quinta-feira, 10 de abril de 2008

Eventos movimentam a Praça XV, no RJ


Eventos movimentam a Praça XV, no RJ

Festival gastronômico e Mercado Cultural prometem atrair visitantes ao Centro Histórico

Dois eventos prometem movimentar a Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, a partir deste mês. Para revitalizar o local e transformá-lo em um novo ponto de efervescência turística e cultural da cidade, os empresários do Pólo Histórico, Cultural e Gastronômico da Praça XV, com apoio do Sebrae/RJ, SindRio, Senac-Rio, Associação Comercial do Rio de Janeiro e da Prefeitura, estão lançando o primeiro festival gastronômico da região e preparam-se para colocar na rua o Mercado Cultural, uma feira de artesanato, moda e cultura, que acontecerá mensalmente.

Integrando as comemorações pelo bicentenário da Corte no Brasil, o Giro Gourmet Comendo Como um Rei vai ocupar, até 18 de abril, dez restaurantes da Praça XV, que foi o primeiro quintal da Família Real Portuguesa no país. O lançamento do evento aconteceu na última sexta-feira, na Brasserie Rosário, e reuniu autoridades, como o subsecretário municipal de turismo Paulo Bastos, o presidente do SindRio Alexandre Sampaio, o economista Carlos Lessa e o consultor do Sebrae/RJ, Luiz Nogueira. A proposta do festival, que reúne os restaurantes 1881, Albamar, Al Farabi, Al Khayam, Antigamente, Brasserie Rosário, Bon Profit, Cais do Oriente, Casual Retrô e Mercado 32, é oferecer menus exclusivos, fazendo com que os visitantes sintam-se verdadeiros integrantes da realeza.

No sábado, 12 de abril, o Pólo Praça XV dará início ao Mercado Cultural. A feira vai ocupar a histórica Rua do Mercado, todo segundo sábado do mês, com mais de 100 expositores, oficinas artísticas, shows, peças de teatro, rodas de poesia e chorinho, cinema ao ar livre e um roteiro guiado pelos principais pontos turísticos e históricos da região. No primeiro sábado, o Mercado Cultural vai reunir atrações, como Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus; roda de samba e chorinho com Cordão do Boitatá e Flor do Chorume; a peça teatral Gambiarra (com Raquel Aguillera, do Grupo As Três Marias) e uma oficina de espumantes, no novíssimo restaurante 1881. No Cinema na Praça serão exibidos, às 18h, o filme Policarpo Quaresma, Herói do Brasil e curtas sobre a história nacional.

Confira as programações completas:

Mercado Cultural http://mercadocultural2008.blogspot.com/

Comendo como um Rei http://comendocomoumrei.blogspot.com/

O que um mosquito pode fazer ...







Menos R$ 100 milhões para o Rio


Presidente da associação de hoteleiros admite prejuízo. Cidade terá menos 30% de visitantes

Débora Motta

JB Online

As picadas do mosquito Aedes aegypti já atingem também o bolso do carioca. O setor de turismo estima um prejuízo de cerca de R$ 100 milhões na indústria hoteleira e de serviços só no feriado de Tiradentes, no próximo dia 21, alerta a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira do Rio (ABIH). O prejuízo não pára por aí. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), o medo de contrair a doença já compromete em 30% o fluxo de turistas – nacionais e estrangeiros – que visitam a cidade neste período.

– A expectativa era de 80% de reservas para o feriadão, que tradicionalmente atrai mais turistas brasileiros, normalmente mais cientes do que acontece no país – explica Alfredo Lopes, presidente da ABIH. – Desde o aumento de casos de dengue na cidade, temos 45% de reservas em hotéis. Se atingirmos 50% no feriado, teremos um prejuízo de R$ 100 milhões para o turismo no município.

De acordo com Lopes, a queda na procura por pacotes turísticos está intimamente ligada à epidemia de dengue que, neste ano, já atingiu mais de 63 mil pessoas – incluindo dois turistas portugueses, fora outros oito estrangeiros sob suspeita de terem contraído a doença. No caso do mercado externo a epidemia pode causar prejuízos a longo prazo. Os países que mais mandam turistas para cá são Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra e EUA.

– Mas só vamos investir em campanhas para o turista estrangeiro depois que a crise passar – revela Lopes. – Não adianta gastar dinheiro e no dia seguinte sair uma notícia negativa sobre o país, como aquela dos dois turistas portugueses que contraíram dengue nas férias no Brasil.

Pacotes cancelados

Diante do prejuízo, o presidente da ABIH reuniu-se com com o governador Sérgio Cabral e com o secretário de Turismo, Esporte e Lazer, Eduardo Paes, em busca medidas para tentar gerenciar a crise.

– O plano agora é reforçar as campanhas de esclarecimento à população sobre tudo o que o governo tem feito para combater a dengue – conta Lopes. – Para o feriadão, vamos trabalhar com mídia direcionada para São Paulo e Belo Horizonte, os maiores pólos de turistas domésticos para o Rio.

O presidente da Associação Brasileira de Abav, Luis Strauss, revela que a epidemia reduziu em 30% o fluxo de turistas estrangeiros e nacionais.

– Com a crise, muitos cancelaram pacotes para grupos e eventos nacionais – afirmou Strauss. – Há 20 dias, a dengue não atrapalhava o número de pacotes que já tinham sido comprados, mas a indústria do turismo é sensível.

As perdas do turismo carioca atingem o setor em todo o país. Strauss ressaltou que o Rio costuma receber 34% dos turistas estrangeiros que visitam o Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas.

– O turismo brasileiro atrai cerca de 6,6 milhões de pessoas, e o Rio é responsável por um dos maiores percentuais. Além da epidemia diminuir em 30% a contribuição carioca ao segmento, ainda gera prejuízos causados pelos desistentes que não podem ser estimados – lamenta Strauss.

[ 10/04/2008 ] 02:01

Menos R$ 100 milhões para o Rio

deu no jornal do brasil
Menos R$ 100 milhões para o Rio

Presidente da associação de hoteleiros admite prejuízo. Cidade terá menos 30% de visitantes

De Débora Motta:

As picadas do mosquito Aedes aegypti já atingem também o bolso do carioca. O setor de turismo estima um prejuízo de cerca de R$ 100 milhões na indústria hoteleira e de serviços só no feriado de Tiradentes, no próximo dia 21, alerta a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira do Rio (ABIH). O prejuízo não pára por aí. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), o medo de contrair a doença já compromete em 30% o fluxo de turistas – nacionais e estrangeiros – que visitam a cidade neste período. L

terça-feira, 8 de abril de 2008

Projeto de Lei que regulamenta as profissões de Garçon e Maitrê

PROJETO DE LEI Nº , DE 2007

(Do Sr. Walter Brito Neto)

Regulamenta as profissões de maitre e de garçom, e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta lei regulamenta as profissões de maitre e de garçom e dá outras providências.

Art. 2º Maitre é o profissional responsável pela supervisão dos trabalhos desenvolvidos pelos garçons, competindo-lhe, entre outras, as seguintes atribuições:

I – planejamento de rotinas de trabalho em restaurantes, hotéis, bares e similares;

II – treinamento de funcionários em sua área de atuação;

III – coordenação de equipes de trabalho na sua área de atuação;

IV – atendimento a clientes em restaurantes, hotéis, bares e similares;

V – avaliação de desempenho de funcionários.

Art. 3º Garçom é o profissional responsável pelo atendimento à clientela nos restaurantes, hotéis, bares e similares na área de alimentação e bebida, competindo-lhe, entre outras, as seguintes atribuições:

I – atendimento a clientes, recepcionando-os e servindo refeições e bebidas em restaurantes, hotéis, bares e similares;

II – montagem e desmontagem de praças, carrinhos, mesas, balcões e bares;

III – organização, conferência e controle de materiais de trabalho, bebidas e alimentos;

IV – elaboração de listas de espera nos estabelecimentos;

Art. 4º O exercício das profissões está condicionado à comprovação, pelo profissional, de conclusão do ensino fundamental e de curso profissionalizante de maitre ou de garçom, devidamente reconhecido, com duração mínima de 40 (quarenta) horas.

Parágrafo único. Poderão exercer a profissão aqueles que, independentemente da conclusão dos cursos mencionados no caput, comprovem que já exerciam atividades de maitre e de garçom antes do início da vigência da presente lei.

Art. 5º O exercício da atividade de maitre e de garçom em desacordo com a presente lei caracteriza exercício ilegal de profissão.

Art. 6º O piso salarial do garçom e do maitre será fixado em negociação coletiva e constará de parte fixa e parte variável.

§ 1º A parte variável será calculada com base na despesa efetuada pelo usuário do serviço, em percentual nunca inferior a 10% (dez por cento).

§ 2º A importância referida no parágrafo anterior será rateada entre os garçons que trabalham no mesmo horário.

Art. 7º Esta lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a data de sua publicação.


JUSTIFICAÇÃO

As profissões de maitre e garçom assumem, atualmente, relevância ímpar no cenário social. E isso tem a sua razão de ser.

O maitre e o garçom, por força de seus ofícios, lidam no seu dia-a-dia com inúmeras pessoas em hotéis, restaurantes, bares e outras instituições do mesmo gênero. E essas pessoas são, muitas vezes, turistas que exigem um tratamento adequado, criterioso, educado.

Ante uma política de incremento do turismo que tem sido implementada em nosso País, reflexo de uma tendência mundial, diga-se de passagem, fica evidenciada uma necessidade de se estabelecer critérios mais rígidos para o exercício das profissões de maitre e garçom. O turismo representa um dos principais instrumentos de captação de recursos, mas se o turista não for tratado de forma eficiente não retorna. Os profissionais objeto desta lei têm uma participação importante na construção da convicção desse turista, pois com ele lida diretamente.

Assim sendo, defendemos uma formação mínima para os profissionais que desejem exercem atividades próprias dos maitres e dos garçons, o que reverterá em benefício do cliente. E essa preocupação não deve estar voltada tão-somente para o turista, mas para toda e qualquer pessoa usuária dos serviços de bares e restaurantes.

Essa a razão pela qual acreditamos que a as profissões de maitre e de garçom estão a merecer uma regulamentação específica, o que nos leva a solicitar o apoio de nossos Pares para a aprovação do presente projeto de lei, convictos de que ele trará grandes benefícios para a categoria e, principalmente, para a sociedade.

É evidente a importância social e econômica que a categoria profissional dos garçons vem ganhando nas últimas décadas, sobretudo com o crescimento e dinamização do setor de turismo e entretenimento.

No entanto, em que pese, ainda, o fato de pertencerem a uma das mais numerosas das categorias profissionais do País, esses profissionais, de modo geral, trabalham de forma precária, sem garantia de respeito aos seus direitos básicos. Nem mesmo aquilo que é cobrado em seu nome, como a gorjeta, via de regra, não lhe é repassado corretamente.

