quarta-feira, 7 de maio de 2008

Guaratinguetá é destaque socioeconômico entre 300 municípios do Brasil


Guaratinguetá é destaque socioeconômico entre 300 municípios do Brasil

A Assessoria Especial de Indústria e Comércio da Prefeitura informa que Guaratinguetá ocupa posição de destaque no levantamento socioeconômico dos 300 melhores municípios do país, publicado pela Gazeta Mercantil no “Atlas do Mercado Brasileiro”. Nosso município figura como a 90ª melhor economia do país, 24ª do Estado e 2ª melhor do Vale do Paraíba.
O levantamento é um trabalho realizado pela Consultoria Florenzano Marketing, com a mais aprofundada metodologia de pesquisa e de critérios que apontam os investimentos divididos por setores de atividade econômica e os principais indicadores socioeconômicos de cada estado brasileiro.
O Ranking é baseado em indicadores do ano de 2007, atribuindo pesos e ponderação da renda da população, PIB do município, aspectos financeiros, geração de novos negócios e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
O prefeito Junior Filippo credita essa conquista do município à dinâmica desenvolvida desde o início de seu governo. “Fico muito feliz em saber que estamos colocando nossa cidade no caminho do desenvolvimento. Nosso compromisso sempre foi de termos uma economia sustentável, através da geração de emprego e renda. Cada investimento conquistado gera mais empregos, melhorando a renda dos trabalhadores e, consequentemente, o consumo. Essa é uma tendência crescente e a cidade só tem a ganhar nos aspectos econômico e social”, comemora o prefeito.
O assessor Rubens Fernandes salienta que o trabalho realizado pela Assessoria de Indústria e Comércio e a implantação do Programa de Expansão Industrial, Comercial e de Prestadores de Serviço, tem sido fundamental para o crescimento e desenvolvimento econômico da cidade. “Estar à frente deste projeto e auxiliar na realização do Plano de Governo do prefeito Junior Filippo sempre foi a nossa meta”, enfatiza Rubinho.
O assessor destaca ainda que o Atlas do Mercado Brasileiro – com fotos, gráficos e tabelas – particulariza os hábitos de consumo da população dos municípios pesquisados, trazendo informações dos valores e preços como renda das famílias, dados bancários, bens de consumo, materiais de construção, aquisição e reforma de imóveis, veículos, cultura, serviços de saúde, turismo, entre outros.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Medidas da Anac podem enfraquecer turismo doméstico


Medidas da Anac podem enfraquecer turismo doméstico

Diário do Turismo

A nova regra que permite descontos progressivos de até 80 % nos vôos para América Latina está preocupando o trade. Para Eduardo Nascimento, presidente do Sindetur-SP, esta medida e o crescimento de 53% do turismo emissivo poderão enfraquecer o turismo interno. "Não sou contra o fato das pessoas viajarem ao exterior, mas se não tivermos medidas mais eficazes de incentivo para estimular o turismo doméstico, as pessoas certamente vão preferir ir para Buenos Aires pagando preços irrisórios por menos de US$ 100", enfatizou.

Segundo o dirigente, nem mesmo os programas de incentivo do governo destinados ao público da Terceira Idade e mais recentemente aos estudantes são suficientes para equilibrar a balança comercial entre o turismo emissivo e o receptivo. Nascimento informou que o governo já recebeu um documento assinado por várias entidades alertando sobre o problema, mas até agora não se posicionou. "O pior de tudo é que esta política tarifária da Anac deve se estender para os Estados Unidos e Europa prejudicando grande parte dos setores que trabalham apenas com o turismo doméstico", frisou o presidente da entidade.

Cachaça quer ampliar exportação


Cachaça quer ampliar exportação

Jornal do Comércio (RS) – Cad. Economia

Com menos de 1% de sua produção anual de 1,3 bilhão de litros voltada para o mercado externo, a indústria brasileira de cachaça trabalha para ganhar espaço no mercado internacional. A meta é fazer com que os embarques representem 10% do total fabricado no País. Para chegar lá, o setor tem um longo caminho a percorrer, passando pela busca de reconhecimento de denominações de origem do produto nos Estados Unidos e na União Européia, além de um trabalho de divulgação da bebida e das formas de preparar a caipirinha. Na liderança desse processo, a presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) e diretora da Engarrafamento Pitú, Maria das Vitórias Cavalcanti, afirma que o exemplo a ser seguido é o da tequila, que virou febre internacional nos anos 1990 depois de passar por um agressivo trabalho promocional desenvolvido pelo governo mexicano e iniciativa privada.

Jornal do Comércio - A indústria da cachaça exporta hoje menos de 1% do que produz. O que é preciso fazer para chegar à meta de 10%?

Maria das Vitórias Cavalcanti - Um por cento é pouco quando você pensa proporcionalmente. Mas, na verdade, são 11 milhões de litros. Não é tão pouco se pensarmos que o México exporta 60% da produção de Tequila, o que representa 120 milhões de litros. A minha empresa sozinha é responsável por 37% dessas exportações. É um número pequeno. Mas a produção nacional é muito grande: 1,3 bilhão de litros. O que precisamos é fazer um trabalho de divulgação. Quanto mais marcas, mais o produto será conhecido. O grande problema é que o produto não é conhecido e que não existe a categoria cachaça (no mercado internacional). No México foi feito um mutirão do governo com a iniciativa privada para ensinar sobre a tequila. Mas a ação teve um suporte financeiro que o setor de cachaça ainda não tem condições

de arcar.

JC - A tequila é o exemplo a seguir?

Maria - Para a cachaça o caminho que eles trilharam é o grande exemplo. Por que isso? Existem muitas coincidências. Era um produto de baixo valor agregado, produzido para as massas. Era um produto de grande volume e de baixo preço. O que aconteceu? As pessoas resolveram modificar isso. A grande diferença é que o volume deles, por maior que seja, 210 milhões de litros, não chega a um quinto do nosso.

JC - O que o setor está fazendo para promover o produto no mercado externo?

Maria - A gente está trabalhando com o TTB (Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau, órgão do governo norte-americano responsável pela normatização da importação de derivados de fumo e de produtos alcoólicos), que atualmente classifica a cachaça como um tipo de rum. Eu fui a reuniões duas vezes. Na primeira, pedi a eles que não chamassem a gente de rum, que a gente era cachaça. Eles disseram: "No seu País, a cachaça é reconhecida como produto típico?". Não era. Aí voltamos para o Brasil e fizemos o dever de casa. Conseguimos que o presidente Fernando Henrique fizesse o decreto nesse sentido. Como eu poderia pedir para reconhecer se aqui não era reconhecido? Por isso criamos o Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça).

JC - Nos EUA e na UE o Ibrac busca o reconhecimento da denominação de origem para que apenas aguardentes de cana brasileiras possam utilizar o nome cachaça. É possível obter tal certificação para todo o Brasil, mesmo com a diversidade cultural e geográfica do País?

Maria - É possível. A gente vai tentar provar a importância que a cachaça tem para a cultura e a história do Brasil. Os EUA são um mercado muito forte. A definição do TTB sobre isso vai sair antes da União Européia. Se a gente conseguir, nos EUA, ser um produto típico do Brasil, já teremos caminhado 50% para chegar à Europa.

Ceará quer investir em "pousadas de charme"


Ceará quer investir em "pousadas de charme"

Agencia Folha no CE


No lugar dos grandes resorts, pequenos hotéis destinados ao turista que quer conforto e que pode pagar caro por isso. Essa é nova estratégia de investimentos turísticos do Ceará, com a construção das chamadas "boutique hotels" ou "pousadas de charme". Por enquanto, só há uma dessas "boutique hotels" construída no Ceará, na praia de Flecheiras, em Trairi (a 120 km de Fortaleza). Para construir outras, o governo do Estado anunciou, na semana passada, uma linha de crédito de R$ 100 milhões, em que inclui descontos e abatimentos na amortização das dívidas dos interessados. A idéia de investir em pequenos hotéis de luxo difere bastante do que tem acontecido no Nordeste, onde a prioridade são os grandes resorts.

No Ceará mesmo, até o ano passado, o discurso de investimentos turísticos também era esse. Mas decisões judiciais, a partir de ações do Ministério Público Federal, têm emperrado a maioria dos grandes empreendimentos. São ao menos cinco resorts pelo litoral cearense que estão parados, seja por infrações contra o meio ambiente, seja por disputas em terras indígenas.

"Limite" - "Entendemos que os resorts são necessários, mas há um limite", disse o secretário de Turismo do Ceará, Bismark Maia. "O turista que sai lá dos Jardins [bairro de classe alta e média alta em São Paulo] quer ambientes mais personalizados, quer ter a chance de conviver com os habitantes locais, ao mesmo tempo que tem todo o conforto de casa. Isso é muito mais charmoso." A estratégia do incentivo às "boutique hotels" visa atrair os turistas mais ricos e que gastam mais, mas, segundo o governo cearense, também espera-se que tenha o efeito de afastar os que procuram só o turismo sexual, grande parte dos estrangeiros que chegam a Fortaleza. "Queremos fazer do Ceará um lugar charmoso e, com essa requalificação, não haverá mais espaço para o turismo sexual, que só deprecia nosso destino", disse o secretário Maia. Como as butiques de roupas e acessórios, a "boutique hotel" ou "pousada de charme" é um tipo de hospedagem de luxo e para poucos. Para ganhar esse título, o lugar tem de manter aspectos como o artesanato local, mas acrescentando equipamentos sofisticados, como sauna, piscinas individuais, massagistas, culinária internacional e atendimento personalizado. "Tem de chamar o hóspede pelo nome, o que é impraticável num ambiente com cem, 200 quartos", disse Erich Steffen, 61, dono da única "boutique hotel" cearense. O turista que é alvo dessa nova estratégia do governo cearense está longe do perfil médio dos que visitam o Estado. Segundo um levantamento feito pela Secretaria de Turismo, entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano, período de alta estação, um turista hospedado em hotéis ou pousadas gastou entre R$ 136,06 e R$ 182,14 por dia, em média. Já entre os que não ficaram em hospedagens formais, mas na casa de amigos ou em residências alugadas, o valor médio diário ficou entre R$ 71,52 e R$ 85,15. Para esse levantamento, foram entrevistados 4.064 turistas, 873 deles estrangeiros.

UniverCidade e Fundação Cesgranrio realizam pesquisa sobre impactos do turismo

Mercado & Eventos


A Escola de Turismo e Hotelaria da UniverCidade e a Fundação Cesgranrio, com o apoio da Planet Work, realizaram de 18 a 26 de abril uma pesquisa com 1.500 cariocas para avaliar o conhecimento dos mesmos sobre o potencial turístico do Rio, seus hábitos de consumo turístico e seus anseios de viagem.

