília, a cavalgada de 1.500 km. O destino final é Aparecida. A previsão na cidade do interior paulista é dia 12 de maio, véspera da missa, que será celebrada pelo Papa Bento XVI e eles estarão presentes. Estava previsto que os cavaleiros da região de Jundiaí seguiriam de carro para Brasília, na última quarta-feira, dia 28. Entretanto, tiveram que adiar em cinco dias a viagem, em função da confecção do material do patrocinador, que não ficaria pronto a tempo. Eles viajarão para a capital federal no dia 3, pela manhã, devendo chegar à noite.
"Nós tínhamos programado a viagem para Brasília na quarta-feira e a cavalgada começaria no máximo na sexta-feira. Entretanto, fechamos um importante patrocínio na última segunda-feira, e iremos anunciar o nome apenas no dia 3 e, com isso nós tivemos de mudar essas datas, pois estamos preparando o material que vai nos carros, nas camisas e faixas. Tudo isso estará pronto até esta sexta-feira. Na terça-feira bem cedo os cavalos seguem de caminhão, saindo de Jundiaí direto para Brasília, devendo chegar na madrugada de quarta-feira. Nós também iremos na terça-feira pela manhã, de carro e chegaremos à noite. Na quinta-feira de madrugada iniciamos a cavalgada que deve durar de 36 a 38 dias", explicou Marco Aurélio Chrispim, idealizador, organizador e um dos integrantes do Projeto Romeiros da Paz
Chrispim explicou que o roteiro é o mesmo já divulgado em um total de 31 cidades. Lembrou que o grupo está ansioso para iniciar a cavalgada. Os animais estão bem preparados e a estrutura de apoio está montada para dar o suporte necessário. Além dos cavaleiros, seguirão o motorista do caminhão, o ferreiro e o veterinário, que estará acompanhando os animais durante a viagem até a partida e após esporadicamente há cada 15 dias em caso de emergência.
O propósito da romaria é empunhar a bandeira da paz e levá-la desde a capital federal, Brasília, até a capital nacional da fé, Aparecida. Durante o percurso, serão coletados os pedidos e agradecimentos dos devotos de Nossa Senhora Aparecida, que queiram fazê-los, e colocados na "bruaca da fé", que será conduzida em romaria até o santuário de Aparecida.
PERCURSO
Os Romeiros da Paz estarão fazendo o seguinte trajeto: sairão de Brasília, entrando no Estado de Goiás, passando pelos municípios de Luziania e Cristalina. A maior parte do percurso será feita em Minas Gerais, em um total de 24 cidades - Paracatu, João Pinheiro, Três Marias, Diamantina, Santo Antônio do Itambé, Conceição do Mato Dentro, Caraça, Mariana, Ouro Preto, Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Carandaí, Tiradentes, São João Del Rei, Madre de Deus de Minas, Carrancas, Cruzília, Caxambu, São Lourenço, Carmo de Minas, Maria da Fé, Itajubá e Wenceslau Braz. No Estado de São Paulo, o grupo vai passar por Piquete, Lorena, Guaratinguetá e Aparecida.
Aposentos para o Papa em Aparecida do Norte estão prontos
Agestado
Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida do Norte, mostrará na próxima sexta-feira os aposentos do Papa Bento 16 e falará de sua visita e da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe. O encontro acontecerá no Seminário Bom Jesus, em Aparecida, local que hospedará o Papa e, também, todos os demais participantes da conferência.
Bento 16 deverá ficar na cidade entre os dias 12 e 13 de maio, quando ao fim da tarde, deverá iniciar sua viagem de retorno ao Vaticano. Ele chega ao Brasil no dia 9 de maio, com compromissos em São Paulo, até com uma missa para 2 milhões de pessoas, no Campo de Marte.
O local onde ele se hospedará está pronto para recebe-lo. E, também, serão abertos os demais aposentos e espaços a serem ocupados pelos participantes da Conferência. O presidente da Federação das Indústrias do Estado, Paulo Skaf estará presente, como representante de um grupo de empresários que ajudam a Arquidiocese nas obras de reconstrução e decoração do Seminário Bom Jesus, que faz parte do conjunto arquitetônico da basílica de Nossa Senhora Aparecida.
Atrasos imperdoáveis
JORNAL VALEPARAIBANO
Edição de 30 de março 2007
Contagem Regressiva
Aparecida atrasa obra para visita do papa
Prefeitura espera R$ 1,5 mi do Estado para estacionamento; hoteleiros criticam falta de planejamento
Aparecida
Luciana Mendes
A Prefeitura de Aparecida espera a liberação de R$ 1,5 milhão do governo do Estado para a criação de cinco bolsões de estacionamento com capacidade para 10 mil carros e 4.000 ônibus para atender aos romeiros durante a visita do papa Bento 16.
Faltando 44 dias para a chegada do papa, a prefeitura admitiu ontem que as obras estão atrasadas e que se não conseguir recursos, não terá como concluir os serviços que são essenciais para a acolhida dos romeiros, como a infra-estrutura dos estacionamentos que consiste na colocação de banheiros químicos, água potável, sinalização de trânsito e segurança.
A cidade espera receber cerca de 500 mil romeiros durante a missa do papa, programada para o dia 13 de maio.
A prefeitura ainda espera receber R$ 2,2 milhões do governo estadual que serão investidos no recapeamento das ruas do centro e na construção de um reservatório para aumentar a capacidade de abastecimento de água na cidade. Os projetos só devem sair do papel se os convênios forem assinados nesta semana.
TEMPO- Segundo a diretora de Obras da cidade, Jeffercy Souza Nunes, a prefeitura encaminhou os projetos das obras em novembro para que o convênio fosse assinado e houvesse tempo de concluir as obras.
"A prefeitura não tem recursos próprios para a infra-estrutura dos estacionamentos e não sabemos quando será assinado o projeto", disse Jeffercy.
A assessoria da Secretaria Estadual de Economia e Planejamento informou que a verba ainda não foi liberada e que o pedido está sendo analisado pelo governo estadual.
