Acompanhe o quarto e último bate-papo com o consultor Márcio Moraes sobre administração hoteleira em empresas familiares.
Esperamos que o conteúdo desses quatro vídeos tenha auxliado você e sua empresa.
Em breve o Sinhores Aparecida e Vale Histórico trará novidades sobre capacitação profissional e consultoria empresarial.
Fique ligado!
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
3ª aula do consultor Márcio Moraes sobre administração hoteleira em empresas de família
Confira a terceira aula do professor e consultor Márcio Moraes sobre administração hoteleira, com ênfase nas empresas familiares do setor.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
2º bate-papo com o consultor Márcio Moraes sobre sucessão empresarial
Confira o segundo bate-papo sobre sucessão empresarial no setor de hotelaria com o consultor Márcio Moraes.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Sinhores Aparecida exibe série de vídeos sobre sucessão empresarial em hotelaria
O Sinhores Aparecida e Vale Histórico inicia hoje a exibição da série de quatro vídeos sobre sucessão empresarial no setor de hotelaria.
A série traz questões sobre a visão de empresas de família, respondidas pelo consultor Márcio Moraes, que está no mercado hoteleiro há mais de 20 anos. Atualmente, é gerente de planejamento de carreira, com experiência em gestão de
empreendimentos, qualificação e desenvolvimento de equipes. Coordenou mais de 30 projetos na área de
estudo de mercado e implantação de hotéis. É formado em hotelaria, com especialização em planejamento, qualidade e produtividade.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sinhores Aparecida e Vale Histórico faz balanço positivo da Festa da Padroeira do Brasil
Movimento lotou rede hoteleira de Aparecida e aumentou movimento em 80% nas cidades vizinhas
| Missa solene do dia 12 de outubro lotou a Basílica Nacional |
O Sinhores Aparecida e Vale Histórico fez um balanço positivo da movimentação de turistas que visitaram Aparecida no feriado prolongado da Padroeira do Brasil, que registrou 300 mil turistas entre a sexta-feira (12), o sábado (13) e o domingo (14 de outubro).
Mesmo com o tempo ruim e a chuva, os 33 mil leitos de Aparecida ficaram totalmente lotados. Já nos cerca de quatro mil leitos ofertados em cidades do entorno, como Guaratinguetá, Cunha, Lorena e Pindamonhangaba, houve aumento de até 80% na procura por hospedagem.
12 milhões de turistas
Aparecida deve continuar recebendo um grande número de visitantes pelo menos até o final do ano. A previsão é a cidade receba, entre outubro e o final de dezembro aproximadamente 2 milhões de peregrinos, confirmando a projeção da Pastoral do Turismo do Brasil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de fechar o ano de 2012 com a visita de 12 milhões de turistas.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Representantes do setor de hospedagem e alimentação participam da Novena da Padroeira
Momento une a categoria para agradecer pelas conquistas e planejar continuidade dos trabalhos
| Casal de hoteleiros, senhor José e dona Maria do Carmo, entrando com a imagem no segundo dia da Novena da Padroeira |
Os representantes do setor de hospedagem e alimentação participaram, na tarde do dia 4 de outubro, do segundo dia da Novena em Louvor à Padroeira do Brasil, no Santuário Nacional, em Aparecida (SP).
O grupo, composto por cerca de 230 pessoas, contou com a participação de empresários da rede hoteleira, de bares e restaurantes, assim como de funcionários desses estabelecimentos.
Também estiveram presentes a secretária-executiva da Regional São Paulo da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Denise Ferrari, e o presidente do Sinhores Aparecida e Vale Histórico, Ernesto Elache. O Sinhores representa o setor de hospedagem e alimentação em 19 municípios da região do Médio e Vale Histórico.
A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada ao Altar Central por representantes da Rede Hoteleira de Aparecida e conduzida pelos empresários, senhor José e dona Maria do Carmo, do Claus Hotel.