Dos entrevistados, 58% eram do sexo feminino e 42% masculino. Onde 35% moram na Zona Norte, 40% Zona Sul e 25% Zona Oeste. Entre o grau de instrução, 30% possuem o Ensino Fundamental, 45% o Ensino Médio e 25% Ensino Superior. No quesito "Conhecimento do potencial Turístico da Cidade", 50% não conhece o Pão de Açúcar, 40% não conhece o Corcovado, 30% não conhece o Jardim Botânico, 25% não conhece a Passarela do Samba, 80% conhece as praias do Rio, 75% conhece a Quinta da Boa Vista, 60% conhece a Floresta da Tijuca, e 45% conhece o Maracanã.

Em relação ao hábito de viajar, 65% já viajou e 35% nunca viajou, onde os locais visitados foram 50% outros municípios do estado, 20% outros estados do Brasil e 20% outros países. Já em relação ao sonho de consumo, 45% fazer um cruzeiro, 30% viajar para os EUA, 20% viajar para a Europa e 5% viajar para a Argentina. A pesquisa foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade (Ipetur), contou com o apoio de 30 alunos dos cursos de Turismo e Hotelaria e foi coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner. A pesquisa faz parte do projeto Rio Nota Dez, criado pela UniverCidade e a Prefeitura do Rio, através da Secretaria de Turismo, para identificar características de consumo turístico do carioca, pontos positivos e negativos do Rio e sugestões para o seu aprimoramento.

Tráfego aéreo global continua diminuindo


- IATA anuncia relatório sobre desaquecimento no setor

Brasilturis Jornal

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, em inglês) anunciou hoje, dia 2, os dados do tráfego internacional do mês de março. Comparando com o mesmo mês do ano passado, a demanda de passageiros aumentou 5,8% e a ocupação em cerca de 77,7%. O tráfego de carga cresceu 3,2%.

No entanto, o crescimento no número de passageiros no mês de março foi distorcido pelo feriado de páscoa. Desconsiderando a distorção, o crescimento real foi de 4%. A diminuição no crescimento da demanda continua a ser sentida pela indústria. Ela começou em dezembro de 2007, quando as companhias aéreas começaram a sentir a crise do crédito nos Estados Unidos.

A ocupação internacional nos vôos também apresenta dados distorcidos. Se descontarmos a páscoa, a ocupação será de 76,1%. Embora inda esteja alta, ela está 1,7% mais baixa que o mesmo mês no ano passado. As previsões para o outono no hemisfério norte (em meados de setembro) são de diminuição na demanda de passageiros acontecendo antes que as companhias aéreas possam diminuir sua capacidade. "O tráfego e ocupação só contam parte da história. Os preços dos combustíveis estão astronômicos e o crescimento econômico do mundo está diminuindo. A sorte da indústria deu uma enorme virada para pior", disse o diretor geral da IATA, Giovanni Bisignani. Na América Latina, o trânsito de passageiros continua a se recuperar, ajudado pela melhoras econômicas da região. Os números apontam crescimento de 19,7%, bem melhor que o crescimento de 0,5% registrado ano passado. "Na face das mudanças dramáticas na economia global, a consolidação é crítica. A proposta de fusão dos Estados Unidos é boa notícia, mas não farão sentido se forem só domésticas. Esta é uma indústria global que precisa ser gerida como um negócio global", concluiu

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Eventos movimentam a Praça XV, no RJ


Festival gastronômico e Mercado Cultural prometem atrair visitantes ao Centro Histórico

Ascom SindRio

Dois eventos prometem movimentar a Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, a partir deste mês. Para revitalizar o local e transformá-lo em um novo ponto de efervescência turística e cultural da cidade, os empresários do Pólo Histórico, Cultural e Gastronômico da Praça XV, com apoio do Sebrae/RJ, SindRio, Senac-Rio, Associação Comercial do Rio de Janeiro e da Prefeitura, estão lançando o primeiro festival gastronômico da região e preparam-se para colocar na rua o Mercado Cultural, uma feira de artesanato, moda e cultura, que acontecerá mensalmente. Integrando as comemorações pelo bicentenário da Corte no Brasil, o Giro Gourmet Comendo Como um Rei vai ocupar, até 18 de abril, dez restaurantes da Praça XV, que foi o primeiro quintal da Família Real Portuguesa no país. O lançamento do evento aconteceu na última sexta-feira, na Brasserie Rosário, e reuniu autoridades, como o subsecretário municipal de turismo Paulo Bastos, o presidente do SindRio Alexandre Sampaio, o economista Carlos Lessa e o consultor do Sebrae/RJ, Luiz Nogueira. A proposta do festival, que reúne os restaurantes 1881, Albamar, Al Farabi, Al Khayam, Antigamente, Brasserie Rosário, Bon Profit, Cais do Oriente, Casual Retrô e Mercado 32, é oferecer menus exclusivos, fazendo com que os visitantes sintam-se verdadeiros integrantes da realeza.

No sábado, 12 de abril, o Pólo Praça XV dará início ao Mercado Cultural. A feira vai ocupar a histórica Rua do Mercado, todo segundo sábado do mês, com mais de 100 expositores, oficinas artísticas, shows, peças de teatro, rodas de poesia e chorinho, cinema ao ar livre e um roteiro guiado pelos principais pontos turísticos e históricos da região. No primeiro sábado, o Mercado Cultural vai reunir atrações, como Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus; roda de samba e chorinho com Cordão do Boitatá e Flor do Chorume; a peça teatral Gambiarra (com Raquel Aguillera, do Grupo As Três Marias) e uma oficina de espumantes, no novíssimo restaurante 1881. No Cinema na Praça serão exibidos, às 18h, o filme Policarpo Quaresma, Herói do Brasil e curtas sobre a história nacional.

Confira as programações completas:

Mercado Cultural http://mercadocultural2008.blogspot.com/

Comendo como um Rei http://comendocomoumrei.blogspot.com/

Indústria do turismo começa a sofrer impacto da epidemia


Gazeta Mercantil - Editoria Nacional

Os efeitos da dengue na economia começam a aparecer nas estatísticas. O total de reservas em hotéis do Rio está 20% menor do que o esperado para o próximo feriado, dia de Tiradentes. No emprego, o número de trabalhadores infectados pela doença é comparável, em média, a um segmento inteiro da indústria fluminense.

A Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) revelou que as reservas feitas até esta semana indicam uma ocupação de 45% nos hotéis da cidade para o final de semana do dia 21 de abril. "Esse percentual estaria hoje, em condições normais, de 52% a 55%", afirmou o presidente da entidade, Alfredo Lopes. O que preocupa representantes de hotéis como Windsor e Sheraton é que esse quadro tende a se agravar, apesar de as filas nos hospitais terem diminuído nos últimos dias – com a chegada de mais médicos e, finalmente, investimentos das autoridades. É que o contágio da doença no turismo é tardio.

"Estamos preocupados mesmo é com o que pode acontecer nos próximos meses porque a imagem da cidade vai sendo afetada aos poucos no exterior e nos outros estados", teme o gerente-geral do Hotel Windsor da Barra da Tijuca, Marcelo Bezerra. A Barra é dos bairros mais picados pelo mosquito. Dois eventos de grandes empresas foram cancelados no estabelecimento, transferidos deste mês para uma data ainda não definida. O hotel já havia perdido um seminário do laboratório Merck, como foi noticiado. O valor do cancelamento não é revelado, mas outros funcionários do Windsor Barra contam que um evento costuma render até R$ 2 milhões. O prejuízo pode ter sido de até R$ 6 milhões, portanto. Valores mais conservadores apontam para uma perda de R$ 4 milhões. A dengue, na verdade, já mudou a rotina dos hotéis, que estão precisando contratar empresas de dedetização para espantar os mosquitos. "O hotel está cheio, mas estamos suando a camisa para mostrar para os turistas que o mosquito não entra aqui", diz o recepcionista do Sheraton Barra, Leonardo Domingues. Até repelente o Sheraton oferece aos hóspedes. No Windsor, o gasto semanal com a contratação do serviço particular de fumacê chega a R$ 750. Nada para uma rede com faturamento de bilhões. Procurada por Sidney Linhares, diretor de operação da agência de turismo Del Bianco, que trabalha apenas com a venda de pacotes no exterior, o órgão informou que o problema da dengue era para ser resolvido pelas autoridades da saúde. "Procurei a RioTur e me disseram que a dengue não tinha nada a ver com o turismo e que só a secretaria de Saúde poderia resolver", reclamou Linhares. "Isso é um absurdo porque estamos sofrendo com a epidemia. Cinco pacotes foram cancelados nas duas últimas semanas e já recebi consultas sobre a situação da epidemia de países como Israel e Austrália.

A cegueira, no entanto, parece ser apenas das autoridades brasileiras. Até agora, ministérios das Relações Exteriores e embaixadas de países como Estados Unidos, França, Portugal, Uruguai, França e Itália já emitiram comunicados de alerta sobre a doença.

Presidente da Brazilian Incoming Travel Organization (Bito), Roberto Dultra confirma que o número de pedidos de informações sobre a doença está aumentando: "As agências dos Estados Unidos e da Europa estão interessadas na doença. Eles querem tomar as medidas preventivas. Ainda não decidimos, mas talvez venhamos a interpelar as autoridades".

Na avaliação de Alexandre Sampaio, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, tudo indica que o mês de abril será ruim. "Os números de março não foram afetados, não tivemos perdas, mas os cancelamentos internacionais estão acontecendo. Temos que intensificar o combate ao vetor e evitar outra epidemia em 2009."

Hóspede do Royalty Hotel, Evanice Cibulskis só veio para o Brasil porque não sabia da dengue. Brasileira residente nos Estados Unidos, ela passou primeiro por São Paulo antes de chegar ao Rio, e foi alertada sobre a dengue pelos paulistas. "Eles tentaram me convencer a não vir para o Rio, mas eu queria visitar minha família e não estava acreditando muito. Vi que não era estardalhaço da mídia quando encontrei minha sobrinha com dengue, muito mal no hospital", disse. "Não houve tempo para mudar de planos, mas eu teria adiado essa viagem se soubesse", completou. Os hotéis relatam que as embaixadas dos Estados Unidos, de Portugal e Espanha estão recomendando que as pessoas não venham para o Rio. Por causa do medo de a notícia se espalhar, os profissionais do setor tentam disfarçar o impacto da dengue.