PROTESTO - A maioria dos hoteleiros, comerciantes e moradores de Aparecida reprovou a atitude de Jeffercy de declarar que se não houver verba não haverá estacionamentos para os romeiros. Isso porque parte do estacionamento da Basílica Nacional, 100 mil metros quadrados, terá que ser liberado para abrigar o público da missa que será que celebrada pelo papa.
O presidente do Sindicato dos Hotéis de Aparecida, Ernesto Elache, afirmou que esse problema de falta de verba ocorre porque a prefeitura não planejou as obras com antecedência e agora sofre com os erros de avaliação da dimensão do episódio.
"Essas obras deveriam estar prontas se a prefeitura fosse eficiente e tivesse enviado os projetos de obras logo que soube da visita do papa. Em outros setores da cidade, como no Santuário Nacional e no Sindicato dos Hotéis isso foi feito há mais de um ano", afirmou.
CULPA- Os moradores de Aparecida também culpam a prefeitura pelo atraso nas obras de infra-estutruta turística.
"Eu sabia que isso ia acontecer porque deixaram tudo para a última hora e enviaram os projetos somente no final de 2006, sendo que a visita do papa foi confirmada há 18 meses", afirmou Jorge Ramos, 65 anos, morador de Aparecida.
Nota Oficial SINHORES Aparecida
O Sindicato dos Hotéis e Restaurantes de Aparecida e Vale Histórico (SINHORES), entidade que representa os interesses de hotéis e restaurantes de 19 municípios da região do Vale Histórico, vem trabalhando de maneira dirigida, ao longo dos últimos 15 meses, para que os eventos relacionados ao V CELAM, a visita do PAPA BENTO XVI e a Canonização de Frei Galvão sejam um sucesso.
Entre as várias ações realizadas, destacam-se a pesquisa realizada para levantamento dos meios de hospedagem, as carências regionais em termos de mão de obra especializada, as linhas de financiamento disponíveis para a categoria, a operacionalização da EFAT (Escola de Formação e Aperfeiçoamento ao Turismo) com oferta de cursos específicos para o setor hoteleiro e de restaurantes, a criação do Projeto Aparecida e Vale Histórico ao Encontro de Bento XVI, que conta com o apoio da VISA e de diversas entidades, bem como da criação de site onde são oferecidos diversos serviços de interesse público (www.sinhoresaparecida.com.br).
No âmbito do V CELAM, o Sindicato tomou para si a escolha e credenciamento dos hotéis onde serão hospedados os Bispos que participarão da Conferência, bem como da Imprensa mundial.
Todas as ações do Sindicato de Hotéis estão baseadas na percepção clara da importância dos eventos supramencionados. Dificilmente uma região é tão abençoada com tantas oportunidades simultâneas e entendemos que até o presente momento, isso parece não ter ficado claro para muitos dos envolvidos, particularmente as autoridades municipais que, só agora, às vésperas dos eventos, começam a esboçar ações pouco efetivas e que poderão frustrar em muito os visitantes que acorrerão ao Vale Histórico.
A reunião que será realizada hoje, às 14 horas, pelo CODIVAP Turismo é o retrato da falta de visão profissional. A discussão sobre "alternativas" é no mínimo cômica, porque temos um ambiente empresarial, que paga impostos, que sofre com a sobrecarga tributária e que é legalmente constituído para essa missão. No entanto, o que vemos é a convergência de atitudes por parte dos Secretários de Turismo para privilegiar a ilegalidade no momento em que credenciam unidades habitacionais sem qualquer avaliação técnica. A quem caberá a responsabilidade quando surgirem problemas - que inevitavelmente acontecerão? A quem caberá responder a Hotelaria regional se, no momento em que os empresários poderiam ter lucratividade efetiva, não houver lotação plena de seus estabelecimentos pela oferta irresponsável de "alternativas".
Onde está o conceito de desenvolvimento regional aplicado a essa atitude? Quando o próprio Poder Público ultrapassa a fronteira do pleno direito, entendemos que saímos da normalidade democrática.
Ficamos apenas com a certeza de que estamos cumprindo nossa missão, lutando pelos direitos daqueles que pagam impostos 365 dias ao ano, e manifestamos nossa indignação por presenciar em nossa região a maior taxa de amadorismo por parte daqueles a quem cabe zelar pelo nosso Turismo , segmento econômico que proporcionará a sobrevivência de tantos ao longo do tempo, por ser a vocação natural do Vale Histórico.
Ernesto Elache
Presidente
SINHORES Aparecida e Vale Histórico
Burocracia trava repasse de verbas para Aparecida (SP)
Prefeito admitiu que não enviou documentos a governo do estado.
Convênio prevê a liberação de R$ 1 milhão para fazer recapeamento da cidade.
A secretaria estadual de Planejamento de São Paulo informou nesta quinta-feira (29) que o repasse de verbas para as obras na cidade de Aparecida (a 167 km de São Paulo), que receberá a visita do Papa Bento XVI, não foi feito porque a prefeitura do município do Vale do Paraíba ainda não enviou os documentos necessários.
O convênio prevê a liberação de R$ 1 milhão para fazer o recapeamento da cidade. O dinheiro, no entanto, está preso por um entrave burocrático.
Na quarta-feira (28), a diretora de obras de Aparecida, Jeffercy Souza Nunes confirmou à TV Vanguarda que a prefeitura de Aparecida ainda espera dinheiro do governo estadual para concluir as obras. A verba seria usada no recapeamento de ruas e na construção de um reservatório de água.
A prefeitura admitiu também que poderia não concluir a construção de estacionamento para quatro mil ônibus e instalação de cerca de mil banheiros químicos, por falta de dinheiro.
Prefeito
O prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues (PFL), informou que para fazer esses dois serviços não foi solicitada verba do governo estadual porque ele vai procurar ajuda da iniciativa privada.
Rodrigues confirmou também que ainda não enviou a documentação, mas que ela está sendo providenciada. Ele garantiu que todas as obras serão feitas antes da chegada do Papa.
Sobre a construção do reservatório de água, o convênio é com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que informou que deve ser liberado o dinheiro nos próximos dias.
Vaticano confirma itinerário da visita do papa ao Brasil
Bento XVI vem ao Brasil para abrir a 5ª Conferência do Episcopado Latino-americano e do Caribe (Celam), no dia 13 de maio.