Com o presente projeto, pretendemos sanar essa falha de nossa legislação laboral, dando à valorosa categoria profissional dos garçons a garantia de que seu trabalho será justamente remunerado.

Diante do exposto, peço apoio dos nobres Pares para a aprovação deste projeto.

Sala das Sessões, em de de 2007.

Deputado Walter Brito Neto


Análise do Projeto de Lei nº. 965, de 2007 que regulamenta as profissões de garçom e maitre


Análise do Projeto de Lei nº. 965, de 2007, de autoria do Deputado Marcos Antônio, que regulamenta as profissões de garçom e maitre, e estabelece as condições de trabalho.

TRAMITAÇÃO

O Projeto de Lei nº. 965, que regulamenta as profissões de garçom e maitre, e estabelece as condições de trabalho, foi apresentado no dia 3 de maio de 2007 à Câmara dos Deputados, sendo que a Mesa Diretora decidiu, com base no regimento, que a hipótese é de projeto de lei com forma de apreciação conclusiva pelas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e Constituição e Justiça e de Cidadania, em regime de tramitação Ordinária.

Atualmente, o projeto se encontra na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aguardando a votação do parecer do relator Deputado Eudes Xavier que se posicionou pela aprovação deste, e pela rejeição do PL 1408/2007, e do PL 2569/2007, apensados.


DO CONTEÚDO DO PROJETO DE LEI


O texto do Projeto de Lei visa Regulamentar as profissões de garçom e maitre, e estabelece as condições de trabalho.

Defini como Maitre, o profissional responsável pela supervisão dos trabalhos desenvolvidos pelos garçons, competindo-lhe entre outras as seguintes atribuições: planejamentos de rotina de trabalho em restaurante, bares e similares; treinamento de empregados na sua área de atuação; coordenação de equipe de trabalho na área de sua atuação; e avaliação de desempenho de dos garçons. E, como Garçom, define o profissional responsável pelo atendimento a clientela nos restaurantes, bares e similares na área de alimentação e bebida, competindo-lhe as seguintes outras atribuições: anotar pedidos dos clientes; orientar e fazer sugestões quanto a escolha dos pratos; anotar os pratos e bebidas solicitadas com detalhamento de tipos e quantidades; servir alimentos e bebidas; manter limpo e em ordem o ambiente de trabalho; cuidar dos equipamentos e utensílios; recolher travessas, talheres e demais recipientes desocupados pelos clientes; apresentar notas de despesas aos clientes; limpar e preparar mesas de refeições; atender a reclamação de clientes; e preparar pratos junto a mesa dos clientes.

O projeto somente define quais são as funções de cada uma das profissões sem qualquer justificativa para tanto.

DO MÉRITO DO PROJETO DE LEI

A Constituição de 1988 garante que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer (art. 5o, inc. XIII). É evidente, portanto, que para não agredir a norma constitucional a lei somente poderá regulamentar profissão quando o seu exercício possa oferecer riscos à saúde, à segurança, ao bem estar e ao patrimônio da população. O art. 5º, inciso XIII da Constituição Federal tem como intuito evitar criação de reservas de mercado, fixando o princípio de liberdade profissional.

As profissões de maitre e garçom não se enquadram em nenhum dos motivos justificadores para a regulamentação específica na legislação. Ademais, essas atividades envolvem muito mais misteres que os indicados no projeto de lei, notadamente no mundo da administração moderna, que afastou o contexto linear de séculos passados e passou a eleger a horizontalidade nas relações de trabalho e produção. Hoje o maitre não é mais somente aquele profissional definido nesse projeto de lei, ele é também, como todos os empregados, um fornecedor, que concorre para a satisfação e fidelidade do cliente, tendo participação ativa no salão e nas ações intermediárias e adicionais relacionadas com os atendimentos. Também o garçom atua com muito mais importância que os misteres definidos nesse projeto de lei, assim como o maitre concorre, inclusive para captação e fidelização de clientela.

Por conseguinte, a forma descrita nesse projeto de lei encerra um retrocesso e contribuirá para o desemprego no mercado, pois os estabelecimentos não aceitariam profissionais enquadrados, manualizados como ocorria na administração, prestação de serviços e produção do passado.

Ressalta-se que o texto constitucional não deixou ao livre critério do legislador ordinário estabelecer as restrições que entenda ao exercício de qualquer gênero da atividade lícita. Se assim fosse, a garantia constitucional seria ilusória e despida de qualquer sentido.


Diante disso há clara inconstitucionalidade no presente PL, pois restringe o exercício de atividade lícita sem qualquer motivo que justifique isso.

Brasília, 26 de março de 2008.

LIRIAN SOUSA SOARES
CONSULTORA
OPE LEGIS CONSULTORIA EMPRESARIAL



Projeto aumenta poder do fisco



Projeto aumenta poder do fisco


A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) anunciou na sexta-feira a versão final do projeto da nova Lei de Execução Fiscal - que dá ainda mais poderes ao fisco do que a versão anterior. Pela nova proposta, os procuradores das Fazendas federal, estadual ou municipal poderão determinar sozinhos, sem a necessidade de autorização judicial, o bloqueio de qualquer bem de devedores do fisco - inclusive pelo sistema do Banco Central que permite a penhora on-line de contas bancárias, ao qual terão acesso direto. A PGFN conseguiu uma fórmula que acomoda as críticas feitas à primeira versão do projeto: o bloqueio é provisório e cai se não for confirmado na Justiça. No caso do sistema Bacen-Jud do Banco Central, que prevê a penhora on-line, se em dez dias o Poder Judiciário não confirma o bloqueio, ele perde o efeito. No caso dos demais bens, a procuradoria tem 30 dias para ajuizar uma ação de execução, para então o juiz avaliar se o bloqueio é legal ou não.

A primeira versão do projeto da nova Lei de Execução Fiscal foi apresentada no início de 2007 prevendo o bloqueio administrativo de bens sem restrições. Diante das críticas, a procuradoria recuou para uma versão autorizando o bloqueio administrativo de bens, mas restringindo o acesso ao sistema da penhora on-line, que seria feito apenas judicialmente. Este ano, no entanto, propôs a fórmula do bloqueio provisório, que obteve apoio suficiente dentro do Conselho da Justiça Federal (CJF) e pode até tramitar como projeto independente do Poder Executivo. O procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, afirma que está em estudo a apresentação do projeto como uma proposta do Congresso Nacional, por meio de algum parlamentar. "Trata-se de uma alteração estrutural do sistema de execução e não de uma proposta do governo, e não deve ser viciada pelo debate político", diz.

Responsável pelas negociações da versão final do texto, o procurador da Fazenda Paulo Cesar Negrão de Lacerda diz que a autorização de acesso ao sistema Bacen-Jud não significará quebra de sigilo bancário pois, segundo ele, não interessa aos procuradores saber o saldo bancário ou a movimentação das contas dos devedores do fisco, mas apenas se há dinheiro para ser bloqueado. O juiz federal Marcus Lívio Gomes afirma que, para evitar a quebra de sigilo, será indispensável criar uma versão mais limitada da penhora on-line para acesso dos procuradores. Isto porque, com as alterações mais recentes feitas na versão 2.0, o sistema Bacen-Jud passou a permitir o acesso a dados sobre saldos e movimentação bancária, e até a transferência de valores.

O projeto da nova Lei de Execução Fiscal também prevê a criação do Sistema Nacional de Informações Patrimoniais dos Contribuintes para facilitar a localização e bloqueio do patrimônio e renda do contribuintes. Mas, no caso das ordens de bloqueio de renda ou faturamento, a determinação só poderá ser feita judicialmente. O banco de dados dependerá da adesão dos governos estaduais para contar com a parte mais importante dos seus dados: informações sobre os registros imobiliários. Mas, de acordo com Inácio Adams, a proposta foi bem recebida no último encontro do colégio estadual de procuradores estaduais e não haverá problema de adesão. O banco de dados deve reunir informações de cartórios, departamentos de trânsito, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Capitania dos Portos, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), bolsas de valores, Banco Central e até do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), para permitir o bloqueio de registros e patentes.

Outro ponto em estudo é a unificação dos sistemas da Receita Federal e da PGFN para reduzir o tempo de início das cobranças. Hoje, a principal reclamação de juízes e procuradores é a de que as execuções só começam depois de quatro ou cinco anos de processamento na Receita, e neste meio-tempo a maioria das empresas fecha ou fica sem patrimônio para ser cobrado.

Adams prevê que o conjunto de alterações na execução fiscal deve reduzir o prazo médio de uma execução de 16 para 5 anos, e o volume de processos de execução da Fazenda, hoje 2,7 milhões de ações, deve cair dramaticamente. As execuções correspondem a cerca de 40% do estoque de processos do Judiciário, chegando a 50% em alguns Estados. A execução será iniciada apenas nos casos em que for encontrado patrimônio do devedor, o que deixará de lado a grande maioria das ações de cobrança, que são ajuizadas apenas burocraticamente, já que sem patrimônio ou renda localizado não há chance de sucesso na ação.

SHRBS Alagoas consegue vitória sobre MP

wwww.fnhrbs.com.br

News FNHRBS 056/08 - SHRBS AL consegue vitória sobre MP 415/08

SHRBS Alagoas consegue vitória sobre MP que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais


Mais uma vitória sobre a Medida Provisória n.º415/08, que proíbe à venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SHRBS) de Alagoas ganhou em 15/02, a liminar da Justiça Federal, concedendo autorização as empresas associadas para a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais em Alagoas.

O SHRBS-AL, recebeu a Sentença Favorável, confirmando a autorização aos subsídios (associados) do sindicato a venderem bebidas alcoólicas nas rodovias federais ou em local contíguo à faixa de domínio com acesso direto a rodovia.

A concessão da liminar dá uma margem para as empresas exercerem suas atividades até que as negociações em Brasília sejam concluídas para a retirada dessa Medida Provisória, considerando os movimentos que estão sendo deflagrados, confirma Eliete Morais, diretora executiva do Sindicato.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Governo quer mudar uso de recursos do Sistema S

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O governo lançou ontem uma proposta para disciplinar a aplicação de R$ 4,8 bilhões anuais hoje geridos livremente pelas confederações empresariais da indústria, do comércio e outros setores.

Trata-se de 40% da receita do Sistema S, o conjunto de entidades privadas de serviço social e formação profissional mantidas com contribuições cobradas sobre a folha de pagamento das empresas, cuja atuação vai de cursos de qualificação profissional até colônias de férias e centros de lazer. No cenário imaginado, entidades como Senai e Senac passariam a seguir diretrizes fixadas em lei para o uso de suas verbas.

O projeto é potencialmente polêmico porque, desde os anos 40, quando foi iniciado o sistema, as administrações estaduais das entidades têm autonomia para decidir seus objetivos e prioridades.

Nos últimos anos, várias tentativas de eliminar ou reformar o sistema esbarraram na resistência de confederações como a CNI (indústria) e a CNC (comércio), responsáveis pela gestão dos recursos. Um dos argumentos sempre lembrados pelos defensores do sistema é que o presidente Lula se formou torneiro mecânico pelo Senai.