Projeto de Competitividade dos Convention & Visitors Bureaux: uma revolução em curso

Projeto de Competitividade dos Convention & Visitors Bureaux: uma revolução em curso (por João Luis dos Santos Moreira)

Artigo publicado no site Turismo Opinião

O desenvolvimento do Projeto Competitividade dos CVBx, resultado de um convênio com o Ministério do Turismo, sinalizou bem mais do que um simples upgrade no curto e médio prazo. Uma verdadeira revolução está a caminho, a partir da discussão e consolidação de boas práticas mundiais à realidade nacional.

Nos dias 13 e 14 de março, em Florianópolis, realizou-se o primeiro seminário do projeto, que prevê outros em Recife, Brasília e São Paulo. Desta primeira edição participaram 15 CVBx da região Sul, que analisaram as experiências colhidas pelos consultores técnicos em cidades como Las Vegas, Viena, Paris e Sidney, e sua aplicabilidade à realidade local. Durante o encontro, foram debatidas em grupos nada menos que 87 dessas experiências que, após a realização de todas as etapas do projeto, serão compiladas em um Manual de Boas Práticas, que por sua vez, orientará o Código de Conduta dos CVBx do país.

Mas afinal, onde está esta revolução? Na união das boas práticas mundiais com a inteligência que permite sua adequação à realidade brasileira. Existem boas práticas que somente poderão ser implantadas em conjunto, estimulando ainda mais o espírito de união entre os CVBx. Outras, podem ser facilmente implementadas por cada um.

Para melhor fundamentar esta verdadeira revolução em curso, assim como estimular a participação, selecionamos alguns depoimentos que ratificam a proposta do Projeto Competitividade dos CVBx:

"O seminário foi de extrema importância para o futuro dos CVBx, com um conteúdo riquíssimo, já sai do evento com muitas idéias para aplicar em nosso CVB. Já na segunda-feira (17), realizamos reunião interna para colocarmos em prática alguns dos assuntos apresentados no Seminário. Este projeto de Competitividade que a Federação está desenvolvendo proporciona oportunidades aos CVBx de conhecerem os trabalhos desenvolvidos fora do Brasil, e nos dá uma visão de como e quanto poderemos crescer ordenadamente desenvolvendo assim nosso destinos." Ângela Tegner - Região das Hortênsias CVB

"Foi fundamental a participação do Blumenau CVB no Seminário de Competitividade dos CVBx. Conseguimos ver oportunidades de negócios no nosso setor tão simples e fáceis de serem aplicadas. Fundamental para nós que entramos na ICCA e temos o interesse de trabalhar o mercado internacional." Ana Blanco - Blumenau CVB

"A idéia da FBCVB foi muito boa, indo buscar nos melhores lugares do mundo as boas práticas dos CVBx mais maduros e tirar o que tem de melhor e aplicar para a nossa realidade. Mesmo não existindo no Brasil muitos Convention antigos, já que a maioria tem em média cinco anos, fazemos a diferença no turismo brasileiro. Este seminário teve uma participação muito boa, o Paraná veio com os cinco Convention da região (Curitiba, Foz do Iguassu, Londrina, Maringá e Ponta Grossa) e estamos bem impressionados com as informações e com as ações de benchmarking realizadas." Sérgio Takao - Maringá CVB

Nos dias 31 de março e 1º de abril, o seminário aconteceu em Recife, na região Nordeste. Nos dias 3 e 4 de abril foi a vez dos CVBx das regiões Norte e Centro-Oeste debaterem em Brasília. No Sudeste, serão realizadas duas edições, uma em São Paulo, dias 10 e 11 de abril e outra em Belo Horizonte, dias 16 e 17 de abril. (***João Luiz dos Santos Moreira é Presidente da Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux)

Marketing ineficaz trava turismo, diz FGV


Marketing ineficaz trava turismo, diz FGV

Folha on line - Editoria Dinheiro

Um estudo sobre as condições de infra-estrutura e de serviços dos principais destinos turísticos brasileiros, divulgado ontem pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, mostrou que as duas maiores deficiências do setor são a ausência de marketing eficaz e falta de monitoramento da atividade nos municípios e Estados.

A Fundação Getulio Vargas estabeleceu uma escala que de 0 (deficiência máxima) a 100 pontos (eficiência máxima). As ações de marketing obtiveram 37,6 pontos, e o monitoramento da atividade turística, 34,8. O quesito mediu a existência de pesquisas de satisfação de turistas e a qualidade das estatísticas sobre o setor nos 65 destinos. E pode ser traduzido da seguinte forma: não há um conjunto de dados que mostre o que deseja o turista (brasileiro ou estrangeiro) e nem os serviços que são oferecidos a ele -mesmo nas cidades e regiões com maior potencial turístico.

O quesito com a melhor avaliação (61,8) foi o de infra-estrutura, que inclui saúde pública, energia, comunicação, segurança pública e urbanização. Apesar da crise na aviação, o quesito "acesso" ( transportes aéreo, rodoviário e ferroviário) veio logo atrás com 61,6.

Todas as capitais brasileiras foram visitadas pelos pesquisadores da FGV, que estabeleceram 13 parâmetros, que vão das condições de acesso às cidades (estradas e aeroportos, por exemplo) à capacidade empresarial dos empreendedores locais. Na média, o Brasil como um todo obteve 52,7 pontos.

A ministra Marta reconheceu que o país ainda tem longo caminho a trilhar: "O importante é sedimentar a cultura do turismo entre nós. Não é algo que poderemos alcançar a curto prazo".

Segundo Marta, no curto prazo, a maior aposta será mesmo a expansão do turismo interno, como resultado do aumento da renda e do crédito: "As pesquisas mostram que os brasileiros que estão sendo incorporados à classe média, os brasileiros que estão chegando à classe C, querem viajar para outros Estados, conhecer o Brasil e ficar em hotéis. Precisamos desenhar programas para essas pessoas"

domingo, 20 de abril de 2008

Vale do Paraíba homenageia Mazzaropi

A ingenuidade do personagem e a genialidade do ator foram perpetuadas em pelo menos 32 filmes longa metragens e incontáveis textos, imagens e reportagens realizadas ao longo da vida de Amácio Mazzaropi.

Mazzaropi nasceu na Barra Funda, bairro da capital paulista, em 9 de abril de 1912. Filho de pai italiano e mãe portuguesa, desde criança demonstrava talento para atuar. Aos 14 fez sua primeira apresentação como ator, num circo mambembe.

Mais tarde foi ao Vale do Paraíba e iniciou sua vida artística aos 15 anos em Taubaté e não mais parou, percorrendo estações de rádio, teatros, televisão e o cinema que o consagrou.

Seu primeiro filme "Sai da Frente" foi rodado em 1951, pela então Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Em 57 ele fundou sua própria companhia, a Pam Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), em Taubaté.

Foram 55 anos de trabalho atuando e levando humor sadio para várias gerações. Até hoje seus filmes lotam platéias. Seu humor ingênuo, diversas vezes comparado ao de Charles Chaplin, marcou época.

Dentre seus sucessos no cinema figuram: Nadando em Dinheiro, Candinho, A Carrocinha, O Gato da Madame, O Noivo da Girafa, Chofer de Praça, Jeca Tatú, Aventuras de Pedro Malazarte, Zé do Periquito, Tristeza do Jeca, dentre muitos outros.

Mazzaropi morreu de câncer no dia 13 de junho de 1981, aos 69 anos e foi sepultado em Pindamonhangaba.

sábado, 19 de abril de 2008

Café, almoço e jantar. Tudo na padaria

Estabelecimentos agregam perfil de restaurante, bar e confeitaria

Jornal O Estado de São Paulo – Cad. Metrópole

O pão fresco e crocante, recém-saído do forno, deixou de ser ingrediente básico para uma padaria dar certo em São Paulo. Elas estão cada vez mais sofisticadas, tanto na decoração como na variedade de serviços e produtos. "Hoje é fundamental oferecer café da manhã, almoço e jantar ", diz Antero José Pereira, presidente do Sindicato e Associação dos Industriais de Panificação e Confeitarias. "As novas padarias já abrem as portas com salões específicos para refeições. As velhas, de olho na freguesia, começam a passar por reformas." Mistura de restaurante, empório e padaria, a Quinta dos Pães inaugura na quarta-feira com conceito novo de padaria gourmet, na Vila Mariana, zona sul da cidade. Num espaço de 600 metros quadrados, dividido em dois andares, promete reunir serviços que vão agradar a todos os sentidos dos paulistanos. A padaria terá, por exemplo, uma adega com cem rótulos de vinhos de nacionalidades variadas, sommelier para auxiliar aos clientes, cursos e degustações. Em parceria com o Octávio Café, vai servir expressos e drinques à base de café gourmet. Haverá um restaurante com pratos à la carte, entre eles risoto de limão siciliano com alho poró (R$ 18) e salada andina, com folhas verdes e tabule de quinua (R$ 16). Quem cuida do restaurante é Erika Boccuzzi, ex-chef do Empório Natan. No Campo Belo, a Orquídea Pérola abriu há três meses, com um bufê de almoço com 20 tipos de salada, 16 pratos quentes e 20 variedades de sobremesas. Na confeitaria, além de docinhos deliciosos, como o camafeu de nozes, há livros que em breve farão parte de uma biblioteca. "Quero ter exemplares suficientes para as pessoas lerem aqui ou levarem para a casa", diz o proprietário José Augusto, de 69 anos, que já tem na prateleira Os Lusíadas, de Camões, entre outros.

Grife dos Pães - A Padaria Benjamin Abrahão, considerada a grife dos pães, também investiu num espaço diferenciado para servir saladas, lanches e sopas, na segunda loja, aberta nos Jardins, há seis meses. "Essa é uma região mista, com residências, escritórios e lojas", diz Vicente Gines Safon, de 27 anos, um dos proprietários. "Muitas vezes, as pessoas querem fazer uma refeição rápida e barata. Quem trabalha por aqui acaba enchendo nossos salões durante a semana. Quem mora no bairro vem para o café da manhã com a família nos finais de semana." No segundo andar do prédio, num terraço aberto - bem agradável nos dias ensolarados -, gringos, executivos e amigas que saem às compras param ali para fazer uma boquinha. Um dos pratos mais vendidos é a salada brasileira (R$ 14,30), que leva alface crespa, cenoura, palmito, tomate, peito de peru e queijo minas. No térreo, onde ficam os pães, no almoço, os estudantes disputam salgados como a fogaça de shitake (R$ 45, o quilo) e a ciabata de vinho e calabresa (R$ 3,80, a unidade). Três meses depois de a Benjamin Abrahão abrir as portas nos Jardins, a concorrente América Bakery finalizou a reforma do espaço, que mudou de direção. Desde então, oferece bufê completo no café da manhã (R$ 14,90), almoço à la carte e pratos rápidos no jantar. Ali, foi aberto um quiosque de pizza. Outra que teve de se adaptar aos novos tempos foi a Letícia, na City Lapa, zona oeste, que envidraçou a fachada e ampliou o espaço para servir refeições. "Estamos desenvolvendo os pratos", diz o gerente, Vagner Alves Ferraz. "Mas, em breve, também teremos almoço."