Segundo o itinerário, o Papa sairá de Roma no dia 9, com destino a São Paulo, onde ficará até a sexta-feira, dia 11. Neste dia, se dirigirá a Aparecida, a 160 quilômetros da capital paulista, onde está o Santuário Mariano, que sediará a Assembléia da Celam.
No sábado, 12 de maio, o Pontífice fará uma viagem rápida a Guaratinguetá para visitar o centro de reabilitação de dependentes químicos Fazenda Esperança.
No domingo, de volta a Aparecida, Bento XVI celebrará uma missa na inauguração da Celam. No dia seguinte, ele retornará ao Vaticano.
Embora muitos detalhes da viagem já tenham sido divulgados, o Vaticano ainda não publicou o programa definitivo. (JB Online/EFE)
Benedito Santeiro, artesão de imagens de frei Galvão
Simone Menocchi
SÃO PAULO - Escultor de santos há 30 anos, o artesão mineiro Benedito Eduardo de Carvalho agora tem uma nova missão: fazer duas imagens de frei Galvão para a cerimônia de canonização do primeiro santo brasileiro, em maio, em São Paulo. Uma das imagens deve estar no altar durante a missa campal que será rezada no Campo de Marte pelo papa Bento XVI, em sua primeira visita ao País, marcada para entre 9 e 13 de maio.
Depois, será levada para a Catedral de Santo Antonio, principal igreja de Guaratinguetá, cidade onde o beato nasceu. A outra imagem será dada de presente ao papa. O convite ao artesão mineiro foi feito pelo pároco da igreja de Guaratinguetá, Sílvio César Florêncio. “Esse convite é um presente. Sou devoto de frei Galvão desde criança”, conta o artesão, conhecido pelo nome de Benedito Santeiro.
A imagem que será abençoada tem 65 centímetros e está sendo esculpida em mogno. O trabalho começou em novembro e no mês que vem fica pronto. Com o uso de facas fabricadas artesanalmente pelo próprio artista, a imagem vai ganhando forma. O rosto e as vestes foram inspirados em desenhos de frei Galvão.
“Como não temos fotos dele, o restante saiu da minha imaginação, mas tudo baseado em imagens que vi.” Depois de prontas, as peças ganharão camada de uma cera própria para proteger a madeira. O valor das peças pode chegar a R$ 2.500. “Ah, não tem preço. O melhor pagamento é saber que estou presenteando o papa e o País com essa imagem.”
Na casa humilde, no centro da pequena Nazareno, cidade de 7 mil habitantes de Minas Gerais, o artesão vai esculpindo o sustento de sua família. “Aprendi a função aos 8 anos e não parei mais”, diz. Carvalho já perdeu a conta de quantas imagens sacras saíram de suas talentosas mãos, mas tem obras espalhadas por Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.
Família devota
Sua história com frei Galvão começou há muito tempo, na infância. “Meu pai era devoto e sempre que visito o Santuário de Aparecida dou uma passadinha em Guaratinguetá por causa de frei Galvão.”
A casa onde mora foi adquirida “como milagre” do santo, acredita. Outras graças são apontadas por ele, como a cura da sua mulher, Carmem de Carvalho, no ano em que frei Galvão foi beatificado.
“Por meio de uma radiografia, os médicos constataram que a prótese que ela tem na perna havia saído do lugar. Teria de fazer outra cirurgia e os médicos pediram mais um raio X. Daí constataram que a prótese voltara para o lugar certo e disseram que era milagre”, lembra ele.
Carmem chegou a contar para os médicos que naquela semana havia pedido a ajuda de frei Galvão para evitar uma nova cirurgia.
Com as imagens quase prontas, o artesão agora reza para conseguir chegar perto do papa e entregar pessoalmente o presente. “Vou pedir para frei Galvão, quem sabe?”
Papa Bento XVI receberá escultura de Frei Galvão
20/03/2007 - 18:07
Fonte: Terra Esportes
O escultor de artes sacras Benedito Eduardo de Carvalho, da cidade de Nazareno, em Minas Gerais, está fazendo duas esculturas do Frei Galvão. Uma delas será oferecida ao papa Bento XVI quando ele vier ao Brasil, em maio.
As peças foram encomendadas pela Paróquia de Guaratinguetá, em São Paulo, cidade natal do Frei Galvão. O preço da peça gira em torno de R$ 2,5 mil.
domingo, 25 de março de 2007
Rede Hoteleira
Guaratinguetá
Visita do papa já lota 50% de hotéis
Metade das vagas de hotéis e pousadas de Guaratinguetá e Aparecida já está reservada para a visita do papa Bento 16, faltando ainda 49 dias para sua chegada.
Em alguns estabelecimentos, não há mais leitos disponíveis, principalmente entre os dias 11 e 13 de maio, período em que Bento 16 estará na região. As vagas restantes são para todos os bolsos, com pacotes que variam de R$ 300 a R$ 1.500 por pessoa.
A maior oferta de leitos é em Aparecida, com cerca de 32 mil vagas. Destas, 60% já estão preenchidas, restando por volta de 12.800 leitos.
No Kafé Hotel, um dos mais tradicionais de Guará, além das 160 vagas estarem preenchidas entre os dias 10 e 14 de maio, a procura de reserva de apartamentos também é grande para antes e depois da passagem do papa.
"Quando foi anunciada a presença do papa na região no começo do ano, a procura pelos apartamentos aumentou muito. Em poucos dias todas as reservas foram preenchidas. Há turistas, contudo, preferindo vir antes ou depois da presença do papa. Eles querem mais tranqüilidade para visitar os lugares onde Frei Galvão viveu", disse Júlio Santos, gerente do Kafé Hotel.
domingo, 18 de março de 2007
Aparecida - SP, Março 2020
Carlos Maisel
maisel@ig.com.br
No início ninguém acreditou , não vai dar certo, diziam . Realmente o número de céticos e descrentes era muito grande. E não era para ser diferente, pois durante décadas muito se falou e nada aconteceu em relação a famosa Feira dos Ambulantes de Aparecida. Razão de sustento para muitos e de enriquecimento para poucos, a verdade é que grande parte dos feirantes vivia na linha da subsistência. O pior era o espetáculo deprimente do pós-feira, quando o lixo se espalhava, derramando-se por sobre a cidade .