Na avaliação dos empresários, a participação na Novena e Festa da Padroeira representa um momento importante, de agradecer à Mãe Aparecida pelas conquistas obtidas ao longo do ano e de pedir proteção para a vida e acolhida dos romeiros.
O presidente do Sinhores ressalta a importância de os empresários do setor se unirem em mais um ano na Novena. “Em nome de todos os meios de hospedagem e alimentação em Aparecida e Vale Histórico, venho agradecer por estarmos juntos em um dia dedicado a estas categorias e poder, junto a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, compartilhar de um dia para agradecimentos por tudo e por todos.”
A Novena em louvor a Nossa Senhora Aparecida prossegue até o dia 11 de outubro, em duas edições diárias, às 15 e 19 horas, no Santuário Nacional. No dia 12 de outubro, acontece a grande festa em louvor à Padroeira.
De acordo com o Santuário Nacional, a expectativa de público para o mês de outubro é de 758 mil pessoas. No final de semana da Festa da Padroeira é prevista a visita de 308 mil turistas.
A rede de hospedagem e alimentação trabalha para que os turistas de Nossa Senhora Aparecida sejam sempre muito bem recebidos e bem acolhidos em Aparecida.
Segundo Ernesto Elache, os leitos de Aparecida estão todos lotados. Por isso, as cidades localizadas num raio de 40 quilômetros no entorno de Aparecida acabam oferecendo o setor de hospedagem, devido ao grande número de turistas que vêm comemorar a Padroeira do Brasil.
Segundo Ernesto Elache, os leitos de Aparecida estão todos lotados. Por isso, as cidades localizadas num raio de 40 quilômetros no entorno de Aparecida acabam oferecendo o setor de hospedagem, devido ao grande número de turistas que vêm comemorar a Padroeira do Brasil.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Desemprego burro ...
08/11/2007
Desemprego burro
Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada ontem, informa que inúmeros setores da economia estão desesperados à procura de mão-de-obra qualificada. Não estamos falando aqui de doutores, mas de qualificações simples.
A burrice ocorre, entre outros motivos, porque se dá mais atenção aos cursos superiores tradicionais, os quais, muitas vezes, são de péssima qualidade e cuja empregabilidade é baixíssima. Isso com estímulo oficial que dá bolsas a alunos mais pobres cursarem faculdades medíocres.
Para reduzir esse problema, bastaria conhecer as vocações econômicas locais e preparar mão-de-obra para elas, acrescentando ensino profissionalizante ao ensino regular. Tudo isso pode ser feito com a ajuda dos recursos de educação à distância. Nada disso é novidade e já temos, no Brasil, vários casos de sucesso.
É muito mais barato um curso superior para tecnólogo do que a graduação normal. Mas muitos jovens não sabem disso na hora de prestar o vestibular.
O melhor que se pode fazer pela inclusão de verdade dos jovens é ampliar a oferta de ensino profissionalizante, transformando as escolas de ensino médio numa porta de saída para o mercado de trabalho.
Abaixo, algumas experiências de ensino profissionalizante que merecem ser acompanhadas.
Restaurantes e bares procuram profissional que tenha habilidade com as mãos
Erika Vieira
Saber fazer escultura em legumes e frutas, essa é a nova habilidade que um profissional precisa ter para trabalhar nos restaurantes e bares da capital brasileira da gastronomia. Ser criativo e jeitoso com as mãos é o principal quesito para os candidatos que desejam ingressar no mercado dos bares e restaurantes paulistanos.
Não é à toa que o curso de Garde Manger está sendo um dos mais requisitados na Escola de Hotelaria, Gastronomia e Turismo João Dória Júnior, pertencente ao Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo. O aluno aprende a criar arranjos para mesas e pratos usando como matéria-prima a própria comida, que pode ser um legume, uma raiz ou uma fruta. Em função da demanda inesperada, o curso precisou passar por uma reformulação e volta a compor a grade curricular da escola somente em 2008.