Participação da AmBev no mercado cai 1,1 ponto


Jornal O Estado de São Paulo – Cad. Economia & Negócios

A perda de cada ponto de participação no mercado cervejeiro é estimada em R$ 100 milhões. Pelos números do instituto Nielsen de março, a AmBev caiu 1,1 ponto porcentual no mês. Detém, agora, 67% de participação. A Schincariol cresceu 0,6 ponto, para 12,1%. A Petrópolis, que produz as marcas Itaipava e Crystal, ganhou 0,27 ponto (8,77%) e a Femsa, dona de Kaiser e Sol, aumentou 0,17 ponto (8,27%). A AmBev atribui a perda ao reajuste de preços não seguido pelos concorrentes.

Accor fecha parceria para construir 20 hotéis das marcas Ibis e Formule 1

Revista Business Travel Magaz. – HotNews

O Grupo Accor fechou uma parceria com a WTorre S.A. para criação de uma joint venture, no valor de R$ 500 milhões, para a construção de 20 hotéis das marcas Ibis e Formule 1 no País, até 2011. Firmin António, diretor-geral do Grupo Accor para a América Latina, disse que o objetivo principal da aliança é dar ainda mais impulso às duas marcas, incrementando rapidamente seu desenvolvimento em locais estratégicos. "Hoje, Ibis e Formule 1 se confirmam como as marcas que têm maior potencial de crescimento e como o vetor de aceleração do desenvolvimento da Accor Hospitality na América Latina". Do total de recursos a serem investidos na joint venture, 80% serão de responsabilidade da WTorre S.A. (incluindo custos dos terrenos e de construção) e 20% do Grupo Accor, a quem caberá cuidar dos investimentos em equipamentos e da gestão exclusiva dos hotéis, após a entrega dos mesmos. As primeiras obras devem ser iniciadas em dois meses, e todas as 20 unidades serão entregues em até três anos. Os hotéis serão construídos em cidades estratégicas para o Grupo Accor e contemplarão todas as regiões brasileiras: serão 4.730 novos quartos, sendo que 2.730 deles serão de 13 novas unidades da marca Ibis e os outros 2.000 serão de sete Formule 1. Roland de Bonadona, diretor-geral da Accor Hospitality para a América Latina, destaca que as redes Ibis e Formule 1 cresceram, respectivamente, 19,34% e 41,7% no Brasil em volume de negócios, no ano passado, atingindo a marca de R$ 195,7 milhões e R$ 45,9 milhões. "Com estes números, as redes se confirmaram como as marcas da Accor Hospitality que mais cresceram em 2007, quando registramos um incremento de 15,4% em nosso volume de negócios e atingimos a marca de R$ 799 milhões".

Desoneração dos equipamentos de parques temáticos

Ministra do Turismo pedirá à Fazenda desoneração dos equipamentos de parques temáticos

Ascom MTur


A ministra do Turismo, Marta Suplicy, levará ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, pedido do setor de parques temáticos para desoneração da importação de máquinas e brinquedos utilizados na atividade. A ministra fez o anúncio ontem (09/04), em São Paulo, logo após visitar os parques da Mônica e o Playcenter, locais onde participou da primeira edição do "Dia Nacional da Alegria", criado com o propósito de mobilizar 85 parques e atrações turísticas do Brasil e beneficiar cerca de 200 mil crianças carentes, que tiveram hoje gratuidade no ingresso e no uso dos equipamentos. A iniciativa é do Sindicato Nacional de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) e da Associação das Empresas de Parques de Diversão do Brasil (Adibra). A ministra ressaltou a importância da medida, que poderá baratear a importação dos brinquedos, tornando o setor mais competitivo. "Uma máquina de US$ 2 milhões chega aos Estados Unidos, acrescida praticamente do preço do frete. Já no Brasil, a mesma máquina chega custando US$ 4 milhões". Ela destacou, ainda, a relevância dos parques para o desenvolvimento do turismo: "é só pegar a movimentação da Disneylândia, que recebe cerca de 100 milhões de turistas por ano".

O presidente do Sindepat, Alain Baldacci, defendeu a desoneração para o setor. "De fato, é excessiva a carga tributária. O valor dos produtos é acrescido de frete, imposto sobre importação, seguro, IPI, ICMS, alfândega, transporte e tudo isso gera um efeito cascata que encarece o produto". Segundo ele, existe o interesse dos empresários em investir no setor, mas a demanda é represada devido ao alto custo dos equipamentos. Na avaliação da ministra, os parques são espaços agradáveis e, logo, a receita se compensará pelo maior movimento que a desoneração poderá propiciar.

Marta Suplicy visitou o Parque da Mônica em companhia da neta e afirmou: "esse é um dia auspicioso comemorado em todo o Brasil, onde crianças que não têm condições podem usufruir dos brinquedos gratuitamente. O Dia Nacional da Alegria é um evento de êxito". A intenção dos idealizadores do projeto é comemorar a data anualmente, na segunda quarta-feira do mês de abril. Nesta primeira edição, a ação homenageou o empresário e artista Beto Carrero, fundador do parque Beto Carrero World, que morreu este ano.

domingo, 13 de abril de 2008

Governo quer reduzir poderes do Sistema S sobre uso de recursos

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Governo quer reduzir poderes do Sistema S sobre uso de recursos

O governo quer criar um conselho consultivo tripartite -Executivo, trabalhadores e empresários- para definir as regras de aplicação dos recursos destinados à formação de trabalhadores pelo Sistema S.

A medida está prevista em uma minuta de projeto de lei elaborada pelos ministérios do Trabalho e da Educação com mudanças no sistema.

A Folha teve acesso ao texto do projeto, que define ainda que os ministros das duas pastas exercerão, alternadamente, a presidência do conselho em mandatos de dois anos. O conselho também terá como atribuição avaliar os resultados do fundo nacional que será instituído para distribuir entre as unidades do Sistema S o dinheiro para os cursos de treinamento do trabalhador.

Na prática, as alterações retirarão das entidades o poder de decidir como aplicar os recursos em aprendizagem e submeterá os serviços a critérios de avaliação e fiscalização. Nos últimos anos, todas as tentativas de alterar o Sistema S encontraram resistência das confederações empresariais.

O Sistema S começou a ser formado nos anos 40 e reúne um conjunto de entidades privadas ligadas à indústria (Senai e Sesi), ao comércio (Sesc e Senac) e à agricultura (Senar), entre outros setores, para prestar serviços sociais e de formação profissional.

Embora sejam mantidas com recursos de natureza tributária -contribuições cobradas sobre a folha de pagamento das empresas-, essas entidades são livres para investir nas atividades sociais e de aprendizagem. Isso já motivou várias acusações de que as contas das entidades são uma espécie de "caixa-preta". Para este ano, a estimativa de arrecadação do Sistema S é de R$ 8 bilhões com o recolhimento de 2,5% sobre a folha.

Transparência

Há duas semanas, os ministros da Educação, Fernando Haddad, e do Trabalho, Carlos Lupi, anunciaram a intenção do governo federal de disciplinar a aplicação de parcela desses recursos. O governo afirma que faltam ao sistema atual transparência e critérios para atendimento dos trabalhadores. Além disso, muitos cursos têm curta duração e não são gratuitos.

De forma cautelosa e sem detalhes, os ministros afirmaram que a proposta é direcionar a receita da alíquota de 1,5% para o treinamento de trabalhadores. Assim, cerca de R$ 5 bilhões por ano passariam a integrar um fundo nacional. Para o restante das verbas, as entidades manteriam sua autonomia nos gastos em serviços sociais.

Urgência

A Folha apurou que estão avançadas as discussões sobre o assunto. Uma minuta já foi apresentada aos líderes sindicais e das confederações empresariais, e existe a intenção de enviar o projeto ao Congresso Nacional com pedido de tramitação em regime de urgência constitucional.

O texto prevê que, para cada Serviço Nacional de Aprendizagem, será criado um Funtep (Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional). A fiscalização da "legalidade, legitimidade, economicidade e eficiência" na aplicação dos recursos será realizada pelos órgãos de controle da União e pelos conselhos fiscais do Sistema S.

O dinheiro será repassado para os fundos pelos bancos oficiais (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil), que deverão colocar à disposição dos órgãos de controle, permanentemente, os extratos bancários das contas dos fundos.

Veículo de Publicação : Jornal Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-13

Data : 10-04-08


sábado, 12 de abril de 2008

Infraestrutura do Turismo brasileiro

Folha on line - Editoria Dinheiro

Um estudo sobre as condições de infra-estrutura e de serviços dos principais destinos turísticos brasileiros, divulgado ontem pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, mostrou que as duas maiores deficiências do setor são a ausência de marketing eficaz e falta de monitoramento da atividade nos municípios e Estados.

A Fundação Getulio Vargas estabeleceu uma escala que de 0 (deficiência máxima) a 100 pontos (eficiência máxima). As ações de marketing obtiveram 37,6 pontos, e o monitoramento da atividade turística, 34,8. O quesito mediu a existência de pesquisas de satisfação de turistas e a qualidade das estatísticas sobre o setor nos 65 destinos. E pode ser traduzido da seguinte forma: não há um conjunto de dados que mostre o que deseja o turista (brasileiro ou estrangeiro) e nem os serviços que são oferecidos a ele -mesmo nas cidades e regiões com maior potencial turístico.

O quesito com a melhor avaliação (61,8) foi o de infra-estrutura, que inclui saúde pública, energia, comunicação, segurança pública e urbanização. Apesar da crise na aviação, o quesito "acesso" ( transportes aéreo, rodoviário e ferroviário) veio logo atrás com 61,6.

Todas as capitais brasileiras foram visitadas pelos pesquisadores da FGV, que estabeleceram 13 parâmetros, que vão das condições de acesso às cidades (estradas e aeroportos, por exemplo) à capacidade empresarial dos empreendedores locais. Na média, o Brasil como um todo obteve 52,7 pontos.

A ministra Marta reconheceu que o país ainda tem longo caminho a trilhar: "O importante é sedimentar a cultura do turismo entre nós. Não é algo que poderemos alcançar a curto prazo".