Foi necessário um esforço extra da parte de todos os envolvidos. Primeiro de tudo fez-se o desarmamento dos espíritos.
Quando conseguimos que os preconceitos ( de todos os lados ) fossem abandonados, as vaidades, os interesses pessoais, tudo isso foi substituído pelo espírito cívico, pela visão de futuro, pelos interesses da cidade como um todo.
Aí a coisa começou a andar.
Foi aberto um fórum permanente de debates, com a contribuição de especialistas para que se apontasse uma direção, um norte, uma trilha segura que todos pudessem seguir e houvesse um ganho real para todos os envolvidos: o ambulante e suas entidades representativas , o poder público, a cidade de Aparecida e , é claro , o nosso visitante, o devoto de N.sra Aparecida, o turista religioso, que como falamos anteriormente, vêm à Aparecida para rezar e não para sofrer...
Como trocar a magia da Feira, que está no sangue de amplas parcelas da população brasileira, por um outro modelo qualquer sem cair na armadilha do modernoso, do mau gosto, correndo o risco de perder o que se tem em troca de nada.
Como dar condições dignas para o nosso visitante, como sanitários, fraldario, posto médico , posto policial, área de shows populares e outros itens imprescindíveis para o turismo moderno, com o mínimo de erros e o mínimo de prejudicados?
Mas quem mais sofria era o próprio ambulante . Enfrentando longas jornadas em condições sub humanas , debaixo de um sol escaldante ou de chuvas torrenciais, que além do sofrimento físico, trazia o risco de perda total de faturamento devido as condições climáticas que espantavam a clientela.
Finalmente conseguimos chegar aos vetores básicos que deveriam orientar o projeto.
Uma equipe de trabalho, sem viés político, investiu tempo, dedicação e energia , ouvindo exaustivamente todos os interessados.
As conclusões levaram os trabalhos para os seguintes vetores:
1. Aparecida deveria ter uma feira que servisse de modelo para todo o Brasil
2. As características populares da Feira deveriam ser mantidas
3. A prestação de serviços para o visitante deveria ser privilegiada
4. A apresentação de shows populares deveria ter um espaço e uma programação permanente valorizando a cultura popular.
5. O Ambulante deveria ter condições dignas para poder desenvolver o seu trabalho
6. A andamento desses trabalhos deveria ser despolitizado, transparente e com ampla participação popular. Continua...
Cidade paulista se mobiliza para 15 minutos de papa
Agência Estado
“Se Nossa Senhora interceder, o papa desce do carro”, diz a bordadeira Maria Augusta dos Santos Gusmão, de 69 anos. Pode parecer algo simples demais, mas este é o milagre que a maioria dos 15 mil habitantes da pequena cidade de Potim, vizinha a Aparecida, no interior de São Paulo, espera que o papa Bento XVI realize durante sua rápida passagem pela cidade.
Até o momento, o acertado é que, no dia 12 de maio, o papa visite Guaratinguetá - mais especificamente a Fazenda da Esperança, onde irá conhecer um projeto de recuperação de dependentes químicos. Depois, segue de carro fechado (nada de papamóvel) para seu aposento no Seminário Bom Jesus, em Aparecida. No trajeto, irá cruzar a cidade de Potim.
Se não descer do carro para um aceno ou uma bênção, serão menos de 15 minutos pela cidade. Mas, para Potim, será um evento marcante. “A simples passagem do papa já muda a nossa história, já dá uma injeção de auto-estima em nossa população”, diz o prefeito, Gilberto Vicente do Carmo.
Potim é a caçula da região do Vale do Paraíba. A cidade era um distrito de Guaratinguetá até 1991, quando foi emancipada. Antes da confirmação da passagem do papa, a cidade só aparecia no noticiário graças aos dois presídios que abriga.
“A visita do papa é uma alegria para a população, mas uma preocupação para o prefeito”, brinca o próprio político. De uma só vez, Potim deve receber mais de 20 mil visitantes. Não há hotéis, restaurantes e estacionamento para toda essa gente. O prefeito vai transformar a escola pública em alojamento e criar bolsões de estacionamento em terrenos vazios.
sexta-feira, 9 de março de 2007
Vereador propõe feriado na visita do Papa
Autor também elaborou decreto que dá título de cidadão paulistano a Bento XVI.
Um projeto de lei que está em tramitação na Câmara de São Paulo desde o início deste mês prevê que seja decretado feriado em São Paulo toda vez que o Papa Bento XVI realizar atividade pública na cidade. O autor do projeto é o vereador Domingos Dissei (PFL), que espera ainda poder entregar para o pontífice o título de cidadão paulistano.
O vereador, que é católico, garante que não deve ter problemas com nenhuma bancada da Câmara para aprovar o projeto. Afirma até mesmo que o prefeito Gilberto Kassab (PFL) vê com bons olhos a sugestão. O presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR), informou por meio de sua assessoria de imprensa que não vê obstáculos para aprovação do projeto e que o feriado é uma conseqüência natural da visita.
Ainda não foi definida a data de votação do projeto, mas se aprovado no plenário, o feriado deve ser aplicado apenas na sexta-feira, 11 de maio, quando está prevista a realização de uma missa campal no Aeroporto do Campo de Marte, na Zona Norte. A expectativa dos organizadores do evento é de que cerca de 2 milhões de fiéis participem da celebração. De acordo com o vereador, o feriado não seria aplicado aos demais dias da visita porque as atividades previstas envolvem menor quantidade de público.
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Segundo Dissei, há duas justificativas para o projeto. Ele afirma que o feriado vai facilitar o trabalho da administração municipal nas adequações no trânsito e outras rotinas da cidade para receber o pontífice. "Quando se espera mais de um milhão e meio, simplesmente a cidade vira de ponta-cabeça", afirma. Além disso, Dissei afirma que há a necessidade de facilitar a participação de fiéis e prestar uma homenagem ao Papa.