Outro segmento culinário que tem procurado pessoas especializadas é o de molhos e saladas. “Hoje os donos de restaurantes estão pedindo profissionais que saibam preparar molhos e saladas”, fala Sandra Helena Marques, responsável pelos cursos de gastronomia da escola João Dória Júnior.
Apesar desses dois cursos estarem ganhando bastante destaque, os que mais tem procura ainda são os de cozinha (fazer e montar pratos) e pizzaiolo. “Para os de cozinha estamos tendo que montar uma turma atrás da outra”, diz Sandra. A qualificação dura de 10 a 30 dias, com turmas de 8 a 12 alunos. “Dentro do meu quadro de empregos, de 70 a 80% das vagas é para atender bares e restaurantes”, afirma Fabiana Leite Brandini coordenadora dos cursos da Escola de Hotelaria, Gastronomia e Turismo João Dória Júnior.
Hotéis
Já os hotéis continuam contratando, em maior quantidade, profissionais para atuarem na recepção e na governança (camareiras e limpeza de quarto). “O recepcionista de hoje e do futuro precisa saber pelo menos inglês e espanhol”, diz Fabiana Leite Brandini. Ela também conta que o curso de camareira é o que mais tem procura.
* * *
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Mantega anuncia incentivos fiscais para o setor hoteleiro
Mantega anuncia incentivos fiscais para o setor hoteleiro
| 04.09.2007 | 10h24
Por Renata Veríssimo
Agência Estado
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje novos incentivos fiscais para o setor hoteleiro. Ele informou que a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para fechaduras eletrônicas cairá de 10% para 5%. Também haverá redução acelerada de PIS e Cofins para móveis, utensílios e máquinas, utilizados pelo setor.
Segundo o ministro, os equipamentos com oito horas de uso terão uma depreciação de 10% em dez anos. Com 16 horas de uso, 15% em seis anos e meio, e equipamentos com 24 horas de utilização, 20% em cinco anos. Mantega explicou que para investimentos incentivados haverá uma redução nesses prazos, pela metade. Os incentivos terão validade até 31 de dezembro de 2010.
Ele explicou que o setor hoteleiro usa alguns tipos de bens de consumo duráveis, como ar-condicionado e geladeiras, que não tinham direito a depreciação acelerada, por não serem bens de capital. Com a medida, o ministro estima que o custo dos investimentos no setor será reduzido.
Potencial
Mantega afirmou que o Brasil tem um grande potencial no setor turístico, que está sintonizado com o crescimento econômico do País. Ele disse que o setor turístico cresceu 30% no ano passado, enquanto que o avanço da economia está em torno de 5%.
Embora ele não tenha explicitado os motivos das novas desonerações, o governo está preocupado com a queda no turismo, que vem ocorrendo desde o final do ano passado, em função da crise no setor aéreo.
domingo, 3 de junho de 2007
Aparecida - Um retrato dos negócios
(Na foto: Rosemíria Siqueira: a vinda do papa frustrou muita gente, porque a mídia atrapalhou)
Uma feira com 2,5 mil barracas de camelôs existe em Aparecida há 40 anos. Os pontos passam de pai para filho
O comércio popular ao redor da Basílica de Aparecida é um forte atrativo da região para os visitantes. Uma feira com cerca de 2.500 ambulantes, localizada na Avenida Monumental, chama a atenção pela imensa variedade de itens. Ali, o turista-devoto encontra lembranças religiosas, a preços de R$ 0,99 a R$ 1,00.
Segundo o assessor de imprensa da Prefeitura, Rogério Braga, a feira resume o momento de estagnação econômica do município. ´Ela começou há 40 anos e, de lá para cá, as banquinhas passam de pai para filho. O pessoal se acomodou a ganhar alguns trocados em épocas de grandes romarias e não procurou evoluir´, diz ele.