Segundo Marta, no curto prazo, a maior aposta será mesmo a expansão do turismo interno, como resultado do aumento da renda e do crédito: "As pesquisas mostram que os brasileiros que estão sendo incorporados à classe média, os brasileiros que estão chegando à classe C, querem viajar para outros Estados, conhecer o Brasil e ficar em hotéis. Precisamos desenhar programas para essas pessoas"

Efeitos da Dengue na Economia


Gazeta Mercantil - Editoria Nacional

Os efeitos da dengue na economia começam a aparecer nas estatísticas. O total de reservas em hotéis do Rio está 20% menor do que o esperado para o próximo feriado, dia de Tiradentes. No emprego, o número de trabalhadores infectados pela doença é comparável, em média, a um segmento inteiro da indústria fluminense.

A Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) revelou que as reservas feitas até esta semana indicam uma ocupação de 45% nos hotéis da cidade para o final de semana do dia 21 de abril. "Esse percentual estaria hoje, em condições normais, de 52% a 55%", afirmou o presidente da entidade, Alfredo Lopes. O que preocupa representantes de hotéis como Windsor e Sheraton é que esse quadro tende a se agravar, apesar de as filas nos hospitais terem diminuído nos últimos dias – com a chegada de mais médicos e, finalmente, investimentos das autoridades. É que o contágio da doença no turismo é tardio.

"Estamos preocupados mesmo é com o que pode acontecer nos próximos meses porque a imagem da cidade vai sendo afetada aos poucos no exterior e nos outros estados", teme o gerente-geral do Hotel Windsor da Barra da Tijuca, Marcelo Bezerra. A Barra é dos bairros mais picados pelo mosquito. Dois eventos de grandes empresas foram cancelados no estabelecimento, transferidos deste mês para uma data ainda não definida. O hotel já havia perdido um seminário do laboratório Merck, como foi noticiado. O valor do cancelamento não é revelado, mas outros funcionários do Windsor Barra contam que um evento costuma render até R$ 2 milhões. O prejuízo pode ter sido de até R$ 6 milhões, portanto. Valores mais conservadores apontam para uma perda de R$ 4 milhões. A dengue, na verdade, já mudou a rotina dos hotéis, que estão precisando contratar empresas de dedetização para espantar os mosquitos. "O hotel está cheio, mas estamos suando a camisa para mostrar para os turistas que o mosquito não entra aqui", diz o recepcionista do Sheraton Barra, Leonardo Domingues. Até repelente o Sheraton oferece aos hóspedes. No Windsor, o gasto semanal com a contratação do serviço particular de fumacê chega a R$ 750. Nada para uma rede com faturamento de bilhões. Procurada por Sidney Linhares, diretor de operação da agência de turismo Del Bianco, que trabalha apenas com a venda de pacotes no exterior, o órgão informou que o problema da dengue era para ser resolvido pelas autoridades da saúde. "Procurei a RioTur e me disseram que a dengue não tinha nada a ver com o turismo e que só a secretaria de Saúde poderia resolver", reclamou Linhares. "Isso é um absurdo porque estamos sofrendo com a epidemia. Cinco pacotes foram cancelados nas duas últimas semanas e já recebi consultas sobre a situação da epidemia de países como Israel e Austrália.

A cegueira, no entanto, parece ser apenas das autoridades brasileiras. Até agora, ministérios das Relações Exteriores e embaixadas de países como Estados Unidos, França, Portugal, Uruguai, França e Itália já emitiram comunicados de alerta sobre a doença.

Presidente da Brazilian Incoming Travel Organization (Bito), Roberto Dultra confirma que o número de pedidos de informações sobre a doença está aumentando: "As agências dos Estados Unidos e da Europa estão interessadas na doença. Eles querem tomar as medidas preventivas. Ainda não decidimos, mas talvez venhamos a interpelar as autoridades".

Na avaliação de Alexandre Sampaio, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, tudo indica que o mês de abril será ruim. "Os números de março não foram afetados, não tivemos perdas, mas os cancelamentos internacionais estão acontecendo. Temos que intensificar o combate ao vetor e evitar outra epidemia em 2009."

Hóspede do Royalty Hotel, Evanice Cibulskis só veio para o Brasil porque não sabia da dengue. Brasileira residente nos Estados Unidos, ela passou primeiro por São Paulo antes de chegar ao Rio, e foi alertada sobre a dengue pelos paulistas. "Eles tentaram me convencer a não vir para o Rio, mas eu queria visitar minha família e não estava acreditando muito. Vi que não era estardalhaço da mídia quando encontrei minha sobrinha com dengue, muito mal no hospital", disse. "Não houve tempo para mudar de planos, mas eu teria adiado essa viagem se soubesse", completou. Os hotéis relatam que as embaixadas dos Estados Unidos, de Portugal e Espanha estão recomendando que as pessoas não venham para o Rio. Por causa do medo de a notícia se espalhar, os profissionais do setor tentam disfarçar o impacto da dengue.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Ovo, tomate e óleo de soja elevam preço da cesta básica em Taubaté


Diário de Taubaté - O essencial da informação.
Ovo, tomate e óleo de soja elevam preço da cesta básica em Taubaté

Ovo, tomate e óleo de soja foram os grandes vilões da cesta básica em Taubaté no mês de março. A pesquisa, realizada pelo Nupes (Núcleo de Pesquisa Econômico-Sociais), da Universidade de Taubaté, mostrou que os três produtos sofreram aumento de 24,71%, 24,47% e 16,70%, respectivamente.

Na cidade, a cesta básica ficou 0,23% mais cara no mesmo mês, o maior aumento no Vale do Paraíba. Na média regional, a pesquisa apontou crescimento de 0,09%. Em março, a cesta básica poderia ser comprada por R$ 756,16. Já em fevereiro deste ano, o consumidor pagaria R$ 754,45 pelos mesmos produtos.

Mesmo assim, Taubaté continua com uma das cestas básicas mais baratas da região, atrás apenas de Campos do Jordão (R$ 740,23). Por outro lado, São José dos Campos segue com o valor mais caro (R$ 808,09), seguido por Caçapava (R$ 801,32).

Desde o começo do ano, esse foi o menor índice de aumento do preço da cesta básica em Taubaté. Em janeiro, o aumento registrado pelo Nupes foi de 1,09%, e em fevereiro o crescimento foi de 1,29%.

Mais barato

Já os preços do feijão, do mamão e da batata pesaram menos no bolso do taubateano. O preço dos produtos caiu -12,05%, -11,99% e -11,41%, respectivamente.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Cartões buscam a auto-regulamentação


Cartões buscam a auto-regulamentação

As empresas de cartão de crédito, preocupadas com o crescimento das reclamações e queixas de consumidores e lojas e a intenção do governo de regular o setor, estão criando um código de auto-regulamentação para o segmento, que deve ficar pronto ainda este semestre e prevê punições para os bancos que descumprirem as regras.

O código está sendo preparado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e é uma resposta às pressões para que o governo federal regulamente o setor de cartões, um dos que mais cresce no país. "A idéia é que o código abranja toda a indústria", afirma Felix Cardamone, o novo presidente da associação.

Segundo Marcelo Noronha, diretor de comunicação da entidade, a Abecs espera que este código seja suficiente para disciplinar as empresas do setor, que costuma ocupar as primeiras posições nos rankings de reclamação do Procon. Para isso, terá punições severas aos bancos que desrespeitarem as regras.

Estas regras, segundo Noronha, vão tratar das relações entre os bancos e os clientes. Enviar cartão para a casa do correntista sem solicitação é uma das condutas mais condenáveis e passíveis de punição. Outro ponto é com relação ao cancelamento do cartão pelo usuário, que costuma levar horas (ou dias) para ser concretizado. A idéia é que este problema também se resolva nos bancos que aderirem ao código.

A Abecs é contra uma regulamentação para o segmento do governo. Um dos argumentos é que os bancos emissores dos cartões já são regulamentados pelo Banco Central. Outro ponto é a experiência internacional. Ela mostra que, em países onde o governo tentou regular o setor, como na Austrália, as taxas de expansão baixaram fortemente.

A Abecs tem entre seus associados emissores de 95% dos cartões de crédito existentes no país, que fecharam o trimestre em 97 milhões de unidades, aumento de 17%. Ao todo, são 35 sócios, que incluem não apenas os bancos, mas também as bandeiras, empresas que credenciam estabelecimentos comerciais (como a Visanet, para a Visa), além dos cartões com marcas próprias (cartões de loja ou "private label") e cartões de benefícios.

Os cartões vêm roubando espaço de outros meios de pagamento, principalmente do cheque. Em 1997, o cheque era o segundo meio mais usado, com 23% dos pagamentos. O cartão só tinha 6%.

Em 2007 esta situação já é o inverso, com os cartões em segundo lugar. Projeções "conservadoras" da Abecs para 2017 indicam que os cartões vão continuar crescendo e serão responsáveis por 38% dos pagamentos. Os cheques vão perder ainda mais espaço e cair para 4%. O dinheiro também recuará, caindo de 60% para 51% daqui a nove anos

Apesar do crescente uso do cartão, as taxas de inadimplência têm caído, segundo a Abecs. A taxa que estava em 9,5% em fevereiro do ano passado (para os atrasos superiores a 90 dias), caíram para 8,9% este ano.

Ainda na auto-regulamentação, quem também prepara um código é a ABVCap, a associação dos fundos de private equity e venture capital (carteiras que compram participação em empresas). Segundo seu novo presidente, Luiz Eugenio Figueiredo, este será um dos desafios de seu mandato, que vale para o período 2008/2009.

Veículo de Publicação : Jornal Valor Econômico

Data : 10-04-08


Eventos movimentam a Praça XV, no RJ


Eventos movimentam a Praça XV, no RJ

Festival gastronômico e Mercado Cultural prometem atrair visitantes ao Centro Histórico

Dois eventos prometem movimentar a Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, a partir deste mês. Para revitalizar o local e transformá-lo em um novo ponto de efervescência turística e cultural da cidade, os empresários do Pólo Histórico, Cultural e Gastronômico da Praça XV, com apoio do Sebrae/RJ, SindRio, Senac-Rio, Associação Comercial do Rio de Janeiro e da Prefeitura, estão lançando o primeiro festival gastronômico da região e preparam-se para colocar na rua o Mercado Cultural, uma feira de artesanato, moda e cultura, que acontecerá mensalmente.

Integrando as comemorações pelo bicentenário da Corte no Brasil, o Giro Gourmet Comendo Como um Rei vai ocupar, até 18 de abril, dez restaurantes da Praça XV, que foi o primeiro quintal da Família Real Portuguesa no país. O lançamento do evento aconteceu na última sexta-feira, na Brasserie Rosário, e reuniu autoridades, como o subsecretário municipal de turismo Paulo Bastos, o presidente do SindRio Alexandre Sampaio, o economista Carlos Lessa e o consultor do Sebrae/RJ, Luiz Nogueira. A proposta do festival, que reúne os restaurantes 1881, Albamar, Al Farabi, Al Khayam, Antigamente, Brasserie Rosário, Bon Profit, Cais do Oriente, Casual Retrô e Mercado 32, é oferecer menus exclusivos, fazendo com que os visitantes sintam-se verdadeiros integrantes da realeza.