Um projeto mais audacioso de Dissei é conseguir a realização de uma sessão solene da Câmara para entregar o título de cidadão paulistano ao Papa, aprovado em 30 de novembro de 2005. Na agenda provisória divulgada pela organização da visita, não está prevista nenhuma visita à Câmara. Mas o decreto que concede o título prevê alternativas para a entrega do título. O Núncio Apostólico ou outra pessoa indicada pelo Papa pode receber a homenagem.
Defensora gastou 15 anos e R$ 350 mil para canonizar Frei Galvão
Para defender Frei Galvão, mergulhou na vida do religioso desde 1991.
Para a irmã Célia Cadorin, responsável por defender no Vaticano o processo de canonização de Frei Galvão (1739-1822), o anúncio de que a canonização vai ocorrer no Brasil é um belo desfecho para um processo que ela considera sem precedentes. "Foi muito rápido. Fazer uma beatificação entre 1991 e 2007 é uma raridade", disse a irmã ao G1. A irmã Célia dedicou, no entanto, 15 anos de trabalho - e investiu cerca de R$ 350 mil - no projeto.
Irmã Célia passou mais de duas décadas dos seus 60 anos de vida religiosa na defesa da canonização de religiosos. O primeiro sucesso foi a canonização da ítalo-brasileira Madre Paulina, com a qual ela esteve envolvida entre 1982 e 2002. Para defender Frei Galvão, mergulhou na vida do religioso desde 1991. O primeiro passo foi avaliar a vida do santo. Depois de verificar o potencial da causa, entrou com um processo de reconhecimento da santidade no Vaticano.
Para pagar as despesas com viagem, hospedagem em Roma, laudos de médicos e de teólogos exigidos no processo, Célia contou com doações recebidas pelas irmãs que cuidam do Mosteiro da Luz, no Centro, erguido pelo próprio religioso. Até hoje as religiosas mantêm a distribuição de pequenas pílulas de papel com uma oração escrita. A maioria das doações é de 50 centavos ou R$ 1,00. “As irmãs guardam sagradamente”, comenta.
De acordo com os registros históricos e a pesquisa da defensora, essas pílulas foram inventadas pelo frei e utilizadas nos milagres. "A primeira vez que teria ocorrido um milagre foi em uma viagem a pé de ida e volta ao Rio de Janeiro. Ele encontrou uma pessoa com dores no caminho. Deu a pílula e a pessoa acabou expelindo os cálculos renais que o incomodavam", conta a irmã.
Além de ser o principal patrocinador da defesa da canonização, o mosteiro paulistano também foi a grande referência de Célia na pesquisa de dados sobre o frei. Outros pontos de pesquisa foram o Santuário Nacional de Aparecida, o Instituto Histórico
e Geográfico de São Paulo e o Arquivo da Província dos Frades Franciscanos. "O processo de canonização é muito, muito rigoroso. É preciso documentar cada passo", afirma.
O frei, que viveu até os 13 anos em Guaratingueta, morou 60 anos em São Paulo, boa parte no convento do Largo de São Francisco, no Centro. Segundo a irmã, nos últimos anos de vida ele viveu em uma pequena casa na área do Mosteiro da Luz. Com o agravamento do seu quadro de saúde, passou o último período da sua vida em um quarto improvisado atrás do altar da capela do convento. Segundo Célia, esse período pode ter durado meses ou até dois anos.
A "advogada" de Frei Galvão afirma que o estudo dos detalhes da vida dos candidatos a santo é também uma forma de crescimento pessoal. “Às vezes eu choro de ver como Deus faz a santidade, a fé destas pessoas. Deus se serve dos homens para manifestar sua bondade. Os santos são isso. Eu me envergonho porque não chego nem aos pés deles”, comenta.
santos
Na canonização de Madre Paulina, no Vaticano, o Papa João Paulo II afirmou que o Brasil precisava de muitos santos. Célia garante que há muitos e justifica o fato do país não ter seus representantes por causa dos mitos que envolvem o processo. O primeiro é de que é preciso muito investimento. “É caro, mas não é o fim do mundo.” O segundo motivo é a falta de conhecimento dos detalhes. “Quando não se conhece um trabalho, é normal ter medo”, comenta.
Atualmente, Célia coloca seu conhecimento de teologia e da línguas latinas na assessoria de outros postuladores. Ela lembra que o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Dom José Saraiva Martins, Brasil e Portugal têm juntos 60 causas em andamento no Vaticano. Segundo a religiosa, o processo de Irmã Dulce deve ocorrer nos próximos anos. “Está adiantadíssimo. Ela seria nosso equivalente a Madre Teresa de Calcutá.”
sábado, 3 de março de 2007
Exército vai recuperar acesso a Aparecida para visita do papa
Jornal Valeparaibano - Guaratinguetá/AE
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O governo convocou o Exército para recuperar os 5.900 quilômetros do contorno que liga a via Dutra à Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, antes da visita do papa Bento 16, em maio.
A realização da obra estava prevista antes da confirmação da visita do papa mas, segundo fontes do governo, foi agilizada para que a pista esteja em boas condições na ocasião da visita do chefe da Igreja Católica.
Em portaria publicada ontem no "Diário Oficial da União", o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) liberou R$ 2,056 milhões para o 11ª Batalhão de Engenharia de Construção recuperar o contorno de Aparecida.
A portaria determina que "todos os serviços indispensáveis à trafegabilidade e segurança" deverão estar prontos até o dia 8 de maio.
O papa chegará ao Brasil no dia 9 de maio. A agenda oficial prevê que ele estará em Aparecida entre os dias 11 e 13 de maio.
GUARÁ - O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) iniciou este mês a obra de recuperação da estrada que dá acesso à Fazenda Esperança, no bairro Pedrinhas, em Guaratinguetá. No local, o papa Bento 16 celebrará uma missa no dia 12 de maio para jovens em recuperação de dependência química.
A obra de recuperação da estrada, com 20 quilômetros, foi iniciada no último dia 21 e deve ser finalizada até a data do evento.