Não por acaso, o ministro da Educação, Fernando Haddad, foi cauteloso ao anunciar a proposta, que, disse, será discutida "sem pressa nenhuma". "Estamos criando um clima de debate para uma possível reforma."

A idéia é induzir as entidades a usar o dinheiro na oferta de cursos profissionalizantes gratuitos de nível médio para estudantes oriundos de escolas públicas ou com bolsa integral em estabelecimentos particulares. Os 2 milhões de vagas estimados beneficiariam ainda quem usa o seguro-desemprego.

Para isso, haveria um fundo nacional formado por parte da arrecadação do sistema, e 80% dos recursos seriam distribuídos conforme o número de matrículas nos cursos gratuitos -o restante do dinheiro seria repartido conforme a população do Estado.



Receita de R$ 8 bi

As empresas de médio e grande portes destinam atualmente 2,5% da folha de pagamentos às entidades do Sistema S do setor em que atuam, gerando receita estimada, neste ano, em R$ 8 bilhões.

Na proposta do governo, 1,5% da folha de pagamento passaria ao fundo. As entidades manteriam a autonomia no uso do restante da arrecadação tributária e de suas receitas adicionais com, por exemplo, a oferta de cursos pagos.

No diagnóstico apresentado por Haddad, o sistema hoje é falho devido à falta de transparência, à ausência de critérios para o atendimento, por priorizar cursos profissionalizantes de curta duração e por não ser orientado à gratuidade, o que, afirma, implica em "elitização" do público-alvo. Após a apresentação, ele atribuiu os problemas ao fato de a legislação atual não prever regras que inibam esses problemas.



Idéias em debate

O governo não conta com um projeto de lei pronto para ser enviado ao Congresso. As idéias apresentadas ainda serão discutidas "com a sociedade" e terão de passar pelo crivo da Casa Civil. Embora sejam contabilizadas na carga tributária nacional, as contribuições ao sistema não são consideradas dinheiro público e, portanto, não precisam seguir as diretrizes do Orçamento da União.

Por meio de nota, a CNT (transportes) se manifestou favorável à proposta. Procuradas pela Folha para comentar as propostas, a CNI, a CNC e o conselho nacional do Sesi não haviam se manifestado até o fechamento desta edição.



Avaliação positiva

A Força Sindical avalia que a proposta é positiva e pode ajudar a resolver o problema da falta de mão-de-obra especializada no país.

"O Brasil avançou no setor de tecnologia, as fábricas se modernizaram, mas os trabalhadores nunca tiveram a oportunidade de acompanhar esse investimento. Vários setores sofrem com o problema da falta de mão-de-obra qualificada. Por isso, qualquer mudança no sentido de aumentar os cursos de formação profissional é positiva", disse Paulo Pereira da Silva, presidente da Força.

Para Ricardo Patah, presidente da UGT, uma das propostas mais interessantes é a que prevê que parte dos recursos seja repassada para as escolas públicas fundamentais.

"Os recursos desse sistema são canalizados somente para algumas categorias profissionais. Não havia a participação ampliada da sociedade nesses recursos. A proposta é o início de mudança importante para o país. As escolas fundamentais são as mais carentes."

Veículo de Publicação : Folha de São Paulo Editora: Economia Página: B-6

Data : 28-03-08

Neeleman lança empresa aérea com TV a bordo e preços mais baixos

Jornal O Estado de São Paulo – Cad. Economia & Negócios – 28-03-08

O empresário David Neeleman,48 anos, fundador da empresa americana JetBlue, anunciou ontem sua nova companhia aérea brasileira. Ainda sem nome - a escolha será feita por meio de um concurso na internet - a nova companhia deve iniciar operações em janeiro de 2009, com três jatos E-195 da Embraer.

Ao lado do presidente da Embraer, Frederico Curado, Neeleman anunciou a compra de 36 jatos E-195, de 118 lugares, que serão entregues em até três anos. A preço de tabela, trata-se de um contrato de US$ 1,4 bilhão. O valor pode atingir US$ 3 bilhões se forem exercidas opções de compra para mais 40 jatos. Nascido em São Paulo quando seu pai, Gary Neeleman, trabalhava como correspondente da agência de notícias UPI, o empresário fala português e possui nacionalidade brasileira - ativo importante para quem quer investir no setor aéreo no Brasil, que restringe em 20% a participação estrangeira. Durante um evento simples mas bastante concorrido em um restaurante em São Paulo, Neeleman afirmou que pretende crescer estimulando uma demanda nova no mercado com preços competitivos e rotas diferentes das praticadas pelas líderes TAM e Gol/Varig. A idéia é oferecer vôos diretos e múltiplas freqüências diárias entre grandes capitais, muitas vezes sem passar por São Paulo e Rio. Ele quer conquistar espaço nos aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Santos Dumont, mas não pretende usá-los como centros de conexões. O empresário não quis revelar os destinos nem os preços que pretende praticar. 'Isso ainda é segredo, se não a concorrência vai em cima.' Na sua opinião, as empresas no Brasil praticam tarifas 'altas demais'. Mas avisa que não pretende fazer 'loucuras'. 'Não queremos guerra tarifária.' Se a concorrência for para cima dele, contudo, avisa: 'Não será fácil. Criamos a JetBlue em Nova York, onde tem muita concorrência, e nossa receita chegou a US$ 1 bilhão mais rápido do que qualquer outra companhia.' O avião da Embraer será um dos grandes diferenciais da companhia. Voando em mais de 18 países, mas inédito no Brasil, o E-195 é um dos mais modernos jatos em atividade. 'Depois de 800 aviões vendidos, não temos mais o que provar. Mas, sem dúvida, ter o avião voando no Brasil é uma questão de patriotismo', afirmou Frederico Curado. Segundo Curado, o E-195 possui um custo de viagem mais baixo do que os jatos Airbus e Boeing usados por TAM e Gol/Varig, ainda que o custo por assento seja mais alto, dado que os jatos da concorrência comportam de 140 a 180 passageiros.

Assim como na JetBlue, que opera o E-190, os aviões da nova empresa terão poltronas de couro e monitores individuais com TV ao vivo. Comissários - e de vez em quando o próprio Neeleman, como fazia na JetBlue - passarão com cestos repletos de salgados, doces e bebidas e o passageiro poderá se servir a vontade. 'Quem quer um bom jantar vai a um restaurante', disse Neeleman. A configuração de 118 lugares do E-195 permitirá à companhia oferecer uma distância entre poltronas de 31 polegadas (78,74 cm), duas a mais do que nos aviões de TAM e Gol - suficiente para agradar o ministro da Defesa Nelson Jobim, crítico notório do aperto nos aviões. Para manter o interesse pela nova companhia até o seu lançamento, foi criado um site (www.voceescolhe.com.br) onde os internautas poderão escolher do nome da empresa à cor do uniforme da tripulação. O primeiro a sugerir o nome que vier a ser escolhido ganhará um passe vitalício com direito a acompanhante. Na estréia ontem, o site ficou congestionado - e atraiu inclusive a visita de um hacker.

Reforma no Sistema S: anúncio hoje pelo MEC


Reforma no Sistema S: anúncio hoje pelo MEC

Ascom do Ministério da Educação (MEC) – 27-03-08

Criação do Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional

Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciarão nesta quinta-feira, 27, a criação do Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional (Funtec). Em entrevista coletiva à imprensa, às 16h, os ministros explicarão o novo fundo, que será composto com recursos destinados ao Sistema S.

O Sistema S é um conjunto de 11 entidades - Senai, Senac, Sebrae, entre outras. A estas entidades são repassados recursos previstos em lei para aperfeiçoamento profissional e melhoria do bem-estar social dos trabalhadores.

Câmara Brasileira de Turismo da CNC faz sua primeira reunião em Brasília

Ascom FNHRBS – 27-03-08Aconteceu


Câmara Brasileira de Turismo da CNC faz sua primeira reunião em Brasília

Ascom FNHRBS – 27-03-08

Aconteceu no dia 27/03, em Brasília, a primeira reunião do ano de 2008 da Câmara Brasileira de Turismo da Confederação Nacional do Comércio (CBT/CNC), coordenada por Norton Lenhart, presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS).

Na pauta, assuntos como a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Declaração de Davos, da Organização Mundial do Turismo (OMT), o projeto da Lei Geral do Turismo – que foi entregue quinta-feira (27) pela Casa Civil na Câmara dos Deputados, a 3ª. edição do Salão do Turismo, o X Congresso Brasileiro da Atividade Turística (CBRATUR), que será realizado na primeira semana de novembro, a Reforma Tributária e o impacto causado no Setor de Turismo, a Incidência da Tributação Federal sobre a intermediação dos serviços turísticos (pleito da Braztoa).

Lenhart saudou o novo integrante da CBT/CNC, Guilherme Paulus. E durante a reunião recebeu o secretário de turismo de Brasília, César Gonçalves e o deputado Aldo Rebelo, ex-presidente da Câmara dos Deputados, ao qual explicou o funcionamento da Câmara Brasileira de Turismo, seu trabalho junto com as entidades de turismo e alguns dos seus pleitos, como a agilidade na votação dos Projetos de Lei (PL´s 3059 e 2430 – de autoria do Deputado Carlos Eduardo Cadoca), que visam a flexibilização dos vistos aos turistas estrangeiros, inclusive, esse ultimo PL – o 3059/2008, que entrou na Câmara no ultimo dia 25 – flexibiliza o formato de concessão do visto, permitindo que os turistas estrangeiros entrem na internet para tirar o seu visto.

Circuito Serra da Mantiqueira - Lançamento

Aeródromos







Anac informa que aeródromos de pequeno e médio porte apresentam problemas de segurança

A
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anuncia que notificou 175
aeródromos brasileiros de pequeno e médio porte para que corrijam seus
procedimentos de segurança, tanto no aspecto de prevenção contra atos
ilícitos, quanto no que se refere à segurança operacional. Cerca de 75%
destes aeródromos são administrados por estados e prefeituras e muitos
têm dificuldades para fazer as correções exigidas pela legislação. Em
função disso, a Anac irá propor um grupo de trabalho com parlamentares
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para estudar formas de
viabilizar e agilizar o atendimento das normas de segurança nos
aeródromos.

Alexandre
Gomes de Barros, diretor da Anac, avalia que em diversas cidades do
Brasil, o transporte aéreo é a principal via de acesso ao local e o
fechamento de um aeródromo traz sérias conseqüências para a população.
"A Anac está preocupada com isso. Estamos levando esse problema ao
Congresso porque acreditamos que os deputados e senadores terão
mecanismos para mobilizar e auxiliar as prefeituras e governos
estaduais", disse.

Do
total de 175 localidades, 66 recebem vôos regulares, dos quais 48
(73%), são administrados por municípios ou estados. Nos outros 109 há
somente operações de aviação geral, como aeronaves particulares,
táxi-aéreo e aviação agrícola e 77% deles estão sob a responsabilidade
de governos estaduais ou municipais.