A feira, que iniciou com seis barraquinhas, só reúne trabalhadores informais. ´A Prefeitura não está mais concedendo novas licenças de funcionamento porque já esgotou a capacidade local´, comenta Braga. Para ele, a grande carência da cidade é a falta de uma escola superior. ´Não temos uma faculdade sequer para formar pessoas em outras atividades´. As faculdades mais próximas ficam nas vizinhas Guaratinguetá e Taubaté; ou um pouco mais longe, em Campos de Jordão.
Como o movimento esperado durante a visita de Bento XVI não se confirmou — os hotéis registraram entre 25% e 30% de ocupação porque as operadoras cancelaram reservas, temendo superlotação —, a entrada da cidade parecia uma praça de guerra. Dezenas de guardadores de carro disputavam clientes e ofereciam ´hotel baratinho, a R$ 100 a diária, para casal, com refeições´.
Quem lucrou
Alguns estabelecimentos conseguiram lucrar, como o Hotel do Papa, que alugou sua parte superior para a geradora de imagens argentina Network, por cerca de R$ 15 mil. O ´quartel general´ da rede internacional dava uma visão privilegiada do altar montado fora basílica, onde Bento XVI abriu a V Conferência Episcopal da América Latina e Caribe.
Durante a estada do papa, toda a cidade parecia um grande mercado a céu aberto: banheiros químicos custavam R$ 1,00. Estacionamentos, também (preço por hora, com direito a chuveiro para banho). Quem quisesse deixar o carro fora, nas ruas próximas à basílica, tinha de pagar aos flanelinhas a bagatela de R$ 20,00.
Para Rosemíria Siqueira, a vinda de Bento XVI e a canonização do Frei Galvão deram o empurrão que faltava para Aparecida deslanchar no turismo religioso. ´O problema foi que a mídia atrapalhou. Estávamos esperando mais de 500 mil pessoas na semana da visita do papa e os jornais começaram a alardear superlotação, epidemia de dengue´, comenta. Resultado: vieram só 150 mil turistas-devotos. (SC)
ELEVAÇÃO DA RENDA - Trade está de olho nos turistas estrangeiros Aparecida possui mais de 200 restaurantes, incluindo os dos hotéis
Depois que os olhos dos católicos do mundo inteiro se voltaram para a terra da padroeira do Brasil — com a visita do papa Bento XVI em maio último —, o trade turístico de Aparecida do Norte está de olho nos visitantes internacionais. ´Quatro cardeais que estão participando do Celam confirmaram que, em julho, trarão grupos de religiosos, em vôos charters, para conhecer nosso santuário´, informa Ernesto José Elache, presidente do Sindicato de Hotéis e Restaurantes de Aparecida e Vale Histórico.
´Falta qualificação e aperfeiçoamento da mão-de-obra, para citar apenas o aspecto que cabe ao trade investir´, afirma Rosemíria Siqueira, ex-secretária de Turismo local. Segundo ela, embora a presença de estrangeiros venha crescendo, não há pessoal no Santuário, nos hotéis ou restaurantes com capacidade para atendê-los. ´Vem muito espanhol, argentino, alemão e americano. Eles gostam de levar a imagem de Nossa Senhora e algo que remeta ao Brasil. Mas é um sufoco para nos comunicarmos´.
Elache reconhece as deficiências de pessoal, mas defende que o poder público tem de entrar como parceiro, para capacitar a mão-de-obra em vários segmentos. Destaca o trabalho que o sindicato está fazendo com os restaurantes, para qualificação no preparo de alimentos, segundo regras da Anvisa. ´Este é um segmento que precisa melhorar´. Aparecida possui mais de 200 restaurantes, contando os dos hotéis, que empregam diretamente mais de 500 pessoas. ´Sem falar nas lanchonetes´. (SC)
Dentro do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, o número de ambulantes é limitado. Apenas 120 profissionais, denominadas ´cabideiras´, circulam nas alas da basílica. ´Só pode vender que tem esse colete. Mesmo assim, não podemos entrar na igreja´, explica apressada Erlinda Araújo Guimarães.