No sábado, 12 de abril, o Pólo Praça XV dará início ao Mercado Cultural. A feira vai ocupar a histórica Rua do Mercado, todo segundo sábado do mês, com mais de 100 expositores, oficinas artísticas, shows, peças de teatro, rodas de poesia e chorinho, cinema ao ar livre e um roteiro guiado pelos principais pontos turísticos e históricos da região. No primeiro sábado, o Mercado Cultural vai reunir atrações, como Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus; roda de samba e chorinho com Cordão do Boitatá e Flor do Chorume; a peça teatral Gambiarra (com Raquel Aguillera, do Grupo As Três Marias) e uma oficina de espumantes, no novíssimo restaurante 1881. No Cinema na Praça serão exibidos, às 18h, o filme Policarpo Quaresma, Herói do Brasil e curtas sobre a história nacional.

Confira as programações completas:

Mercado Cultural http://mercadocultural2008.blogspot.com/

Comendo como um Rei http://comendocomoumrei.blogspot.com/

O que um mosquito pode fazer ...







Menos R$ 100 milhões para o Rio


Presidente da associação de hoteleiros admite prejuízo. Cidade terá menos 30% de visitantes

Débora Motta

JB Online

As picadas do mosquito Aedes aegypti já atingem também o bolso do carioca. O setor de turismo estima um prejuízo de cerca de R$ 100 milhões na indústria hoteleira e de serviços só no feriado de Tiradentes, no próximo dia 21, alerta a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira do Rio (ABIH). O prejuízo não pára por aí. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), o medo de contrair a doença já compromete em 30% o fluxo de turistas – nacionais e estrangeiros – que visitam a cidade neste período.

– A expectativa era de 80% de reservas para o feriadão, que tradicionalmente atrai mais turistas brasileiros, normalmente mais cientes do que acontece no país – explica Alfredo Lopes, presidente da ABIH. – Desde o aumento de casos de dengue na cidade, temos 45% de reservas em hotéis. Se atingirmos 50% no feriado, teremos um prejuízo de R$ 100 milhões para o turismo no município.

De acordo com Lopes, a queda na procura por pacotes turísticos está intimamente ligada à epidemia de dengue que, neste ano, já atingiu mais de 63 mil pessoas – incluindo dois turistas portugueses, fora outros oito estrangeiros sob suspeita de terem contraído a doença. No caso do mercado externo a epidemia pode causar prejuízos a longo prazo. Os países que mais mandam turistas para cá são Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra e EUA.

– Mas só vamos investir em campanhas para o turista estrangeiro depois que a crise passar – revela Lopes. – Não adianta gastar dinheiro e no dia seguinte sair uma notícia negativa sobre o país, como aquela dos dois turistas portugueses que contraíram dengue nas férias no Brasil.

Pacotes cancelados

Diante do prejuízo, o presidente da ABIH reuniu-se com com o governador Sérgio Cabral e com o secretário de Turismo, Esporte e Lazer, Eduardo Paes, em busca medidas para tentar gerenciar a crise.

– O plano agora é reforçar as campanhas de esclarecimento à população sobre tudo o que o governo tem feito para combater a dengue – conta Lopes. – Para o feriadão, vamos trabalhar com mídia direcionada para São Paulo e Belo Horizonte, os maiores pólos de turistas domésticos para o Rio.

O presidente da Associação Brasileira de Abav, Luis Strauss, revela que a epidemia reduziu em 30% o fluxo de turistas estrangeiros e nacionais.

– Com a crise, muitos cancelaram pacotes para grupos e eventos nacionais – afirmou Strauss. – Há 20 dias, a dengue não atrapalhava o número de pacotes que já tinham sido comprados, mas a indústria do turismo é sensível.

As perdas do turismo carioca atingem o setor em todo o país. Strauss ressaltou que o Rio costuma receber 34% dos turistas estrangeiros que visitam o Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas.

– O turismo brasileiro atrai cerca de 6,6 milhões de pessoas, e o Rio é responsável por um dos maiores percentuais. Além da epidemia diminuir em 30% a contribuição carioca ao segmento, ainda gera prejuízos causados pelos desistentes que não podem ser estimados – lamenta Strauss.

[ 10/04/2008 ] 02:01

Menos R$ 100 milhões para o Rio

deu no jornal do brasil
Menos R$ 100 milhões para o Rio

Presidente da associação de hoteleiros admite prejuízo. Cidade terá menos 30% de visitantes

De Débora Motta:

As picadas do mosquito Aedes aegypti já atingem também o bolso do carioca. O setor de turismo estima um prejuízo de cerca de R$ 100 milhões na indústria hoteleira e de serviços só no feriado de Tiradentes, no próximo dia 21, alerta a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira do Rio (ABIH). O prejuízo não pára por aí. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), o medo de contrair a doença já compromete em 30% o fluxo de turistas – nacionais e estrangeiros – que visitam a cidade neste período. L

terça-feira, 8 de abril de 2008

Projeto de Lei que regulamenta as profissões de Garçon e Maitrê

PROJETO DE LEI Nº , DE 2007

(Do Sr. Walter Brito Neto)

Regulamenta as profissões de maitre e de garçom, e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta lei regulamenta as profissões de maitre e de garçom e dá outras providências.

Art. 2º Maitre é o profissional responsável pela supervisão dos trabalhos desenvolvidos pelos garçons, competindo-lhe, entre outras, as seguintes atribuições:

I – planejamento de rotinas de trabalho em restaurantes, hotéis, bares e similares;

II – treinamento de funcionários em sua área de atuação;

III – coordenação de equipes de trabalho na sua área de atuação;

IV – atendimento a clientes em restaurantes, hotéis, bares e similares;

V – avaliação de desempenho de funcionários.

Art. 3º Garçom é o profissional responsável pelo atendimento à clientela nos restaurantes, hotéis, bares e similares na área de alimentação e bebida, competindo-lhe, entre outras, as seguintes atribuições:

I – atendimento a clientes, recepcionando-os e servindo refeições e bebidas em restaurantes, hotéis, bares e similares;

II – montagem e desmontagem de praças, carrinhos, mesas, balcões e bares;

III – organização, conferência e controle de materiais de trabalho, bebidas e alimentos;

IV – elaboração de listas de espera nos estabelecimentos;

Art. 4º O exercício das profissões está condicionado à comprovação, pelo profissional, de conclusão do ensino fundamental e de curso profissionalizante de maitre ou de garçom, devidamente reconhecido, com duração mínima de 40 (quarenta) horas.

Parágrafo único. Poderão exercer a profissão aqueles que, independentemente da conclusão dos cursos mencionados no caput, comprovem que já exerciam atividades de maitre e de garçom antes do início da vigência da presente lei.

Art. 5º O exercício da atividade de maitre e de garçom em desacordo com a presente lei caracteriza exercício ilegal de profissão.

Art. 6º O piso salarial do garçom e do maitre será fixado em negociação coletiva e constará de parte fixa e parte variável.

§ 1º A parte variável será calculada com base na despesa efetuada pelo usuário do serviço, em percentual nunca inferior a 10% (dez por cento).

§ 2º A importância referida no parágrafo anterior será rateada entre os garçons que trabalham no mesmo horário.

Art. 7º Esta lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a data de sua publicação.


JUSTIFICAÇÃO

As profissões de maitre e garçom assumem, atualmente, relevância ímpar no cenário social. E isso tem a sua razão de ser.

O maitre e o garçom, por força de seus ofícios, lidam no seu dia-a-dia com inúmeras pessoas em hotéis, restaurantes, bares e outras instituições do mesmo gênero. E essas pessoas são, muitas vezes, turistas que exigem um tratamento adequado, criterioso, educado.

Ante uma política de incremento do turismo que tem sido implementada em nosso País, reflexo de uma tendência mundial, diga-se de passagem, fica evidenciada uma necessidade de se estabelecer critérios mais rígidos para o exercício das profissões de maitre e garçom. O turismo representa um dos principais instrumentos de captação de recursos, mas se o turista não for tratado de forma eficiente não retorna. Os profissionais objeto desta lei têm uma participação importante na construção da convicção desse turista, pois com ele lida diretamente.

Assim sendo, defendemos uma formação mínima para os profissionais que desejem exercem atividades próprias dos maitres e dos garçons, o que reverterá em benefício do cliente. E essa preocupação não deve estar voltada tão-somente para o turista, mas para toda e qualquer pessoa usuária dos serviços de bares e restaurantes.

Essa a razão pela qual acreditamos que a as profissões de maitre e de garçom estão a merecer uma regulamentação específica, o que nos leva a solicitar o apoio de nossos Pares para a aprovação do presente projeto de lei, convictos de que ele trará grandes benefícios para a categoria e, principalmente, para a sociedade.

É evidente a importância social e econômica que a categoria profissional dos garçons vem ganhando nas últimas décadas, sobretudo com o crescimento e dinamização do setor de turismo e entretenimento.

No entanto, em que pese, ainda, o fato de pertencerem a uma das mais numerosas das categorias profissionais do País, esses profissionais, de modo geral, trabalham de forma precária, sem garantia de respeito aos seus direitos básicos. Nem mesmo aquilo que é cobrado em seu nome, como a gorjeta, via de regra, não lhe é repassado corretamente.

Com o presente projeto, pretendemos sanar essa falha de nossa legislação laboral, dando à valorosa categoria profissional dos garçons a garantia de que seu trabalho será justamente remunerado.

Diante do exposto, peço apoio dos nobres Pares para a aprovação deste projeto.

Sala das Sessões, em de de 2007.

Deputado Walter Brito Neto


Análise do Projeto de Lei nº. 965, de 2007 que regulamenta as profissões de garçom e maitre


Análise do Projeto de Lei nº. 965, de 2007, de autoria do Deputado Marcos Antônio, que regulamenta as profissões de garçom e maitre, e estabelece as condições de trabalho.

TRAMITAÇÃO

O Projeto de Lei nº. 965, que regulamenta as profissões de garçom e maitre, e estabelece as condições de trabalho, foi apresentado no dia 3 de maio de 2007 à Câmara dos Deputados, sendo que a Mesa Diretora decidiu, com base no regimento, que a hipótese é de projeto de lei com forma de apreciação conclusiva pelas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e Constituição e Justiça e de Cidadania, em regime de tramitação Ordinária.