A
maior incidência de problemas em aeródromos com vôos regulares ocorre
na região Norte (31 localidades). Em seguida, estão as regiões Sudeste
(12), Sul (11), Centro-Oeste (10) e Nordeste (2). Já em relação à
aviação geral, as falhas estão concentradas na região Sul (49
localidades), seguida pelo Nordeste (26), Norte (15), Sudeste (14) e
Centro-Oeste (5).
fonte: Mercado & Eventos

terça-feira, 25 de março de 2008

Receita turística no 1º bimestre foi recorde mas despesa e déficit também

Revista Business Travel Magaz. – HotNews – 25-03-08

Pela primeira vez na série histórica contabilizada pelo Banco Central do Brasil desde 1969, o primeiro bimestre de um ano registrou receitas superiores a US$ 1 bilhão. Com os US$ 495 milhões que ingressaram na economia em fevereiro passado, o total de gastos dos turistas estrangeiros no Brasil chegou a US$ 1,090 bilhão, valor 21,38% superior aos US$ 898 milhões registrados no 1º bimestre de 2006. As receitas de fevereiro superaram em 19,57% os ingressos do mesmo mês do ano passado, transformando-se no melhor mês de fevereiro da série histórica. Para a presidente da Embratur, Jeanine Pires, o volume de recursos alcançados no último mês demonstra a força da atividade turística. Ela destaca que janeiro e fevereiro são meses de grande fluxo de turistas estrangeiros no Brasil, principalmente de sul-americanos - como os argentinos e chilenos que visitam o Sul do País - e europeus. O item "viagens" da conta de serviços do balanço de pagamentos de fevereiro também apresenta recordes desfavoráveis: as despesas de brasileiros no exterior totalizaram US$ 812 milhões, valor 63,05% superior ao registrado em fevereiro de 2007 e 64,04% superior às receitas de fevereiro. No acumulado do ano, as despesas totalizam US$ 1,786 bilhão, valor 66,60% superior ao acumulado no 1º bimestre do ano passado. Em decorrência, o déficit da conta "viagens" do BC em fevereiro foi de US$ 317 milhões (+ 277,38%) e no acumulado do 1º bimestre foi de US$ 697 milhões (+ 300,57%), valor que corresponde também a 21,39% do déficit total registrado em 2007 (US$ 3,258 bilhões).

Outros resultados do setor externo em fevereiro: o balanço de pagamentos registrou superávit de US$ 3,6 bilhões e as transações correntes foram deficitárias em US$ 2,1 bilhões no mês, acumulando déficit, nos últimos doze meses, de US$4,9 bilhões, equivalentes a 0,37% do PIB. A conta de serviços apresentou déficit de US$ 1,4 bilhão em fevereiro, 69% superior ao registrado no mesmo mês de 2007.

domingo, 23 de março de 2008

Mesmo sem dengue, Vale do Paraíba merece atenção

A TARDE On Line


22/03/2008 (13:27)

Agencia Estado
A posição geográfica do Vale do Paraíba, no eixo entre São Paulo e Rio de Janeiro, preocupa autoridades sanitárias. Nenhuma das 39 cidades que formam a região apresenta epidemia neste ano, mas a coordenadora regional da Sucen no Vale do Paraíba, Celeste Cristina de Azevedo, ainda considera "cedo" para dar algum diagnóstico. "Por enquanto está tudo tranqüilo, mas só poderemos dizer realmente daqui a quinze dias. Estamos em um feriado, quando a circulação de pessoas é muito grande e isso aumenta as possibilidades de contágio". Segundo Azevedo, todas as cidades deveriam fazer como Ubatuba, que decidiu conscientizar os turistas e visitantes na tentativa de bloquear a dengue.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

DNIT define delimitação da faixa de domínio em travessias urbanas

26/02/2008 - 10:15

A Medida Provisória 415 de 21 de janeiro de 2008 e seu regulamento, Decreto 6366 de 30 de janeiro de 2008 vedam a venda varejista e o oferecimento para consumo de bebida alcoólica na faixa de domínio de rodovia federal ou em local a ela contíguo.

Como é do DNIT a responsabilidade da delimitação da faixa de domínio, a fiscalização por parte da Polícia Rodoviária Federal vai limitar-se, tão somente, ondeela exista.

Em ofício enviado à PRF/MS, o DNIT informou que nas áreas urbanas de municípios, vilas e distritos, os empreendimentos não acessam diretamente a faixa de domínio. Desta forma, a Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul continuará fiscalizando a venda de bebida alcoólica ao longo das rodovias federais onde haja
faixa de domínio definida pelo órgão competente.

Com informações da Assessoria
http://www.corumbaonline.com.br

Movimento de visitantes à Igreja de Frei Galvão

Movimento de visitantes à Igreja de Frei Galvão

De acordo com dados da Secretaria de Turismo e Lazer de
Guaratinguetá, a Igreja de Frei Galvão recebeu cerca de 70 ônibus de
excursão e 180 carros de passeio, no período de 18 a 24 de fevereiro.

Os visitantes vieram dos seguintes estados: Pernambuco, Piauí, Paraíba,
Espírito Santo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais,
Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

deu em o globo

deu em o globo
Esportes e Turismo ganham mais recursos

Mesmo com o fim da CPMF e a necessidade de cortar R$ 12,4 bilhões no investimento e no custeio do Orçamento deste ano, as perdas não foram disseminadas, e a maior parte dos ministérios conseguiu ter aumento em suas dotações. Os ministérios dos Esportes, Turismo e Cidades, que têm forte apelo eleitoral porque concentram obras e projetos municipais, tiveram o maior acréscimo de recursos por meio das emendas de parlamentares. Por outro lado, programas do Ministério da Saúde, como o de erradicação e prevenção de doenças como a tuberculose, sofreram cortes em relação à proposta original enviada pelo governo em setembro ao Congresso.

No total, 18 ministérios e a Câmara dos Deputados tiveram aumento nas suas verbas, e apenas sete ministérios, além do Senado, sofreram reduções, de acordo com os dados do relatório final do Orçamento de 2008, elaborado pelo relator-geral, José Pimentel (PT-CE). Os maiores saltos de recursos foram dados pelos ministérios do Turismo e dos Esportes.

deu na folha de s. paulo


deu na folha de s. paulo
PT quer trocar ministério por apoio do PSB a Marta

De Catia Seabra:

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini (SP), se reúne na terça-feira com o comando do PSB para discutir a costura de alianças no país, incluindo São Paulo. Na pauta, a possibilidade de retirada da pré-candidatura da ex-prefeita Luiza Erundina em benefício da ministra Marta Suplicy (PT).

Em troca, uma fatia do PSB reivindica a substituição de Marta por uma representante do partido. Segundo integrantes do PSB, a ex-prefeita de Salvador (BA) Lídice da Mata seria potencial candidata à vaga de Marta e contaria com o apoio do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Assinante da Folha leia mais em: PT quer trocar ministério por apoio do PSB a Marta

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Governo estuda criar marco regulatório para o setor


Depois da regulamentação das tarifas bancárias, os cartões de crédito estão na mira do governo. Número um, em 2007, no ranking de demandas registradas pelo Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) – que reúne informações de 88 cidades brasileiras – os cartões de crédito estão sendo acompanhados por um grupo de trabalho formado pelo Ministério da Fazenda, Banco Central e Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.

O grupo vai fazer um estudo sobre o comportamento do mercado e a forma de atuação das administradoras de crédito, com o foco no consumidor, para avaliar a necessidade de criação de um marco regulatório, como foi feito com as tarifas bancárias.

Apesar dos mais de R$ 180 bilhões movimentados anualmente pelos quase 100 milhões de clientes de cartões no Brasil, a atividade não tem regulamentação específica. O Banco Central não se considera totalmente responsável pelas administradoras de cartões porque parte delas não é considerada instituição financeira.

Por outro lado, também há desarranjo regulatório em relação às responsabilidades dos bancos que disponibilizam para os clientes cartão de crédito com bandeiras de terceiros, e atritos na relação entre as administradoras e os lojistas. O aumento, em janeiro, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) expôs ainda mais os problemas enfrentados pelos clientes de cartão de crédito, como falta de informações sobre a forma de parcelamento das compras no boleto.

As explicações oficiais sobre o impacto do aumento nos cartões revelaram que mesmo cidadãos com bom acesso à informação desconhecem regras adotadas pelas administradoras que têm impacto no bolso dos clientes. A confusão ocorre porque o cartão gera dois serviços distintos. Quando o cliente faz compras à vista e paga a fatura em dia, há uma prestação de serviço.

Nesse caso, o BC não exerce nenhuma influência. Mas, quando o cliente não paga a fatura em dia ou há parcelamento com juros das compras, há uma operação de crédito. Nesse caso, o Banco Central regulamenta a transação.

Secretário admite vácuo

"Há um vácuo na regulamentação", admite o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Ao preparar, no ano passado, a regulamentação das tarifas bancárias, o governo deixou os cartões de crédito para uma segunda etapa por causa da peculiaridade e complexidade do setor.

Como existem as operações em que a autoridade monetária precisa acompanhar, há regras do Banco Central para as administradoras. Ele estabelece condições rigorosas para a abertura de empresas, manutenção de capital mínimo e exposição a riscos, por exemplo. Mas o mesmo rigor, no entanto, não é visto quando o tema é a relação do setor de cartões com o consumidor.

Na área de serviços ao cidadão na página do BC na internet, o texto é claro: "Reclamações sobre cartões de crédito deverão ser encaminhadas à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, ou às suas representações nos estados (Procon ou Decon)".

Procurado pela reportagem, o Banco Central esclareceu que recebe reclamações referentes a cartões de crédito quando eles são emitidos e administrados por instituições financeiras. Com o esclarecimento, anunciou que a informação na página do banco na internet será corrigida.

Indústria fragmentada

A indústria do cartão de crédito é muito fragmentada. Atividades como a emissão dos cartões, coleta de dados e processamento das compras são realizadas por empresas distintas. Isso aumenta a confusão. Segundo o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, o trabalho do grupo está começando e, por enquanto, é prematura uma indicação da necessidade de um marco regulatório. "Não podemos falar de culpados no começo do trabalho", ressaltou.

Para a diretora-adjunta do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) da SDE, Juliana Pereira, o aumento da oferta de crédito e o maior acesso da população de baixa renda ampliaram as reclamações. Segundo Juliana, isso ocorreu depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que o Código de Defesa do Consumidor vale para a área financeira.

Com a movimentação do governo, as empresas de cartão de crédito decidiram se antecipar e preparam uma proposta de auto-regulamentação do mercado. "Embora a maioria do código já seja uma prática adotada, pode haver uma ação diferente por um ou outro emissor o que afeta a imagem de todo o setor", disse o diretor da Associação Brasileira de Cartões de Crédito (Abecs), Antonio Rios.