Realizada em regime de urgência, a obra ficou sob responsabilidade do próprio DER para evitar atrasos com processos de licitação para escolha de empreiteiras. O custo da obra está estimado em R$ 2 milhões.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Fazenda Esperança gastará R$ 2 milhões para receber Papa
Fonte: Gazeta do Povo Online
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Frei deve ser canonizado em 10 de maio
O mestre das celebrações litúrgicas do Vaticano, monsenhor Piero Marini, e o secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Odilo Scherer, afirmaram que há grandes chances de Frei Galvão ser canonizado em São Paulo.
Marini e dom Odilo visitaram Aparecida domingo e ontem para avaliar os textos que serão lidos nas celebrações presididas pelo pontífice na Basílica e também na Fazenda Esperança, em Guará.
Marini participou da missa de domingo e elogiou a "alegria do povo brasileiro" durante a celebração.
DATA - A expectativa dos membros da Irmandade de Frei Galvão é que a canonização aconteça no dia 10 de maio, data de aniversário do religioso. Bento 16 chegará a São Paulo no dia 9 de maio.
No dia 12, o pontífice visita a Fazenda Esperança, e dia 13 abre em Aparecida a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribe. O papa retorna para o Vaticano no dia 13 de maio.
Comércio Ambulante
Governo federal manda prefeitura remover barracas de avenidas que serão revitalizadas para visita do papa
Luciana Mendes
Aparecida
O Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) exige que a Prefeitura de Aparecida faça a retirada imediata de cerca de 300 ambulantes que têm barracas ao longo das avenidas que circundam a Basílica Nacional.
Os ambulantes reagiram à ordem de retirada das barracas e fizeram um protesto pelas ruas centrais da cidade na manhã de ontem. Eles se recusam a sair do local.
As avenidas Getúlio Vargas, Júlio Prestes e Itaguaçu, que contornam a Basílica, integram juntamente com a via Dutra o Anel Viário Santuário Nacional, que começa e termina no acesso à Dutra.
Em julho do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou lei que federaliza as três vias.
No início deste mês, o Dnit informou à Prefeitura de Aparecida e ao Sindicato dos Ambulantes da cidade que as rodovias serão revitalizadas para a visita do papa Bento 16 a Aparecida, que acontece em maio.
De acordo com Dnit, a retirada dos ambulantes deve ser imediata para que as obras de revitalização das avenidas sejam feitas dentro do prazo, até o final de abril.
A decisão de uma nova área para a instalação dos ambulantes ficará a cargo da Prefeitura de Aparecida, responsável pela concessão dos espaços nas avenidas federalizadas.
IMPASSE - O diretor do Sindicato dos Ambulantes de Aparecida, o vereador João Luís Mota (PSDB), disse que a categoria espera uma posição da prefeitura sobre a retirada das barracas.
A maioria dos ambulantes afirma que não sairá das margens das rodovias. Eles concordam apenas em se deslocarem de seus pontos somente enquanto as vias estiverem sendo recuperadas.
"Todos estão muito preocupados e com medo de perder o espaço porque as barracas são fonte de renda de 300 famílias e a vinda do papa é um momento de garantia de boas vendas. Vamos procurar as autoridades responsáveis pelo assunto para solucionar o problema sem que haja prejuízo aos ambulantes", afirmou.
A cidade conta com 2.000 barracas, sendo 300 ao longo da BR-488.
MANIFESTO - Após os protestos ocorridos ontem no centro da cidade, os representantes do Sindicato dos Ambulantes se reuniram com o prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues (PFL), para decidir o impasse.
De acordo com o sindicato da categoria, nos próximos dias haverá uma outra reunião entre os ambulantes e o prefeito com o objetivo de solucionar o problema.
Os donos de barracas afirmam que a prefeitura está evitando falar sobre o problema e, por isso, organizaram o protesto e reivindicaram uma reunião que tenha a participação de todos os órgãos envolvidos.
Os ambulantes pretendem convidar representantes do Santuário Nacional para participar da reunião. A direção do Santuário Nacional ainda não se manifestou sobre o caso.
Lula irá se encontrar com Bento 16
* DA FOLHAPRESS
O papa Bento 16 irá se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a visita que fará ao país, em maio, segundo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O papa chegará a São Paulo no dia 9 de maio, no final da tarde. No dia seguinte, ele deve se encontrar com Lula, em São Paulo. O horário e o local da reunião ainda não foram definidos.
Ainda em São Paulo, o papa terá um encontro com jovens e vai celebrar missa para os fiéis no Campo de Marte, na zona norte. No dia 11 de maio, o papa seguirá para a cidade de Guaratinguetá (SP), onde visitará no dia 12 a Fazenda Esperança -projeto de recuperação para dependentes químicos. No mesmo dia, o papa segue para Aparecida, onde rezará o rosário na Basílica de Aparecida.
No domingo, Bento 16 celebrará missa nos arredores da Basílica -já que a CNBB prevê um público muito grande de fiéis, o que impossibilita que a missa seja realizada dentro da Igreja. Esta será a segunda visita de Bento 16 ao Brasil. Na primeira, em 1990 -ainda como cardeal Joseph Ratzinger -ele participou de um encontro de bispos no Rio de Janeiro.
Aparecida - SP, Fevereiro 2020
“Nos temos duas opções: Participamos ativamente da construção do futuro que queremos; ou viveremoso futuro que criarem para nós ” .
Carlos Maisel
maisel@ig.com.br
Quando o magnata nova-iorquino Donald Trump anunciou a construção do mega cassino Taj Mahal em Las Vegas acoplado a um hotel de 5000 apartamentos, foi taxado de louco de pedra. A realidade fez-lhe justiça e hoje é respeitado como um visionário que antecipa o futuro e ganha muito dinheiro com isso. O mesmo aconteceu quando do anúncio da construção de um hotel com 800 unidades habitacionais lá pelo ano de 2010 na nossa cidade.Loucos, aventureiros, sonhadores irresponsáveis foram alguns dos títulos que os empreendedores receberam de empresários céticos e cautelosos. Mas a verdade era outra . O grupo estrangeiro estava trazendo a melhor hotelaria européia, antecipando o futuro da internacionalização do turismo religioso de Aparecida .Construíram um hotel moderno, com amplas áreas de lazer, apartamentos equipados com os mais recentes avanços tecnológicos.Mas o que fez realmente a diferença foi o atendimento. Funcionários bem selecionados, muito bem treinados, altamente motivados e, não vamos nos esquecer de dizer, muito bem pagos.Partindo da premissa de que o “ turista vem à Aparecida para rezar, não sofrer”,a equipe se desdobra para fazer com que esse turista esteja sempre sorrindo, esteja sempre ocupado, e é claro, esteja sempre gastando .A idéia de investir alto em Aparecida parece à principio muito arriscada. Mas a verdade é que o permanente crescimento do fluxo de turistas religiosos não deixa dúvida : Estamos em um pólo turístico de altíssimo poder de atração. É claro que quando a prefeitura faz a sua parte a coisa fica mais fácil. Quem será que foi o Prefeito que abriu a cidade para os grandes investimentos?Faça sua aposta: foi o que terminou o mandato em 2008, o de 2009/2012 ou foi depois ?