Atualmente, o projeto se encontra na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aguardando a votação do parecer do relator Deputado Eudes Xavier que se posicionou pela aprovação deste, e pela rejeição do PL 1408/2007, e do PL 2569/2007, apensados.


DO CONTEÚDO DO PROJETO DE LEI


O texto do Projeto de Lei visa Regulamentar as profissões de garçom e maitre, e estabelece as condições de trabalho.

Defini como Maitre, o profissional responsável pela supervisão dos trabalhos desenvolvidos pelos garçons, competindo-lhe entre outras as seguintes atribuições: planejamentos de rotina de trabalho em restaurante, bares e similares; treinamento de empregados na sua área de atuação; coordenação de equipe de trabalho na área de sua atuação; e avaliação de desempenho de dos garçons. E, como Garçom, define o profissional responsável pelo atendimento a clientela nos restaurantes, bares e similares na área de alimentação e bebida, competindo-lhe as seguintes outras atribuições: anotar pedidos dos clientes; orientar e fazer sugestões quanto a escolha dos pratos; anotar os pratos e bebidas solicitadas com detalhamento de tipos e quantidades; servir alimentos e bebidas; manter limpo e em ordem o ambiente de trabalho; cuidar dos equipamentos e utensílios; recolher travessas, talheres e demais recipientes desocupados pelos clientes; apresentar notas de despesas aos clientes; limpar e preparar mesas de refeições; atender a reclamação de clientes; e preparar pratos junto a mesa dos clientes.

O projeto somente define quais são as funções de cada uma das profissões sem qualquer justificativa para tanto.

DO MÉRITO DO PROJETO DE LEI

A Constituição de 1988 garante que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer (art. 5o, inc. XIII). É evidente, portanto, que para não agredir a norma constitucional a lei somente poderá regulamentar profissão quando o seu exercício possa oferecer riscos à saúde, à segurança, ao bem estar e ao patrimônio da população. O art. 5º, inciso XIII da Constituição Federal tem como intuito evitar criação de reservas de mercado, fixando o princípio de liberdade profissional.

As profissões de maitre e garçom não se enquadram em nenhum dos motivos justificadores para a regulamentação específica na legislação. Ademais, essas atividades envolvem muito mais misteres que os indicados no projeto de lei, notadamente no mundo da administração moderna, que afastou o contexto linear de séculos passados e passou a eleger a horizontalidade nas relações de trabalho e produção. Hoje o maitre não é mais somente aquele profissional definido nesse projeto de lei, ele é também, como todos os empregados, um fornecedor, que concorre para a satisfação e fidelidade do cliente, tendo participação ativa no salão e nas ações intermediárias e adicionais relacionadas com os atendimentos. Também o garçom atua com muito mais importância que os misteres definidos nesse projeto de lei, assim como o maitre concorre, inclusive para captação e fidelização de clientela.

Por conseguinte, a forma descrita nesse projeto de lei encerra um retrocesso e contribuirá para o desemprego no mercado, pois os estabelecimentos não aceitariam profissionais enquadrados, manualizados como ocorria na administração, prestação de serviços e produção do passado.

Ressalta-se que o texto constitucional não deixou ao livre critério do legislador ordinário estabelecer as restrições que entenda ao exercício de qualquer gênero da atividade lícita. Se assim fosse, a garantia constitucional seria ilusória e despida de qualquer sentido.


Diante disso há clara inconstitucionalidade no presente PL, pois restringe o exercício de atividade lícita sem qualquer motivo que justifique isso.

Brasília, 26 de março de 2008.

LIRIAN SOUSA SOARES
CONSULTORA
OPE LEGIS CONSULTORIA EMPRESARIAL



Projeto aumenta poder do fisco



Projeto aumenta poder do fisco


A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) anunciou na sexta-feira a versão final do projeto da nova Lei de Execução Fiscal - que dá ainda mais poderes ao fisco do que a versão anterior. Pela nova proposta, os procuradores das Fazendas federal, estadual ou municipal poderão determinar sozinhos, sem a necessidade de autorização judicial, o bloqueio de qualquer bem de devedores do fisco - inclusive pelo sistema do Banco Central que permite a penhora on-line de contas bancárias, ao qual terão acesso direto. A PGFN conseguiu uma fórmula que acomoda as críticas feitas à primeira versão do projeto: o bloqueio é provisório e cai se não for confirmado na Justiça. No caso do sistema Bacen-Jud do Banco Central, que prevê a penhora on-line, se em dez dias o Poder Judiciário não confirma o bloqueio, ele perde o efeito. No caso dos demais bens, a procuradoria tem 30 dias para ajuizar uma ação de execução, para então o juiz avaliar se o bloqueio é legal ou não.

A primeira versão do projeto da nova Lei de Execução Fiscal foi apresentada no início de 2007 prevendo o bloqueio administrativo de bens sem restrições. Diante das críticas, a procuradoria recuou para uma versão autorizando o bloqueio administrativo de bens, mas restringindo o acesso ao sistema da penhora on-line, que seria feito apenas judicialmente. Este ano, no entanto, propôs a fórmula do bloqueio provisório, que obteve apoio suficiente dentro do Conselho da Justiça Federal (CJF) e pode até tramitar como projeto independente do Poder Executivo. O procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, afirma que está em estudo a apresentação do projeto como uma proposta do Congresso Nacional, por meio de algum parlamentar. "Trata-se de uma alteração estrutural do sistema de execução e não de uma proposta do governo, e não deve ser viciada pelo debate político", diz.

Responsável pelas negociações da versão final do texto, o procurador da Fazenda Paulo Cesar Negrão de Lacerda diz que a autorização de acesso ao sistema Bacen-Jud não significará quebra de sigilo bancário pois, segundo ele, não interessa aos procuradores saber o saldo bancário ou a movimentação das contas dos devedores do fisco, mas apenas se há dinheiro para ser bloqueado. O juiz federal Marcus Lívio Gomes afirma que, para evitar a quebra de sigilo, será indispensável criar uma versão mais limitada da penhora on-line para acesso dos procuradores. Isto porque, com as alterações mais recentes feitas na versão 2.0, o sistema Bacen-Jud passou a permitir o acesso a dados sobre saldos e movimentação bancária, e até a transferência de valores.

O projeto da nova Lei de Execução Fiscal também prevê a criação do Sistema Nacional de Informações Patrimoniais dos Contribuintes para facilitar a localização e bloqueio do patrimônio e renda do contribuintes. Mas, no caso das ordens de bloqueio de renda ou faturamento, a determinação só poderá ser feita judicialmente. O banco de dados dependerá da adesão dos governos estaduais para contar com a parte mais importante dos seus dados: informações sobre os registros imobiliários. Mas, de acordo com Inácio Adams, a proposta foi bem recebida no último encontro do colégio estadual de procuradores estaduais e não haverá problema de adesão. O banco de dados deve reunir informações de cartórios, departamentos de trânsito, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Capitania dos Portos, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), bolsas de valores, Banco Central e até do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), para permitir o bloqueio de registros e patentes.

Outro ponto em estudo é a unificação dos sistemas da Receita Federal e da PGFN para reduzir o tempo de início das cobranças. Hoje, a principal reclamação de juízes e procuradores é a de que as execuções só começam depois de quatro ou cinco anos de processamento na Receita, e neste meio-tempo a maioria das empresas fecha ou fica sem patrimônio para ser cobrado.

Adams prevê que o conjunto de alterações na execução fiscal deve reduzir o prazo médio de uma execução de 16 para 5 anos, e o volume de processos de execução da Fazenda, hoje 2,7 milhões de ações, deve cair dramaticamente. As execuções correspondem a cerca de 40% do estoque de processos do Judiciário, chegando a 50% em alguns Estados. A execução será iniciada apenas nos casos em que for encontrado patrimônio do devedor, o que deixará de lado a grande maioria das ações de cobrança, que são ajuizadas apenas burocraticamente, já que sem patrimônio ou renda localizado não há chance de sucesso na ação.

SHRBS Alagoas consegue vitória sobre MP

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News FNHRBS 056/08 - SHRBS AL consegue vitória sobre MP 415/08

SHRBS Alagoas consegue vitória sobre MP que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais


Mais uma vitória sobre a Medida Provisória n.º415/08, que proíbe à venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SHRBS) de Alagoas ganhou em 15/02, a liminar da Justiça Federal, concedendo autorização as empresas associadas para a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais em Alagoas.

O SHRBS-AL, recebeu a Sentença Favorável, confirmando a autorização aos subsídios (associados) do sindicato a venderem bebidas alcoólicas nas rodovias federais ou em local contíguo à faixa de domínio com acesso direto a rodovia.

A concessão da liminar dá uma margem para as empresas exercerem suas atividades até que as negociações em Brasília sejam concluídas para a retirada dessa Medida Provisória, considerando os movimentos que estão sendo deflagrados, confirma Eliete Morais, diretora executiva do Sindicato.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Governo quer mudar uso de recursos do Sistema S

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O governo lançou ontem uma proposta para disciplinar a aplicação de R$ 4,8 bilhões anuais hoje geridos livremente pelas confederações empresariais da indústria, do comércio e outros setores.

Trata-se de 40% da receita do Sistema S, o conjunto de entidades privadas de serviço social e formação profissional mantidas com contribuições cobradas sobre a folha de pagamento das empresas, cuja atuação vai de cursos de qualificação profissional até colônias de férias e centros de lazer. No cenário imaginado, entidades como Senai e Senac passariam a seguir diretrizes fixadas em lei para o uso de suas verbas.

O projeto é potencialmente polêmico porque, desde os anos 40, quando foi iniciado o sistema, as administrações estaduais das entidades têm autonomia para decidir seus objetivos e prioridades.

Nos últimos anos, várias tentativas de eliminar ou reformar o sistema esbarraram na resistência de confederações como a CNI (indústria) e a CNC (comércio), responsáveis pela gestão dos recursos. Um dos argumentos sempre lembrados pelos defensores do sistema é que o presidente Lula se formou torneiro mecânico pelo Senai.

Não por acaso, o ministro da Educação, Fernando Haddad, foi cauteloso ao anunciar a proposta, que, disse, será discutida "sem pressa nenhuma". "Estamos criando um clima de debate para uma possível reforma."

A idéia é induzir as entidades a usar o dinheiro na oferta de cursos profissionalizantes gratuitos de nível médio para estudantes oriundos de escolas públicas ou com bolsa integral em estabelecimentos particulares. Os 2 milhões de vagas estimados beneficiariam ainda quem usa o seguro-desemprego.

Para isso, haveria um fundo nacional formado por parte da arrecadação do sistema, e 80% dos recursos seriam distribuídos conforme o número de matrículas nos cursos gratuitos -o restante do dinheiro seria repartido conforme a população do Estado.