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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Morre o Historiador José Luiz Pasin (11 janeiro 2008)


Nesta sexta-feira (11) faleceu o historiador José Luiz Pasin, em Guaratinguetá. Lutando contra um câncer na coluna, Pasin estava internado no Hospital Frei Galvão há 40 dias. Aos 68 anos, Pasin deixa ao Vale do Paraíba um grande arsenal de livros e estudos realizado ao longo de sua carreira.
Pasin deixa muitos livros publicados

Filho de José Pasin e de Thereza de Trannin Pasin, o historiador está sendo velado no velório de Aparecida e será sepultado neste sábado (12), às 9h.O Vale do Paraíba ficou mais triste no dia 11 de janeiro de 2008 ao perder uma de suas grandes referências culturais. Morria, aos 65 anos, o escritor e historiador José Luiz Pasin. Internado há quarenta dias no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, cidade onde residia, Pasin lutava bravamente contra um câncer na coluna.

José Luis Pasin, era filho de José Pasin e de Thereza de Trannin Pasin, e nasceu no dia 27 de agosto de 1939, em Aparecida. O historiador foi membro da Academia Paulista de História, e passou pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Colégio Brasileiro de Genealogia, Instituto Histórico e Artístico de Paraty, Instituto Genealógico Brasileiro, União Brasileira de Escritores, e do Corem- Conselho Regional de Museologia do Estado de São Paulo. Além disto, Pasin foi pesquisador no Núcleo de Pesquisa Regional da Unisal e nas Faculdades Integradas “Teresa D’Ávila”, e fundou o Instituto de estudos valeparaibanos, sediado em Lorena.

Livros publicados

O historiador publicou vários livros sobre o Vale do Paraíba, principalmente sobre história, literatura e genealogia. Confira algumas obras:

“Algumas notas para a história do Vale do Paraíba – Desbravamento e Povoamento”
“Guaratinguetá – Tempo e Memória”
“A Jornada da Independência”
“Vale do Paraíba – Ontem e Hoje”, “Poetas de Guaratinguetá”
“Poetas de Aparecida”
“Panorama da Literatura do Vale do Paraíba”
“Barões do Café – Titulares do Império no Vale do Paraíba Paulista”
“O Outro Euclides – O Engenheiro Euclides da Cunha no Vale do Paraíba (1902-1903)”

Prêmios
Dentre os prêmios conquistados por Pasin ao longo de sua carreira, destacam-se: Prêmio Cultural “Eugênia Sereno” – 2001 e Prêmio de História Regional, também em 2001.

Outros trabalhos
Além de atuar como pesquisar, historiador e escritor, José Pasin foi colaborador do jornal Valeparaibano, revista Ângulo, caderno Regional da Folha de São Paulo e assessorou vários programas sobre história nas televisões regionais.

Patrimônio
José Luiz Pasin construiu em sua propriedade, a Fazenda Boa Vista na cidade de Roseira, um espaço cultural com biblioteca, jardins, teatro, eco-museu e uma Reserva Ecológica, reconhecida pelo Governo brasileiro, Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Unesco como uma reserva ecológica.

domingo, 16 de dezembro de 2007

É muito pior do que eu pensava ...

Tenho divulgado aqui estudos mostrando o que considero a maiorimbecilidade brasileira: o grande número de estudantes que, porsofrerem de problemas simples de saúde (problemas e visão e audição, por exemplo), têm dificuldades de aprendizado e, assim, são condenados à marginalidade. Acaba de sair um relatório que deveria deixar em pânico, sem exagero, o presidente, governadores e prefeitos.

O relatório é feito pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) a partir de 11.381 exames médicos realizado em escolas públicas da cidade de São Paulo. É a mais abrangente investigação já feita na área da saúde escolar e serve como retrato do que acontece em todo o país.
Encontraram doenças em 70% daquela amostra, necessitando atendimento de cardiologistas, fonoaudiólogos, oftalmologistas, entre outros.

etectaram casos graves que necessitavam cirurgias com urgências --casos como de meninos cujo testículo não desce para o saco escrotal. Detectaram também estudantes com visíveis transtornos de comportamento ou com distúrbios flagrantes de aprendizado.

Apesar disso, as equipes da Universidade Federal de São Paulo notaram a falta de pediatras em postos de saúde, dificultando o encaminhamento.

Fôssemos uma nação civilizada em que se valorizasse o capital humano, o relatório iria provocar escândalo em toda a nação. Quantas coisas podem ser mais absurdas do que crianças que não aprendem pela falta de óculos ou porque não ouvem direito?





Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.


E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Turismo começa em casa

Você chega a um hospital, vai até a sala do médico que vai atendê-lo e ... descobre que não é médico! Na conversa que se segue, você fica confuso:

- Bom dia senhor, qual é o seu problema – diz a pessoa que está sentada na mesinha branca, à sua frente, vestindo um uniforme de jardineiro.
- Errr ... bom dia. Bem, eu vim aqui para um consulta com um cardiologista, mas vejo que ele não está. Quando é que ele chega?
- Ora, meu amigo, que preconceito é esse – diz ele. Você não está vendo que estou fazendo o atendimento. Então? Qual é o problema. E vamos rápido porque a fila está grande!
- Ora, o problema é que meu problema não é corte de samambaia. Estou querendo tratar uma dor no peito, mas o senhor está sentado exatamente onde deveria estar o médico com que vim consultar. O senhor não é médico, pois não?
- Claro que eu não sou médico, mas sou muito amigo do Diretor do hospital, e ele me nomeou para o Departamento de Cardiologia. Sabe como é ... há anos que faço um excelente trabalho no jardim da casa dele, e como estou precisando trabalhar, ele me deu essa oportunidade para mostrar meu talento. Estou fazendo um ótimo trabalho e em breve vou poder conversar com ele sobre minha promoção para a área de Neurocirurgia. Sempre quis ser neurocirurgião, mas não tive oportunidade na vida, você entende né. Mas vamos lá. Dói onde ...?
Você se levanta meio atônito, sai do consultório e chega à rua com a certeza de que a dor no peito passou. O que dói agora é a cabeça. Onde já se viu! O cara pode ser o melhor jardineiro do mundo, mas daí a fazer ponte de safena... vai uma enorme diferença.
A pequena passagem acima serve para ilustrar situações bastante semelhantes, que passam despercebidas da grande maioria de nós, principalmente pelo fator “sempre foi assim ...”. É prática comum, na formação de um governo municipal, a elaboração de uma lista de correligionários que, no momento da luta eleitoral, tiveram um excelente desempenho como cabos eleitorais, apoiadores, multiplicadores, patrocinadores, etc, e que precisam ser recompensados pelo esforço, participando do staff do novo prefeito (governador, presidente da república). Não há necessidade de apresentação de credenciais objetivas, mas apenas a participação ativa no grupo vencedor, para estabelecer a contratação para um cargo de confiança – ou nem tanto – no corpo funcional, exercendo muitas vezes funções estratégicas e fundamentais para o bom andamento da administração pública.
Ora, se numa empresa privada (de qualquer porte) o processo de seleção está cada vez mais rigoroso, com o candidato passando pelo crivo da análise de currículo, entrevista preliminar, dinâmica de grupo, prova escrita, entrevista final para então poder ser contratado ... porque para escolher secretários municipais as coisas são tão mais fáceis? O próprio município, no momento da contratação de funcionários, realiza exames rigorosos para a seleção dos futuros colaboradores, porque os “chefes” passam pela janela?
Dizer que isso é um sinal de autonomia do Estado, que qualquer coisa em contrário seria antidemocrática é ignorar os resultados que essa prática reflete em várias áreas da administração pública, e queremos analisar isso do ponto de vista do Município, que é a nossa casa, o ponto de referência política mais próximo que dispomos, enquanto eleitores e cidadãos.
Cito o caso das Secretarias de Turismo, que no mais das vezes são relegados a um segundo plano, principalmente porque o setor ainda não teve a consideração das lideranças políticas, mesmo em sendo o aquele mais cresce no mundo, proporcionando condições de geração de emprego e renda para todas as classes sociais. Analisando o perfil de diversas prefeituras, vemos que a Secretaria de Turismo está sempre associada a alguma outra atividade ou até nem existe no organograma. Pedem-se verbas para o Turismo, fala-se da necessidade de preparar mão de obra para a atividade, sabe-se que essa é a saída mais rápida e apropriada para as prefeituras de pequenas cidades, mas na hora de “contratar” um gestor, repete-se o modelo que privilegia o descaso. E quando alocado à função, esse gestor dispõe de uma fração de orçamento municipal mínima, de um poder de atuação limitado ou de uma equipe desmotivada, mantida numa sala sem estrutura. É quase como pedir que ninguém faça nada pelo turismo, mantendo apenas as aparências para o caso de aparecer alguma coisa interessante no setor.
Esse, repito, não é um problema localizado, mas sim generalizado. Em maior ou menos escala, com maior ou menor estrutura, com mais ou menos competência dos envolvidos, a situação se repete seja lá para onde estivermos olhando.
O nosso Vale Histórico, esse imenso rincão de 7 mil kilômetros quadrados, com potenciais formidáveis, resquícios de épocas áureas, com quase 600 mil habitantes merece um cuidado maior e uma atenção redobrada. Hoje, apenas a cidade de Aparecida conta com uma visitação anual de 8,5 milhões de pessoas. A região como um todo deve ter uma visitação que ultrapassa, hoje, os 12 milhões de turistas/ano, e esse número deve ultrapassar rapidamente a marca dos 15 milhões até 2010. Em contrapartida, vemos que pouco mais de 8% de nossa população ainda se encontra no campo, tendo em conta o êxodo que vem se agravando ano a ano pela redução de oportunidades. A maioria esmagadora vai se comprimindo em cidades que, pela falta de estrutura, acabam empurrando aqueles que dispõe de ânimo e energia para as áreas com maior PIB, o que acarreta criação de bairros periféricos, falta de estrutura básica e, finalmente, violência urbana.
A par dos esforços feitos pela iniciativa privada, que quer encontrar campo para florescer, desenvolvendo a chamada “indústria do turismo” para a nossa região, é necessário que o poder público municipal esteja atento a isso: valorize a Secretaria de Turismo de seu município em todos os sentidos. Buscar competência técnica, criar infraestrutura, desenvolver o tema de sua cidade e mesmo a marca de seu município são tarefas que o administrador público precisa ter em mente, hoje mais do que nunca, para poder conduzir um processo de crescimento a partir do interesse do mercado para as maravilhas que existem aqui. Turismo não é feito apenas por empresários. Excelência em Turismo é um esforço conjugado para atingir o coração daqueles que, em contato com um produto qualificado, deslocam-se para viver um momento mágico.
Turismo, portanto, começa em casa. Na nossa casa.

Ernesto Elache
Presidente
Nelson Marques
Diretor de Projetos
Sindicato de Hotéis Bares, Restaurantes e Similares de Aparecida e Vale Histórico
SINHORES
16/10/2007

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Desemprego burro ...