Mande-nos a sua opinião.
Carlos Maisel
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sábado, 10 de fevereiro de 2007
Frei Galvão pode ser canonizado no Brasil, diz Vaticano
LEANDRO BEGUOCI
da Folha de S.Paulo
Pela primeira vez, uma pessoa próxima ao papa afirma que frei Galvão pode ser canonizado durante a visita de Bento 16 ao Brasil, em maio deste ano. D. Piero Marini, mestre de cerimônias litúrgicas papais desde 1987, disse ontem que há chances concretas de a missa de santificação acontecer no país. O bispo italiano fica no Brasil até a próxima segunda-feira para averiguar os locais por onde Bento 16 passará.
Ontem, esteve no Estádio do Pacaembu (onde deve acontecer um encontro do papa com os jovens), no Campo de Marte e na Catedral da Sé. D. Piero é quem organiza as cerimônias religiosas do papa. Se a santificação ocorrer de fato no Brasil, será na missa em São Paulo, no Campo de Marte, no dia 11 de maio deste ano.
"A possibilidade é concreta, mas ainda não é certa", disse d. Piero. "O povo quer que a canonização seja feita no Brasil, mas ainda é preciso esperar uma reunião no próximo dia 23 de fevereiro para saber se vai mesmo acontecer aqui."
No dia 23 deste mês ocorre um consistório (reunião de cardeais presidida pelo papa) em que os bispos irão decidir onde e quando será feita a canonização de frei Galvão e de outros três santos, de outros países.
Se a santificação acontecer no Brasil, será uma exceção. Sob João Paulo 2º, as beatificações (primeiro passo antes do reconhecimento da santidade) e canonizações ocorriam apenas no Vaticano. Bento 16 abrandou a regra e permitiu que as beatificações ocorressem nos países dos beatos.
Segundo a Folha apurou, a canonização em São Paulo do primeiro santo nascido no país seria tanto um sinal de apreço do papa por d. Cláudio Hummes, ex-arcebispo de SP e atual "ministro" do sumo pontífice na Santa Sé, quanto uma medida simbólica: mostrar que a igreja está atenta ao Brasil.
A d. Cláudio é atribuída a visita do papa. Em 2006, o cardeal brasileiro esteve com Bento 16 e lhe contou que o catolicismo no país estava perdendo fiéis para as igrejas evangélicas. Nesta reunião, o papa teria decidido vir ao Brasil.
Papa critica "confusão" sobre o casamento e relativismo
O papa Bento 16 criticou neste sábado o relativismo, as relações afetivas "desordenadas" e a "confusão" sobre o casamento, afirmando que as mesmas "fazem pensar que há períodos nos quais o ser humano não existe".
O sumo-pontífice afirmou que os cristãos devem ter a coragem de lembrar aos demais o que é o homem e a humanidade e pediu aos políticos e educadores que digam sempre a verdade sobre o homem.
O papa fez a declaração no discurso que dirigiu aos membros da Academia de Ciências Morais e Políticas de Paris, a quem recebeu no Vaticano e disse que as ações das autoridades e os cidadãos devem ter como objetivo o respeito aos direitos humanos e à busca do bem comum.
Para evitar problemas com relação a tudo que citou, Bento 16 pediu às autoridades civis e aos educadores que tenham "coragem de dizer sempre a verdade sobre o homem".
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Papa Bento 16 terá clausura com internet sem fio em SP
Papa Bento 16 terá clausura com internet sem fio em SP
DIÓGENES MUNIZda Folha Online
Papa Bento 16, que vem ao Brasil em maio deste ano, acena para a multidão na ItáliaSua suíte mede 60 m2 e possui um escritório consignado. Nele, o papa poderá usufruir de computador, telefone e acesso sem fio à internet. Em frente ao dormitório também há uma sala de visitas, onde, se quiser, tocará um piano de cauda. Apesar dos 408 anos de existência, o mosteiro onde vivem 38 monges se permite uma sala de computação com outros cinco PCs, internet de banda larga e TVs. Algumas celas também possuem micros, mas apenas a de dom João Evangelista Kovas, 31, prior do mosteiro, tem autorização para acessar a rede mundial de computadores."Ele [o papa Bento 16] é um homem de muita leitura, deve acessar para fazer os trabalhos dele", disse dom João à Folha Online. A julgar por algumas afirmações dadas no ano passado, o papa não empregará suas comodidades hi-tech para trocar "scraps" com amigos. "Nem sempre estas alternativas [tecnológicas] favorecem as relações pessoais, o diálogo sincero e a amizade entre as pessoas", já disse Ratzinger em abril de 2006, ao receber cerca de 5.000 jovens da Opus Dei no Vaticano.Em 2006, o papa também ganhou de presente um iPod com música sacra, concertos de Mozart e Beethoven e programas da rádio em inglês e alemão. Segundo noticiou a imprensa italiana, ele ainda leva em suas viagens um laptop para arquivar documentação e bibliografia útil para seus livros e ensaios teológicos.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Aparecida em Obras
Aparecida, a 167 quilômetros de São Paulo, só não está fechada para reformas por causa de seus 36 mil habitantes e dos cerca de 150 mil romeiros que vão ao principal centro de devoção a Nossa Senhora no Brasil todos os fins de semana. A cidade está se reinventando para receber o papa Bento XVI e a 5ª Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em maio. A maior parte das obras vem sendo tocada pela Igreja Católica, com a ajuda da iniciativa privada. O Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que administra o complexo da basílica, trocou a iluminação da torre da igreja, construiu uma tribuna para que o papa possa celebrar uma missa do lado de fora e revestiu a cúpula da basílica com 230 toneladas de cobre para evitar rachaduras e infiltrações de água. Esse último item envolve também uma preocupação estética. O cobre passou por um processo de esverdeamento e envelhecimento para parecer antigo, semelhante à cúpula da Catedral da Sé, na capital.