Como sustenta a família com a venda de artigos religiosos, ela diz que não pode dar entrevistas, para não perder as vendas. ´O tempo que eu passar conversando com você, poderia estar circulando, em busca de novos fregueses´, completa. Sem mais delongas, avisa que trabalha ali há 20 anos e que o aluguel do colete custa R$ 15,00. ´É nossa responsabilidade mantê-lo limpo´.
Depois de comprarmos algumas medalhinhas de Nossa Senhora Aparecida, ela aceita falar mais um pouco. ´A gente só pode vender terço. Até os modelos de medalhas que temos vem com tercinho junto´. Os produtos custam entre R$ 1,00 e R$ 20,00. Em época de forte movimento, dá para apurara mais de R$ 100 ao dia. (SC)
Infra-estrutura ainda é precária
O fluxo de visitantes cresce, mas a infra-estrutura da cidade deixa a desejar, para o turista de maior poder aquisitivo
Com nada menos do que 156 hotéis, com capacidade para abrigar 30 mil pessoas, Aparecida começa a colher as graças do crescimento da devoção a Maria. O fluxo de visitantes cresce vertiginosamente — foram 8,2 milhões em 2006 —, ao passo em que a infra-estrutura da cidade deixa a desejar, principalmente para o turista de maior renda. Boa parte da rede hoteleira é voltada para romeiros de baixo poder aquisitivo, similar às hospedarias populares de Juazeiro do Norte (CE), só que, numa versão melhorada.
Segundo Ernesto José Elache, presidente do Sindicato de Hotéis e Restaurantes de Aparecida e Vale Histórico, em 2006, a rede hoteleira local ganhou seis novos empreendimentos. Todos de médio porte. Sem revelar o montante de investimentos, conta que em apenas um estabelecimento, com 42 apartamentos, foram alocados R$ 3,6 milhões, sem contar mobiliário, roupas de cama e mesa, talheres, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
´No ano passado, 80% da rede hoteleira local foi reformada ou ampliada, após a confirmação da vinda do papa para cá´. Ele explica que, ´como a demanda de visitantes é maior que a oferta hoteleira, ainda tem muito hotel ruim ganhando dinheiro´. Mas isso vai mudar, porque a cidade começa a atrair empreendimentos de bandeira. ´Com a concorrência dos grupos de fora, que não se adequar, fecha´, diz.
Qualificação
O setor ainda peca, segundo Elache, na questão dos recursos humanos. Os hotéis empregam cerca de duas mil pessoas, com carteira assinada, mas a qualificação é muito baixa. ´Começamos em 2006 um trabalho de capacitação profissional, sem parceiros. Bancamos uma cozinha-escola, um apartamento-escola e uma recepção, para treinar pessoal´.
Com todas as dificuldades, o sindicato conseguiu formar 387 pessoas, em cursos teóricos e práticos de 100 horas-aula. Destas, 12 estavam nas ruas, sem qualquer perspectiva profissional. ´Hoje, oito estão empregadas´. A entidade cobra R$ 300,00 dos participantes, para custear a estrutura das aulas, o corpo didático e materiais, como uniformes. ´Na cozinha-escola, por exemplo, o aluno aprende a fazer pratos com peixes, aves e carne bovina´.
Em Campos de Jordão, onde funciona o curso de nível superior em hotelaria mais próximo, a mensalidade é de R$ 1.500. ´Impraticável para um funcionário nosso ou mesmo um empresário freqüentar´. Para Elache, o Sistema S deveria fazer parcerias com o setor privado para oferecer cursos de capacitação. (SC)
Capital da fé atrai romeiros desde o século XVII
O município de Aparecida do Norte tem 112 quilômetros quadrados e 36,2 mil habitantes. Mas, desde o século XVII, atrai milhares de romeiros. Foi nas águas do Rio Paraíba, que entrecorta a cidade, que pescadores encontraram a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em 1717.