08/11/2007
Desemprego burro

Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada ontem, informa que inúmeros setores da economia estão desesperados à procura de mão-de-obra qualificada. Não estamos falando aqui de doutores, mas de qualificações simples.

A burrice ocorre, entre outros motivos, porque se dá mais atenção aos cursos superiores tradicionais, os quais, muitas vezes, são de péssima qualidade e cuja empregabilidade é baixíssima. Isso com estímulo oficial que dá bolsas a alunos mais pobres cursarem faculdades medíocres.

Para reduzir esse problema, bastaria conhecer as vocações econômicas locais e preparar mão-de-obra para elas, acrescentando ensino profissionalizante ao ensino regular. Tudo isso pode ser feito com a ajuda dos recursos de educação à distância. Nada disso é novidade e já temos, no Brasil, vários casos de sucesso.

É muito mais barato um curso superior para tecnólogo do que a graduação normal. Mas muitos jovens não sabem disso na hora de prestar o vestibular.

O melhor que se pode fazer pela inclusão de verdade dos jovens é ampliar a oferta de ensino profissionalizante, transformando as escolas de ensino médio numa porta de saída para o mercado de trabalho.

Abaixo, algumas experiências de ensino profissionalizante que merecem ser acompanhadas.

Restaurantes e bares procuram profissional que tenha habilidade com as mãos
Erika Vieira


Saber fazer escultura em legumes e frutas, essa é a nova habilidade que um profissional precisa ter para trabalhar nos restaurantes e bares da capital brasileira da gastronomia. Ser criativo e jeitoso com as mãos é o principal quesito para os candidatos que desejam ingressar no mercado dos bares e restaurantes paulistanos.

Não é à toa que o curso de Garde Manger está sendo um dos mais requisitados na Escola de Hotelaria, Gastronomia e Turismo João Dória Júnior, pertencente ao Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo. O aluno aprende a criar arranjos para mesas e pratos usando como matéria-prima a própria comida, que pode ser um legume, uma raiz ou uma fruta. Em função da demanda inesperada, o curso precisou passar por uma reformulação e volta a compor a grade curricular da escola somente em 2008.

Outro segmento culinário que tem procurado pessoas especializadas é o de molhos e saladas. “Hoje os donos de restaurantes estão pedindo profissionais que saibam preparar molhos e saladas”, fala Sandra Helena Marques, responsável pelos cursos de gastronomia da escola João Dória Júnior.

Apesar desses dois cursos estarem ganhando bastante destaque, os que mais tem procura ainda são os de cozinha (fazer e montar pratos) e pizzaiolo. “Para os de cozinha estamos tendo que montar uma turma atrás da outra”, diz Sandra. A qualificação dura de 10 a 30 dias, com turmas de 8 a 12 alunos. “Dentro do meu quadro de empregos, de 70 a 80% das vagas é para atender bares e restaurantes”, afirma Fabiana Leite Brandini coordenadora dos cursos da Escola de Hotelaria, Gastronomia e Turismo João Dória Júnior.

Hotéis
Já os hotéis continuam contratando, em maior quantidade, profissionais para atuarem na recepção e na governança (camareiras e limpeza de quarto). “O recepcionista de hoje e do futuro precisa saber pelo menos inglês e espanhol”, diz Fabiana Leite Brandini. Ela também conta que o curso de camareira é o que mais tem procura.

* * *

domingo, 4 de novembro de 2007

Gol inicia venda de passagens do novo vôo ligando o Rio a São José dos Campos


Primeira viagem será feita no dia 21 de novembro; passagem custa a partir de R$ 159
01.11.2007 - 11:52

Gol está iniciando a venda de passagens ligando o Rio de Janeiro a
São José dos Campos, cidade do Vale do Paraíba a cerca de 100 km de São
Paulo. Este é o 59º destino da empresa, e o 21º fora das capitais
brasileiras.
O vôo inaugural está previsto para 21 de novembro.
A freqüência será diária, com saída de São José às 6h40 e chegada
ao Rio às 7h30. No sentido inverso, o vôo partirá do Rio às 22h30, com
chegada à cidade paulista às 23h20. A passagem custa a partir de R$ 159
(só um trecho), sem as taxas.

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O SINHORES Aparecida e Vale Histórico dá os parabéns aos responsáveis pela iniciativa que irá viabilizar também a visitação em maior escala a Aparecida e cidades do circuito religioso do Vale Histórico. Além disso, abre as portas de nossa região para visitantes que, de outra forma, não teriam como se deslocar cá. Ao nosso ver, os próximos passos deveriam ser dados no sentido de viabilizar a descida de aviões fretados no futuro aeroporto de Pindamonhangaba e no Aeroporto Edu Chaves, em Guaratinguetá. Essa são situações que, se criadas adequadamente, irão viabilizar o turismo em nossa região de maneira jamais vista.
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domingo, 28 de outubro de 2007

Menos da metade das prefeituras brasileiras têm site

Diário de Taubaté
26/10/2007 Apenas dois municípios brasileiros não contam com computadores na administração, mas só 48,1% declaram ter um site oficial para a prefeitura. É o que revela a pesquisa "Perfil dos Municípios Brasileiros 2006", feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em todas as cidades do país. Em 2004, o percentual de prefeituras com site não passou de 38,9%. O mapeamento constatou ainda que 61,8% da rede pública municipal de ensino das cidades tem acesso à internet. Inclusão Mais da metade dos municípios brasileiros (52,9%) disseram que desenvolvem política de inclusão digital. Esse plano é desenvolvido, na maior parte, em municípios com maior número de habitantes. Segundo o IBGE, 91,7% das cidades com mais de 500 mil habitantes têm plano de inclusão digital. Questionadas sobre quais medidas implementaram para a inclusão digital, 45,7% das administrações municipais declararam ter feito telecentros e 40,7% disponibilizaram computadores com acesso à internet para uso do público em geral. Na região Sul, 59,4% dos municípios disseram aplicar políticas de inclusão digital. O Sudeste vem em em seguida, com 57,9% das cidades, e o Centro-Oeste tem 52,6% dos municípios com algum tipo de política industrial. Abaixo da média nacional ficaram as cidades das regiões Norte (35,6%) e Nordeste (48,4%).

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Lançado o prato típico dos Romeiros de Aparecida

Foi lançado na terça feira, dia 09, o prato típico dos Romeiros de Aparecida: o Virado de Frango e suas variações de época. O evento ocorreu na Cozinha Escola do SINHORES Aparecida e Vale Histórico, com a presença de autoridades, diretores e cozinheiros de hotéis da cidade, e ainda a imprensa do Vale.
O Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes de Aparecida e Vale Histórico- SINHORES, lança o prato típico de Aparecida, baseado em pesquisa do culinarista João Rural, especialista culinária regional do Vale do Paraíba. Este prato é o Virado de Frango, preparado de três formas diferentes, sendo um do tempo dos tropeiros.
Para o presidente da entidade, Ernesto José Elache “o trabalho de João Rural veio de encontro aos anseios da entidade e seus associados que querem colocar em destaque a gastronomia da região, para milhões de turistas que visitam a cidade. E vamos começar pelo Virado de Frango, com o objetivo de que volte a ser o prato preferido pelos romeiros que nos visitam”

VIRADO

Dentro de sua pesquisa, João Rural, foi atrás de famílias que foram para Aparecida em tropas, até por volta de 1940 e, depois em caminhões, até a década de 60, do século passado. Achou as duas receitas, uma variando um pouco da outra, mas com as mesmas características. O virado de frango usava cheiros verdes, folhas de louro, sal com alho urucum farinha de milho branca. Depois passaram a usar farinha amarela. No final fica meio empapado, mas firme. O virado de tropeiro de frango usava frango caipira em pedaços menores, como a passarinho, cheiros verdes, batatinha cortada em pedacinhos, sal com alho e farinha de mandioca.
Segundo João Rural, “os pratos são realmente pérolas da região e que estavam esquecidos bem debaixo dos pés de todo mundo, mas muitos romeiros ainda vivos lembram com saudades do prato”. Ele afirma que as receitas até aparecem em livros de culinária, com modificações substanciais, ficando longe de como eram feitos pelas antigas e abnegadas cozinheiras. D. Nenê, de Paraibuna diz que “na romaria não podia faltar o virado de frango, que era aguardado por todos até a hora de saboreá-lo”. Afirma que o prato era feito em casa, de madrugada, colocado em uma panela grande , enrolado num pano para a viagem. No caminho, embaixo de algumas árvores, onde tinha uma água, o caminhão parava e todos comiam juntos. As vezes levavam talheres e pratos, mas muitos comiam com as mãos mesmo. “Era um prato abençoado, pois era comido com muita devoção”, afirma ela que, quando era menina, ia todos os anos com a família visitar a santa.
Mais informações
SINHORES – (12) 31051122 - sinhores.aparecida@terra.com.br
JOÃO RURAL (12) 9763-2815 joaorural@bol.com.br

VIRADO DE FRANGO CAIPIRA
• 1 frango caipira
• 1 copo de óleo
• sal com alho
• 1/2 colher de colorau
• cheiro verde picadinho
• água
• farinha de milho branca
Corte o frango em pedaços normais. Retire as gorduras, lave e deixe escorrer, secando bem a água. Coloque o óleo em uma panela e vá fritando os pedaços de frango lentamente. Quando dourar bem e soltar um molho, abra no meio e adicione o sal com alho, o colorau os cheiros verdes e deixe refogar um pouco. Coloque água quente e deixe cozinhar. Quando amolecer, com a carne soltando do osso, vá colocando a farinha de milho e mexendo sempre, até formar um pirão meio seco.

VIRADO DE FRANGO
• 1 frango inteiro
• farinha de milho branca
• cheiro verde
• meio copo de óleo
• uma colher de urucum
• tres folhas de louro
• sal a gosto.
Corte o frango em pedaços. Lave bem e retire a pele e as gorduras . Lave bem retirando a gosma da carne. Numa panela grande e grossa, coloque o óleo e o urucum e frite os pedaços de frango. Quando estiverem bem dourados, abra o meio e adicione o sal com alho, as folhas de louro e uma parte de cheiro verde picadinho. Refogue bem para que os temperos incorporem no molho. Adicione água quente até cobrir. Mexa bem, acerte o sal e deixe cozinhar tampado. Quando o frango estiver bem mole, num ponto quase soltando a carne do osso, coloque mais um pouco de cheiro verde e adicione aos poucos a farinha de milho. Vá mexendo até formar um pirão bem firme. Sirva com arroz com urucum.