As reformas também incluem o interior da basílica. As paredes têm TV para os fiéis assistirem à missa, estão sendo revestidas com painéis que retratam a vida de Jesus. A direção espera que o papa inaugure esses painéis. Nem o valor das obras nem seu ritmo são divulgados. “O santuário investe nas obras de acordo com a arrecadação da Campanha dos Devotos. As obras seguem o ritmo das doações”, diz o padre Hélcio Testa, administrador do santuário. A Campanha dos Devotos começou em 1999 para arrecadar verba para a reforma. O valor também vem de restaurantes e lojas com licença para funcionar na área da basílica e dos anúncios de bancos, no terreno da igreja. Ao menos até agora, não falta dinheiro. Tanto é que o santuário está reformando, com recursos próprios, o posto da Polícia Rodoviária, para melhorar o atendimento aos romeiros.
ARQUIDIOCESE
O problema é que, até agora, ele só começou o calçadão e a avenida e ainda espera a chegada de R$ 1,2 milhão do governo federal para a iluminação. “Estou correndo atrás dos recursos, não importa de onde venham, precisamos correr”, diz o prefeito, que lamenta a falta de ajuda dos empresários. “Até agora, ninguém me ajudou. Só Deus e Nossa Senhora.”
Fonte: Estado de Minas
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Igreja pedirá ajuda financeira para conferência de Aparecida
O evento, para o qual é esperado o papa Bento XVI, deve ter um gasto de US$ 1,2 milhão e pode ser viabilizado com doações. Um grupo de cavaleiros percorrerá o trajeto entre Brasília e Aparecida, pretendendo chegar na visita do papa
Simone Menocchi
da Agência Estado
02/02/2007 02:02
A Igreja Católica vai pedir ajuda financeira às empresas brasileiras para realizar, em maio, a 5ª Conferência Geral dos Bispos da América Latina e Caribe. O evento, a ser aberto pelo pelo papa Bento XVI em Aparecida (SP), vai durar 20 dias e deve ter um gasto de US$ 1,2 milhão. Ontem, numa reunião de trabalho no Santuário Nacional, representantes de 16 comissões decidiram que o maior desafio, além da própria organização, será a busca de recursos.
"Esta é a principal dificuldade. Metade deste custo é com estadia e permanência de 300 religiosos em Aparecida neste período", segundo informou o monsenhor Sidney Fones, secretário executivo do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam). Das despesas, cerca de US$ 400 mil serão destinados aos sistemas de comunicação.
A conferência vai reunir 300 participantes de 22 países. "Se for necessário, vou recorrer novamente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que tem nos ajudado, nos colocando em contato com as empresas", confirmou dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida.
Foi por meio de Paulo Skaff, presidente da Fiesp, que a Arquidiocese de Aparecida conseguiu recursos e materiais para reformar o Seminário Bom Jesus, local onde vai se hospedar o papa. A revitalização custou cerca de R$ 5 milhões.
Um grupo de amigos da região de Jundiaí (SP), profissionais liberais e pequenos empresários, vai percorrer de cavalo 1.500 quilômetros entre Brasília, no Planalto Central, e o Santuário de Aparecida, no vale do Paraíba. Os Romeiros da Paz, como se denominam, pretendem dar a largada no final de março e chegar ao destino entre os dias 8 e 11 de maio, coincidindo com a visita de Bento XVI.
A cavalgada de cerca de 40 dias será um preparativo para o projeto Caminhos do Brasil, um desafio ainda maior. Os seis cavaleiros pretendem cruzar o País de Norte a Sul para resgatar uma tradição secular dos romeiros e do tropeirismo.
"Depois da primeira viagem, pretendemos cavalgar 18 mil quilômetros, seguindo rumo ao norte, em direção ao monte Caburaí, em Roraima, e dali para o arroio Chuí, no Rio Grande do Sul", contou Marco Aurélio Chrispim, coordenador do grupo. São estes os pontos extremos do território brasileiro. (das agências de notícias)
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Cursos de Idiomas para Hotelaria
Pequenas empresas no setor hoteleiro
Segundo a Embratur, brasileiros e estrangeiros fizeram 135 milhões de viagens pelo país, em 2005.
Mas qual a estrutura para atender os turistas?
O IBGE foi investigar em várias pesquisas econômicas feitas em 2003.
O estudo mostra que não importa o destino. No Brasil o turista quase sempre usa os serviços de uma pequena empresa, com até 20 empregados. Elas são maioria no setor. Estão em 97% das atividades ligadas ao turismo.
Numa agência de viagens, os dois sócios só precisaram de experiência, um computador e três funcionários para o negócio deslanchar. "Tem sempre alguém viajando, tem sempre alguém voando, dá um retorno bom", diz um dos sócios da agência de turismo, Gilmar Côrtes. Pequenas sozinhas, mas juntas elas empregaram mais de 60% de toda a mão-de-obra do setor. Contratam muito e pagam pouco, se comparadas com empresas grandes, como as companhias aéreas.
O salário, médio, do setor é de R$ 577. Maria está feliz com o trabalho de arrumadeira numa pousada. O primeiro com carteira assinada. "Tava difícil de arrumar um emprego", comenta ela. Segundo o IBGE, o mercado de turismo movimentou R$ 76 bilhões em 2003. Naquele ano, as famílias brasileiras gastaram o equivalente a 1,7% do orçamento com viagens.
O setor que mais gerou receitas foi o de alimentação. Restaurantes, bares e quiosques estão na preferência dos turistas que, bem atendidos, voltam sempre, felizes da vida.