Receita de R$ 8 bi

As empresas de médio e grande portes destinam atualmente 2,5% da folha de pagamentos às entidades do Sistema S do setor em que atuam, gerando receita estimada, neste ano, em R$ 8 bilhões.

Na proposta do governo, 1,5% da folha de pagamento passaria ao fundo. As entidades manteriam a autonomia no uso do restante da arrecadação tributária e de suas receitas adicionais com, por exemplo, a oferta de cursos pagos.

No diagnóstico apresentado por Haddad, o sistema hoje é falho devido à falta de transparência, à ausência de critérios para o atendimento, por priorizar cursos profissionalizantes de curta duração e por não ser orientado à gratuidade, o que, afirma, implica em "elitização" do público-alvo. Após a apresentação, ele atribuiu os problemas ao fato de a legislação atual não prever regras que inibam esses problemas.



Idéias em debate

O governo não conta com um projeto de lei pronto para ser enviado ao Congresso. As idéias apresentadas ainda serão discutidas "com a sociedade" e terão de passar pelo crivo da Casa Civil. Embora sejam contabilizadas na carga tributária nacional, as contribuições ao sistema não são consideradas dinheiro público e, portanto, não precisam seguir as diretrizes do Orçamento da União.

Por meio de nota, a CNT (transportes) se manifestou favorável à proposta. Procuradas pela Folha para comentar as propostas, a CNI, a CNC e o conselho nacional do Sesi não haviam se manifestado até o fechamento desta edição.



Avaliação positiva

A Força Sindical avalia que a proposta é positiva e pode ajudar a resolver o problema da falta de mão-de-obra especializada no país.

"O Brasil avançou no setor de tecnologia, as fábricas se modernizaram, mas os trabalhadores nunca tiveram a oportunidade de acompanhar esse investimento. Vários setores sofrem com o problema da falta de mão-de-obra qualificada. Por isso, qualquer mudança no sentido de aumentar os cursos de formação profissional é positiva", disse Paulo Pereira da Silva, presidente da Força.

Para Ricardo Patah, presidente da UGT, uma das propostas mais interessantes é a que prevê que parte dos recursos seja repassada para as escolas públicas fundamentais.

"Os recursos desse sistema são canalizados somente para algumas categorias profissionais. Não havia a participação ampliada da sociedade nesses recursos. A proposta é o início de mudança importante para o país. As escolas fundamentais são as mais carentes."

Veículo de Publicação : Folha de São Paulo Editora: Economia Página: B-6

Data : 28-03-08

Neeleman lança empresa aérea com TV a bordo e preços mais baixos

Jornal O Estado de São Paulo – Cad. Economia & Negócios – 28-03-08

O empresário David Neeleman,48 anos, fundador da empresa americana JetBlue, anunciou ontem sua nova companhia aérea brasileira. Ainda sem nome - a escolha será feita por meio de um concurso na internet - a nova companhia deve iniciar operações em janeiro de 2009, com três jatos E-195 da Embraer.

Ao lado do presidente da Embraer, Frederico Curado, Neeleman anunciou a compra de 36 jatos E-195, de 118 lugares, que serão entregues em até três anos. A preço de tabela, trata-se de um contrato de US$ 1,4 bilhão. O valor pode atingir US$ 3 bilhões se forem exercidas opções de compra para mais 40 jatos. Nascido em São Paulo quando seu pai, Gary Neeleman, trabalhava como correspondente da agência de notícias UPI, o empresário fala português e possui nacionalidade brasileira - ativo importante para quem quer investir no setor aéreo no Brasil, que restringe em 20% a participação estrangeira. Durante um evento simples mas bastante concorrido em um restaurante em São Paulo, Neeleman afirmou que pretende crescer estimulando uma demanda nova no mercado com preços competitivos e rotas diferentes das praticadas pelas líderes TAM e Gol/Varig. A idéia é oferecer vôos diretos e múltiplas freqüências diárias entre grandes capitais, muitas vezes sem passar por São Paulo e Rio. Ele quer conquistar espaço nos aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Santos Dumont, mas não pretende usá-los como centros de conexões. O empresário não quis revelar os destinos nem os preços que pretende praticar. 'Isso ainda é segredo, se não a concorrência vai em cima.' Na sua opinião, as empresas no Brasil praticam tarifas 'altas demais'. Mas avisa que não pretende fazer 'loucuras'. 'Não queremos guerra tarifária.' Se a concorrência for para cima dele, contudo, avisa: 'Não será fácil. Criamos a JetBlue em Nova York, onde tem muita concorrência, e nossa receita chegou a US$ 1 bilhão mais rápido do que qualquer outra companhia.' O avião da Embraer será um dos grandes diferenciais da companhia. Voando em mais de 18 países, mas inédito no Brasil, o E-195 é um dos mais modernos jatos em atividade. 'Depois de 800 aviões vendidos, não temos mais o que provar. Mas, sem dúvida, ter o avião voando no Brasil é uma questão de patriotismo', afirmou Frederico Curado. Segundo Curado, o E-195 possui um custo de viagem mais baixo do que os jatos Airbus e Boeing usados por TAM e Gol/Varig, ainda que o custo por assento seja mais alto, dado que os jatos da concorrência comportam de 140 a 180 passageiros.

Assim como na JetBlue, que opera o E-190, os aviões da nova empresa terão poltronas de couro e monitores individuais com TV ao vivo. Comissários - e de vez em quando o próprio Neeleman, como fazia na JetBlue - passarão com cestos repletos de salgados, doces e bebidas e o passageiro poderá se servir a vontade. 'Quem quer um bom jantar vai a um restaurante', disse Neeleman. A configuração de 118 lugares do E-195 permitirá à companhia oferecer uma distância entre poltronas de 31 polegadas (78,74 cm), duas a mais do que nos aviões de TAM e Gol - suficiente para agradar o ministro da Defesa Nelson Jobim, crítico notório do aperto nos aviões. Para manter o interesse pela nova companhia até o seu lançamento, foi criado um site (www.voceescolhe.com.br) onde os internautas poderão escolher do nome da empresa à cor do uniforme da tripulação. O primeiro a sugerir o nome que vier a ser escolhido ganhará um passe vitalício com direito a acompanhante. Na estréia ontem, o site ficou congestionado - e atraiu inclusive a visita de um hacker.

Reforma no Sistema S: anúncio hoje pelo MEC


Reforma no Sistema S: anúncio hoje pelo MEC

Ascom do Ministério da Educação (MEC) – 27-03-08

Criação do Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional

Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciarão nesta quinta-feira, 27, a criação do Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional (Funtec). Em entrevista coletiva à imprensa, às 16h, os ministros explicarão o novo fundo, que será composto com recursos destinados ao Sistema S.

O Sistema S é um conjunto de 11 entidades - Senai, Senac, Sebrae, entre outras. A estas entidades são repassados recursos previstos em lei para aperfeiçoamento profissional e melhoria do bem-estar social dos trabalhadores.

Câmara Brasileira de Turismo da CNC faz sua primeira reunião em Brasília

Ascom FNHRBS – 27-03-08Aconteceu


Câmara Brasileira de Turismo da CNC faz sua primeira reunião em Brasília

Ascom FNHRBS – 27-03-08

Aconteceu no dia 27/03, em Brasília, a primeira reunião do ano de 2008 da Câmara Brasileira de Turismo da Confederação Nacional do Comércio (CBT/CNC), coordenada por Norton Lenhart, presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS).

Na pauta, assuntos como a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Declaração de Davos, da Organização Mundial do Turismo (OMT), o projeto da Lei Geral do Turismo – que foi entregue quinta-feira (27) pela Casa Civil na Câmara dos Deputados, a 3ª. edição do Salão do Turismo, o X Congresso Brasileiro da Atividade Turística (CBRATUR), que será realizado na primeira semana de novembro, a Reforma Tributária e o impacto causado no Setor de Turismo, a Incidência da Tributação Federal sobre a intermediação dos serviços turísticos (pleito da Braztoa).

Lenhart saudou o novo integrante da CBT/CNC, Guilherme Paulus. E durante a reunião recebeu o secretário de turismo de Brasília, César Gonçalves e o deputado Aldo Rebelo, ex-presidente da Câmara dos Deputados, ao qual explicou o funcionamento da Câmara Brasileira de Turismo, seu trabalho junto com as entidades de turismo e alguns dos seus pleitos, como a agilidade na votação dos Projetos de Lei (PL´s 3059 e 2430 – de autoria do Deputado Carlos Eduardo Cadoca), que visam a flexibilização dos vistos aos turistas estrangeiros, inclusive, esse ultimo PL – o 3059/2008, que entrou na Câmara no ultimo dia 25 – flexibiliza o formato de concessão do visto, permitindo que os turistas estrangeiros entrem na internet para tirar o seu visto.

Circuito Serra da Mantiqueira - Lançamento

Aeródromos







Anac informa que aeródromos de pequeno e médio porte apresentam problemas de segurança

A
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anuncia que notificou 175
aeródromos brasileiros de pequeno e médio porte para que corrijam seus
procedimentos de segurança, tanto no aspecto de prevenção contra atos
ilícitos, quanto no que se refere à segurança operacional. Cerca de 75%
destes aeródromos são administrados por estados e prefeituras e muitos
têm dificuldades para fazer as correções exigidas pela legislação. Em
função disso, a Anac irá propor um grupo de trabalho com parlamentares
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para estudar formas de
viabilizar e agilizar o atendimento das normas de segurança nos
aeródromos.

Alexandre
Gomes de Barros, diretor da Anac, avalia que em diversas cidades do
Brasil, o transporte aéreo é a principal via de acesso ao local e o
fechamento de um aeródromo traz sérias conseqüências para a população.
"A Anac está preocupada com isso. Estamos levando esse problema ao
Congresso porque acreditamos que os deputados e senadores terão
mecanismos para mobilizar e auxiliar as prefeituras e governos
estaduais", disse.

Do
total de 175 localidades, 66 recebem vôos regulares, dos quais 48
(73%), são administrados por municípios ou estados. Nos outros 109 há
somente operações de aviação geral, como aeronaves particulares,
táxi-aéreo e aviação agrícola e 77% deles estão sob a responsabilidade
de governos estaduais ou municipais.

A
maior incidência de problemas em aeródromos com vôos regulares ocorre
na região Norte (31 localidades). Em seguida, estão as regiões Sudeste
(12), Sul (11), Centro-Oeste (10) e Nordeste (2). Já em relação à
aviação geral, as falhas estão concentradas na região Sul (49
localidades), seguida pelo Nordeste (26), Norte (15), Sudeste (14) e
Centro-Oeste (5).
fonte: Mercado & Eventos