VIRADO TROPEIRO DE FRANGO
1 frango
1 kg de batatinha
Farinha de mandioca
Cebolinha
Salsinha
Pimenta do reino
Sal com alho
½ copo de óleo
½ colher de urucum

Corte o frango em pedaços pequenos, como a passarinho. Numa panela grande e grossa, esquente o óleo, coloque o urucum e frite os pedaços de frango. Descasque e corte a batatinha, em pedaços médios e cozinhe com um pouco de sal até amolecer. Quando a carne amolecer, refogue a parte o sal com alho, o cheiro verde e a pimenta. Coloque esse molho e a batatinha cozida no frango e adicione água até cobrir. Quando ferver, retire do fogo. Quando esfriar, adicione a farinha de mandioca, fazendo o virado em ponto de farofa.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Projeto obriga hotéis a oferecer comida para diabético

Projeto obriga hotéis a oferecer comida para diabético


Ag. Câmara de Notícias – 01-10-07


O Projeto de Lei 1471/07, do deputado Gilmar Machado (PT-MG), determina que hotéis e estabelecimentos similares que sirvam refeições ofereçam opção de alimentação adequada para diabéticos. As opções devem abranger refeições, sobremesas e bebidas.

O autor da proposta explicou que a doença, que pode causar inúmeras complicações como cegueira, insuficiência renal e amputações, atinge cerca de 11 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. "É razoável supor que grande quantidade de brasileiros que se hospedam em hotéis e estabelecimentos similares sejam diabéticos e, desse modo, necessitem dispor de uma alimentação adequada para não agravar a sua situação de saúde", argumentou Machado.

Fiscalização - O autor também determinou à vigilância sanitária competente que fiscalize o cumprimento da obrigação e submeta o infrator às punições de advertência, multa ou interdição do estabelecimento.

Tramitação - A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.



Projeto cria cardápio para diabéticos


Jornal Diário Popular (RS) – 04-10-07


O Projeto de Lei 1.471/2007 propõe que hotéis e similares sirvam comida específica para diabéticos. A proposta do deputado Gilmar Machado (PT-MG) está em andamento na Câmara dos Deputados e é justificada por dados do Ministério da Saúde. A doença atinge cerca de 11 milhões de brasileiros e pode causar cegueira, insuficiência renal e amputações.

Os hotéis e similares que ofereçam refeições aos seus hóspedes serão obrigados a servir cardápio diferenciado para os diabéticos, incluindo sobremesas e bebidas. Os estabelecimentos que não cumpram a norma serão multados a partir da fiscalização da Vigilância Sanitária conforme proposta aprovada na Comissão de Seguridade Social e Família na Câmara.

De acordo com o presidente do Sindicato de Bares, Hotéis e Restaurantes de Pelotas (RS), Jorge Curi Hallal, a tendência hoje em dia é servir alimentos lights e diets. Porém, fazer um cardápio específico seria difícil. "Não sei se essa lei teria aplicabilidade. Se uma pessoa com diabetes for a um restaurante ela sabe o que pode ingerir ou não. Não conheço nenhum estabelecimento gastronômico específico para essas pessoas."Entretanto, para Hallal, seria viável incluir nos restaurantes as sobremesas sem açúcar e as bebidas diets, facilmente encontradas.
O que pensa o especialista - O médico José Fernando Quadros de Leon concorda que fazer pratos diferenciados para atender às exigências da ingestão de alimentos por um diabético seria uma medida complicada. "A alimentação varia de um diabético para o outro. Depende do tipo da doença e se a pessoa faz atividades físicas ou não. Um sedentário receberá outro tratamento. Não tem como um restaurante estabelecer o cardápio", adianta. Segundo o médico, o próprio diabético deve ter a consciência do que pode ou não ingerir, assumindo a responsabilidade pela doença em qualquer situação. Pode-se facilmente adequar as calorias pedindo porções menores. O diabético com orientação nutricional correta possui tamanhos de porções adequadas às suas necessidades. As pessoas hipertensas é que teriam maiores problemas. Seria difícil controlar o sal sem saber o quanto foi posto na comida durante seu preparo. O diabético, para ter uma vida saudável, precisa cuidar da alimentação, comendo moderadamente sem abusar de carboidratos e açúcares, praticar atividades físicas e utilizar as injeções de insulina.

Sobre a doença - A doença que atinge parte significativa da população brasileira possui algumas variações. As mais conhecidas são o Diabetes Tipo 1 e o Tipo 2. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o Tipo 1 é caracterizado pela destruição das células beta produtoras de insulina. Os diabéticos precisam de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar. Com o passar do tempo, as altas taxas de glicose acumulada no sangue podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração. O outro tipo tem uma maior relação com a questão hereditária, obesidade e sedentarismo. A SBD estima que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos

Sintomas - Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar: muita sede, vontade de urinar diversas vezes, perda de peso, fome exagerada, visão embaçada, infecções repetidas na pele ou mucosas, machucados que demoram a cicatrizar, fadiga (cansaço inexplicável) e dores nas pernas por causa da má circulação. Em alguns casos não há sintomas (maior incidência no diabetes tipo 2).

Alimentação e mitos - Os alimentos podem aparecer como benéficos ou vilões a cada pesquisa científica divulgada. Com relação ao café, alguns estudos apontam benefícios em relação ao diabetes, doença de Parkinson e Alzheimer. Mas grandes quantidades do produto podem causar irritabilidade, complicar queixas de dor no estômago ou azia e influenciar negativamente na pressão arterial.

Para ajudar na ingestão de alimentos existem diversas linhas com produtos diets e lights. A diferença entre eles é que o light tem menos gordura e alguns podem ter açúcar ou não. Os diets não possuem adição de açúcar, porém, segundo a farmacêutica de um estabelecimento especializado em produtos para diabéticos, Camila Munsberg Carneiro, muitos possuem alto valor calórico, pois são colocados mais carboidratos para dar consistência ao produto. Nessa questão ela ressalta que mesmo que o produto ingerido seja dessas categorias é preciso consumir com moderação. "O ideal é ingerir com poucas calorias e açúcar. O diabético não pode pensar que por ser um alimento diet ele poderá ingerir à vontade. Nosso corpo sempre produzirá açúcar, mas quando ele é ingerido cai mais rápido em nossa corrente sangüínea. As frutas e proteínas têm um processo mais lento", disse.

Um mito bastante difundido é o de que frutas como banana, caqui, manga e uva são contra-indicadas para quem tem diabetes. A nutricionista do Departamento de Nutrição da SBD, Anelena Soccal, informou que na verdade esses exemplares são fontes importantes de nutrientes (potássio, vitamina A) e não precisam ser restritos, mas consumidos em quantidades adequadas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Aparecida achou seu prato típico ...

APARECIDA BUSCA PRATO TÍPICO
O SABOR TÍPICO DOS ROMEIROS ESTÁ RENASCENDO
Aparecida – 03 de outubro de 2007


Os autênticos sabores que os romeiros apreciavam, até a década de 60 do século passado, estão voltando para os restaurantes de Aparecida. O Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes de Aparecida e Vale Histórico (SINHORES), encampou parte da pesquisa do culinarista João Rural, sobre os sabores do Vale do Paraíba, onde ele mostra o Virado de Frango e o Virado de Frango Tropeiro, como os pratos mais apreciados para quem ia visitar a santa no tempo das tropas e dos caminhões de romaria.
O SINHORES vai realizar, na semana da Padroeira, vivências de gastronomia em sua cozinha escola, com o culinarista, para mostrar a cozinheiros e empresários da cidade a história, a receita do prato, como os antigos faziam e as alternativas de receita, para que este prato seja servido nos restaurantes da cidade. As demonstrações das receitas serão realizadas na terça-feira, dia 9, somente para convidados, na cozinha escola do SINHORES, em Aparecida. No mesmo dia a entidade vai colocar em seu site (www.sinhoresaparecida.com.br) o histórico do prato e as receitas para que todos possam reviver este sabor que está intimamente ligado às histórias das famílias que visitavam a cidade nos séculos passados. Para o presidente da entidade, Ernesto José Elache “o trabalho de João Rural veio de encontro aos anseios da entidade e seus associados que querem colocar em destaque a gastronomia da região, para milhões de turistas que visitam a cidade. E vamos começar pelo Virado de Frango, com o objetivo de que volte a ser o prato preferido pelos romeiros que nos visitam”

Virado
Dentro de sua pesquisa, João Rural, foi atrás de famílias que foram para Aparecida em tropas, até por volta de 1940 e, depois em caminhões, até a década de 60, do século passado. Achou as duas receitas, uma variando um pouco da outra, mas com as mesmas características. O virado de frango usava cheiros verdes, folhas de louro, sal com alho urucum farinha de milho branca. Depois passaram a usar farinha amarela. No final fica meio empapado, mas firme. O virado de tropeiro de frango usava frango caipira em pedaços menores, como a passarinho, cheiros verdes, batatinha cortada em pedacinhos, sal com alho e farinha de mandioca. Mas as duas receitas tem o famoso “pulo do gato”,que dá um toque especial ao prato e que vai ser revelado somente no dia.
Segundo João Rural, “os pratos são realmente pérolas da região e que estavam esquecidos bem debaixo dos pés de todo mundo, mas muitos romeiros ainda vivos lembram com saudades do prato”. Ele afirma que as receitas até aparecem em livros de culinária, com modificações substanciais, ficando longe de como eram feitos pelas antigas e abnegadas cozinheiras. D. Nenê, de Paraibuna diz que “na romaria não podia faltar o virado de frango, que era aguardado por todos até a hora de saboreá-lo”. Afirma que o prato era feito em casa, de madrugada, colocado em uma panela grande , enrolado num pano para a viagem. No caminho, embaixo de algumas árvores, onde tinha uma água, o caminhão parava e todos comiam juntos. Às vezes levavam talheres e pratos, mas muitos comiam com as mãos mesmo. “Era um prato abençoado, pois era comido com muita devoção”, afirma ela que, quando era menina, ia todos os anos visitar a santa.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Santos é o segundo município paulista a ter restaurante-escola


Renato Brandão
Da Agência Brasil



São Paulo - Recém-restaurada pela prefeitura de Santos (SP), a Estação do Valongo - antiga estação ferroviária da linha Santos-Jundiaí - receberá uma unidade de restaurante-escola, fruto de um convênio assinado hoje (20) pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa.

A unidade vai oferecer cursos sobre hospedagem e alimentação. Em entrevista à Agência Brasil, Marta disse o Ministério do Turismo fornecerá verbas no valor de R$ 730 mil para comprar equipamentos e capacitar jovens carentes com idade entre 15 e 24 anos. Parte dos recursos serão destinados à instalação de uma cozinha industrial para a capacitação dos alunos.

Segundo a ministra, para que o governo federal repassasse a verba para a montagem de restaurantes-escola, é necessário que o local oferecido ao investimento seja público.

Com o repasse das verbas, que variam de R$ 700 mil a R$1,2 milhão, as prefeituras devem recuperar os locais e garantir o funcionamento do projeto por um ano. A partir de então, o município banca com recursos próprios o empreendimento até que ele possa ser auto-sustentável.