Quando passava pela Vila de Guaratinguetá Dom Pedro Miguel de Almeida, o Conde de Assumar, governador de Minas Gerais e São Paulo, foi pedido a vários pescadores que abastecessem a comitiva. Entre eles, estavam João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, que navegaram pelo Paraíba por cerca de seis quilômetros sem nada pescar.
Ao chegarem ao porto de Itaguaçu, pescaram somente o corpo de Nossa Senhora da Conceição. João Alves guardou a imagem e, pouco abaixo, pescou a cabeça da santa. Todos ficaram impressionados porque, junto com ela, veio uma enorme quantidade de peixes. A partir daí, Aparecida se tornou o destino maior do turismo religioso no País. (SC)
ÉPOCA DE ROMARIA - Lojas chegam a funcionar 24 horas
Trabalho no Shopping da Fé é o que não falta: ´Em época de romaria grande, como agosto, o shopping funciona 24 horas´, diz Rosemíria Siqueira, proprietária da loja Nossa Vitória. Tempo parado mesmo só em fevereiro. ´Ou perto da quaresma, porque o pessoal fica sem dinheiro para fazer viagens longas´, argumenta.
Quando o período é de vagas gordas, a lojinha recebe cerca de 300 pessoas por dia, registrando ticket médio de R$ 20 por visitante. ´Alguns santuários são mais elitistas. Aqui, vem gente de todas as classes sociais´, comenta. Além dela e do esposo, trabalham no ponto mais duas funcionárias.
Dona Maísa, proprietária de dois quiosques de venda de lanches no Shopping da Fé, conta que somente um de seus pontos vale hoje R$ 120 mil. ´Comprei o local por R$ 60 mil e investi mais R$ 10 mil para construi-lo e equipá-lo. O aluguel de cada um sai por R$ 2 mil mensais e dá para viver bem com o que ganho aqui´, diz. Ela emprega cinco pessoas, a maioria da família, em cada ponto. ´Há 15 anos, quando João Paulo II visitou Aparecida, isso aqui não era nada. Hoje, é isso o que você está vendo: um mar de gente, muito trabalho, fé e empregos´, resume. (SC)
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Pequenas empresas no setor hoteleiro
Segundo a Embratur, brasileiros e estrangeiros fizeram 135 milhões de viagens pelo país, em 2005.
Mas qual a estrutura para atender os turistas?
O IBGE foi investigar em várias pesquisas econômicas feitas em 2003.
O estudo mostra que não importa o destino. No Brasil o turista quase sempre usa os serviços de uma pequena empresa, com até 20 empregados. Elas são maioria no setor. Estão em 97% das atividades ligadas ao turismo.
Numa agência de viagens, os dois sócios só precisaram de experiência, um computador e três funcionários para o negócio deslanchar. "Tem sempre alguém viajando, tem sempre alguém voando, dá um retorno bom", diz um dos sócios da agência de turismo, Gilmar Côrtes. Pequenas sozinhas, mas juntas elas empregaram mais de 60% de toda a mão-de-obra do setor. Contratam muito e pagam pouco, se comparadas com empresas grandes, como as companhias aéreas.
O salário, médio, do setor é de R$ 577. Maria está feliz com o trabalho de arrumadeira numa pousada. O primeiro com carteira assinada. "Tava difícil de arrumar um emprego", comenta ela. Segundo o IBGE, o mercado de turismo movimentou R$ 76 bilhões em 2003. Naquele ano, as famílias brasileiras gastaram o equivalente a 1,7% do orçamento com viagens.
O setor que mais gerou receitas foi o de alimentação. Restaurantes, bares e quiosques estão na preferência dos turistas que, bem atendidos, voltam sempre, felizes da vida.
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