Santos é o segundo município paulista - de um total de 12 no estado - a receber um restaurante-escola. Campos do Jordão, no Vale do Paraíba, foi a primeira cidade a ter uma unidade.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A importância da acessibilidade no turismo

A importância da acessibilidade no turismo
(por Ricardo Caro *)


Artigo publicado no Jornal O Estado de São Paulo – Cad. Viagem – 18-09-07



Nova York, cidade de imponentes prédios como o Empire State. Ali perto, com enorme felicidade estampada no rosto, um humilde garoto acompanha a inauguração de outro megaedifício no centro na cidade . Intrigado com a euforia do menino, um homem aproxima-se e questiona tamanha felicidade. "Fui um dos responsáveis por construir este prédio. Há dois anos havia aqui um comitê de pessoas importantes. Uma banda de música se exibia enquanto um locutor pedia contribuições para erguer este prédio. Então, fui em casa, abri meu cofrinho e trouxe minhas moedas. Assim, ajudei a construir este enorme edifício."

Como o garoto da história, que tinha plena convicção da importância de sua participação na construção do prédio, eu acredito que posso colaborar para realizar um sonho de pessoas anônimas, com deficiências físicas. Empresário há mais de vinte anos no segmento turístico, vislumbro proporcionar atendimento especial a grupos de deficientes auditivos, visuais e cadeirantes.

Assim como existem serviços turísticos especializados para os públicos de terceira idade e GLS, quero ver atendidas as pessoas com necessidades especiais num passeio turístico ao exterior.
De acordo com os últimos dados do IBGE, cerca de 25 milhões de brasileiros, ou 14,5% da população, possuem algum tipo de deficiência. Desse universo, apenas 4% têm acesso aos serviços especiais, o que mostra que a grande maioria sofre com a exclusão social. Unir esforços é a única maneira de acabarmos com essa difícil condição.

Mas é preciso também que o governo brasileiro faça a sua parte, promovendo políticas públicas voltadas exclusivamente à acessibilidade. O sucesso de nossos atletas do Parapan, realizado no Rio no mês passado, prova o poder de superação dos portadores de necessidades especiais. Eles, no entanto, não são os únicos vencedores. Diariamente, temos "medalhistas" superando muitas dificuldades cotidianas, que poderiam desaparecer com a adoção de medidas simples.

Eu já levei diversos grupos de empresários a negócios ao redor do mundo, mas nunca presenciei um grupo de portadores de necessidades especiais visitando pontos turísticos em outros países. Imagino a felicidade dessa turma visitando o Museu do Louvre e a Catedral de Notre Dame, em Paris, ou ainda a Estátua da Liberdade, em Nova York.

Tenho esse sonho e ainda não o realizei porque acreditava ser um "sonho impossível". Agora, vivo outra realidade. Ao lançar a Casatur, um shopping inédito de turismo, faço o convite e convoco empresas e empresários do trade. Meu empreendimento vai reunir os principais serviços para os consumidores - passagens, pacotes, hospedagem e locação de veículos, além de postos de documentação (como passaporte e vacinas) e casas de câmbio.

Ofereço espaço gratuito por seis meses a quem se dispuser, de fato, a atender esse público tão esquecido ou ignorado, e que sofre com a carência da acessibilidade nos destinos e atrações turísticas. Se puder proporcionar pacotes gratuitos para os mais necessitados, ainda melhor. Estou otimista e me sinto como aquele menino que, com suas moedinhas, ajudou a construir um sonho . (* Ricardo Caro Sócio-diretor da Casatur e da Regina Caro Personal Traveller)

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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Visanet vai atuar no ramo de saúde

Visanet vai atuar no ramo de saúde
| 17.09.2007 | 17h32
Cartões de planos de saúde serão processados pelos terminais da empresa para autorizar procedimentos médico-hospitalares EXAME
Por Eduardo Salgado e Giuliana Napolitano

EXAME A Visanet, empresa que credencia estabelecimentos comerciais e processa as transações dos cartões de crédito e débito da bandeira Visa, vai anunciar nos próximos dias a entrada no ramo de saúde. A companhia cuidará da operação de cartões de planos de saúde. A idéia é que os terminais (chamados de POS) da Visanet instalados em hospitais, laboratórios e clínicas especializadas possam ser utilizados também pelos cartões dos planos de saúde, para autorizar cirurgias, consultas, exames e outros procedimentos médico-hospitalares.

Para atuar nesse mercado, a Visanet comprou recentemente duas empresas de médio porte que operam no setor, a Dativa e a Polimed. Espera-se que, nos próximos meses, a companhia também passe a operar os cartões das seguradoras dos três bancos que são seus sócios – ABN Amro, Banco do Brasil e Bradesco.

Os sócios estudam ainda abrir o capital da Visanet, seguindo os passos do bem sucedido IPO da Redecard (RDCD3), empresa que faz o mesmo que a Visanet, mas para a bandeira Mastercard. Na maior oferta inicial de ações da história da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Redecard captou 4 bilhões de reais – e a procura pelos papéis da empresa superou a oferta em 12 vezes. O desempenho das ações no mercado foi positivo: apenas em 13 de julho, dia da estréia no pregão, a valorização foi de 24%. Até esta segunda-feira, 14 de setembro, a alta foi de 10% – enquanto o Índice Bovespa caiu 5%.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cursos serão definidos no fim do ano

Reunião com prefeitos aponta necessidade de qualificação em hotelaria e turismo no Fundo do Vale

Luciana Mendes
Guaratinguetá


A Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado deve concluir até o final do ano o levantamento que apontará a necessidade de mão-de-obra qualificada nas cidades do Vale do Paraíba. A pesquisa faz parte do projeto 'Caravana do Trabalho'.

Ontem, o secretário do Emprego, Guilherme Afif Domingos, se reuniu com 17 prefeitos do Fundo do Vale, em Guaratinguetá, juntamente com técnicos da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), para a busca de informações sobre a empregabilidade e a necessidade de mão-de-obra.

No Fundo do Vale, onde está crescendo o turismo religioso, as necessidades apontadas pelos prefeitos são profissionais que tenham qualificação na área de hotelaria e turismo e de prestação de serviços.

Aparecida, Guaratinguetá e Cachoeira Paulista apontaram a necessidade de profissionais qualificados na área de turismo e de hotelaria.

Os municípios menores que integram o Vale Histórico, com economia baseada na agricultura e pecuária, também pretendem investir no turismo como fonte de renda.

Segundo o prefeito de Guará, Júnior Filippo (DEM), o estudo sobre a necessidade de qualificação vai ser útil para otimizar os recursos disponíveis e oferecer mais chances de ingresso no mercado de trabalho.

"A nossa cidade está se preparando para melhorar sua infra-estrutura de turismo e com certeza necessitaremos de mão-de-obra qualificada nesta área", afirmou.

O prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues (DEM), também acredita que a principal vocação do Fundo do Vale é o turismo religioso em Aparecida, Guará e Cachoeira e o turismo histórico nas cidades como Bananal, São José do Barreiro e Silveiras.

PROJETO - O projeto Caravana do Trabalho está percorrendo regiões do Estado para envolver os 645 municípios em uma jornada pela qualificação profissional.

Hoje, a caravana será realizada em São José dos Campos, onde o secretário se reúne com os 22 prefeitos da região de São José dos Campos e do Litoral Norte.

De acordo com a secretaria, após a elaboração do estudo, a Fundação Seade apontará a situação ocupacional e as tendências do mercado de trabalho para o futuro. A pesquisa apontará também os diferentes setores e os tipos de profissionais necessários em cada localidade.

CURSOS - Após a conclusão do estudo, o Centro Paula Souza será o aplicador e o certificador oficial dos cursos de qualificação que forem apontados como necessários. Nas cidades onde não houver escolas técnicas, outras entidades poderão aplicar os cursos, desde que passem pela aprovação do Centro Paula Souza.

Segundo Afif Domingos, a Fundação Padre Anchieta foi escolhida para preparar todo o material que será utilizado pelos alunos durante os cursos.

"Para que o projeto tenha sucesso, é preciso o envolvimento de todos os prefeitos, porque são eles que apontam as necessidades. Vamos concluir o estudo até o final deste ano e em 2008 partimos para a realização dos cursos", afirmou Afif Domingos.

Para medir os resultados do estudo, a Fundap (Fundação do Desenvolvimento Administrativo Público) fará a avaliação de todo o processo que inclui o resultado do diagnóstico, a implantação dos cursos e o aproveitamento dos trabalhadores no mercado de trabalho.

Governo promove hoje e amanhã encontros com prefeitos para levantar as carências de qualificação profissional

Estado traça diagnóstico do emprego na região
Luciana Mendes
Guaratinguetá

O secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, se reúne hoje em Guaratinguetá e amanhã em São José dos Campos com prefeitos da região. O objetivo dos encontros é elaborar um relatório sobre a necessidade de mão-de-obra qualificada no Vale do Paraíba.

O projeto 'Caravana do Trabalho' está percorrendo várias regiões do Estado convocando todos os prefeitos para tentar traçar um raio-x das carências de qualificação nos 645 municípios de São Paulo.

O encontro de Afif Domingos com os 17 prefeitos da região do Fundo do Vale será realizado hoje, das 9h às 12h, no Hotel Clube dos 500, no km 60 da via Dutra, em Guaratinguetá.

Já a reunião com os 22 prefeitos da região de São José dos Campos e do Litoral Norte será realizada amanhã das 14h às 17h no Hotel Aquarius, na rua David Barrilli, no Jardim Aquarius.

Durante os encontros nas duas cidades, Afif Domingos, juntamente com técnicos da Fundação Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), buscarão informações sobre a empregabilidade e a necessidade de mão-de-obra qualificada nos municípios.

De acordo com a Secretaria de Relações do Trabalho, após uma pesquisa, a Fundação Seade apontará a situação ocupacional e as tendências do mercado de trabalho para o futuro.

A pesquisa apontará também os diferentes setores e os tipos de profissionais necessários em cada localidade.

CURSOS - Segundo Afif Domingos, com os dados em mãos, a Secretaria do Emprego poderá aplicar cursos de qualificação profissional de acordo com as necessidades locais para otimizar os recursos disponíveis para qualificação do trabalhador, garantindo a ele mais chances de ingressar no mercado de trabalho.

O objetivo da Caravana do Trabalho é possibilitar a coleta de dados para a elaboração do diagnóstico do emprego no Estado, por meio de informações passadas pelos próprios prefeitos.

O evento deverá ser iniciado com uma explicação do secretário sobre as diretrizes do projeto e em seguida os prefeitos recebem um questionário elaborado pela Fundação Seade que será respondido e devolvido em um prazo de 15 dias.

RESULTADO - O cruzamento das informações vai gerar o diagnóstico do emprego em cada município, segundo a secretaria.

Após a conclusão da pesquisa que apontará as necessidades dos municípios, o Centro Paula Souza, com 136 escolas técnicas e 33 Fatecs, distribuídas em 115 cidades do Estado, oferecerá os cursos de qualificação.

Nas cidades onde não houver escolas técnicas, outras entidades poderão aplicar os cursos, desde que passem pela aprovação do Centro Paula Souza.